Na aula de história, você talvez tenha visto aqueles mapas antigos, com desenhos de polvos e monstros gigantes espalhados pelos mares. E provavelmente você riu dessa visão fantasiosa que os nossos ancestrais tinham dos mares distantes… mas talvez eles não estivessem lá tão errados assim. De acordo com uma nova pesquisa, quando os dinossauros ainda habitavam a Terra, polvos gigantes podem ter dominado os oceanos, há cerca de 100 milhões de anos.
Ps: se você sofre de chapodifobia, medo ou aversão extrema de polvos, esse texto provavelmente não vai ajudar muito com isso.
Conduzida por pesquisadores da Universidade de Hokkaido, no Japão, a pesquisa analisou fósseis de mandíbulas de polvos pré-históricos. O estudo aponta que esses polvos conseguiam triturar conchas duras e esqueletos de grandes peixes e répteis marinhos e que o corpo deles tinha entre 1,5 e 4,5 metros. Com os tentáculos, isso significaria que esses animais podiam chegar a um comprimento total de sete a 19 metros, o que os tornaria os maiores invertebrados conhecidos pela ciência.
Outro ponto interessante na análise das mandíbulas desses animais pré-históricos é que elas apresentavam um desgaste maior em um lado do que no outro, sugerindo que eles tinham um lado preferido para se alimentar. Essa preferência é associada a funções cerebrais mais avançadas, o que combina com o que sabemos sobre os polvos atuais, conhecidos como animais muito inteligentes.
Qual o maior polvo da atualidade?
A maior espécie viva conhecida é o polvo-gigante-do-Pacífico, que pode chegar a uma envergadura de mais de 5,5 metros (!). Existem registros desses animais enfrentando tubarões com mais de um metro de comprimento.




