Mix Conteúdos Digitais
  • Início
  • Últimas Notícias
  • Contato
  • PUBLICIDADE LEGAL
Mix Conteúdos Digitais
Sem resultados
Ver todos os resultados
Mix Conteúdos Digitais
Sem resultados
Ver todos os resultados

Prática comum pode retardar o envelhecimento do cérebro em até 13 anos, segundo a ciência

Por Pedro Silvini
11/07/2026
Em Geral
0
cerebro envelhecimento

Foto: (Reprodução/Shutterstock)

Falar mais de um idioma pode trazer benefícios que vão muito além da comunicação. Uma pesquisa apresentada durante o Fórum da Federação das Sociedades Europeias de Neurociência (FENS), em Barcelona, aponta que o multilinguismo está associado a um envelhecimento mais lento do cérebro, com diferenças que podem chegar a até 13 anos em comparação com pessoas que falam apenas uma língua.

Segundo os pesquisadores, quanto maior o número de idiomas dominados e quanto mais cedo ocorrer o aprendizado, maiores tendem a ser os benefícios observados para a saúde cerebral. O estudo também indica que adultos que alcançam alto nível de fluência em uma segunda língua podem obter ganhos importantes.

O cérebro humano é formado por bilhões de neurônios que se comunicam continuamente. Com o avanço da idade, essa conectividade tende a diminuir, afetando funções como memória, velocidade de raciocínio e processamento de informações.

Para investigar se o domínio de diferentes idiomas influencia esse processo, cientistas da Espanha, Chile, Argentina e Irlanda analisaram moradores da região do País Basco, conhecida pela elevada taxa de pessoas multilíngues, que utilizam combinações de espanhol, basco, francês e inglês.

Os pesquisadores criaram inicialmente um “relógio de envelhecimento cerebral” utilizando exames de 728 participantes. A ferramenta foi desenvolvida por meio da magnetoencefalografia, técnica que registra a atividade cerebral a partir dos campos magnéticos produzidos pelos neurônios, com auxílio de inteligência artificial para estimar a idade biológica do cérebro.

Em seguida, o modelo foi aplicado a um segundo grupo composto por 144 voluntários.

Os resultados mostraram uma relação direta entre o número de idiomas falados e a idade estimada do cérebro. Pessoas bilíngues apresentaram cérebros com aparência, em média, seis anos mais jovem do que indivíduos monolíngues. Entre aqueles que falavam três idiomas, a diferença chegou a aproximadamente sete anos. Já os participantes capazes de se comunicar em quatro línguas apresentaram cérebros que aparentavam cerca de 13 anos menos.

Aprender cedo potencializa os benefícios

Os cientistas observaram que os efeitos positivos não dependem apenas da quantidade de idiomas conhecidos. O nível de proficiência e a idade em que a segunda língua foi aprendida também exerceram papel importante.

Segundo a coordenadora do estudo, a pesquisadora Lucia Amoruso, a experiência linguística funciona como uma escala contínua. Ou seja, não basta apenas ser bilíngue: quanto maior a exposição ao aprendizado de idiomas ao longo da vida e quanto mais elevado o domínio dessas línguas, maior tende a ser o impacto sobre a saúde cerebral.

Apesar disso, os pesquisadores destacam que iniciar o aprendizado na fase adulta também pode trazer benefícios, desde que a pessoa alcance boa fluência no novo idioma.

Pesquisadores querem investigar relação com doenças neurodegenerativas

A equipe responsável pelo estudo pretende agora aprofundar as pesquisas para verificar se o multilinguismo também pode ajudar a reduzir o risco ou retardar o desenvolvimento de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer.

Especialistas independentes lembram, no entanto, que a saúde do cérebro depende de diversos fatores combinados. Hábitos como não fumar, manter alimentação equilibrada, praticar atividades físicas, preservar a vida social e estimular constantemente a mente por meio de novos aprendizados também são considerados fundamentais para favorecer um envelhecimento cerebral saudável.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
LogoCaro leitor,

O acesso ao conteúdo será liberado imediatamente após o anúncio.

Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

Confira!

cerebro envelhecimento

Prática comum pode retardar o envelhecimento do cérebro em até 13 anos, segundo a ciência

11/07/2026
Imagem ilustrativa: Freepik

Chiclete que fez história nos anos 80 pode voltar a ser fabricado no Brasil após advogado comprar a marca

11/07/2026
Bolsa Família

Conheça o economista Ricardo Paes de Barros, considerado o “pai” do Bolsa Família

11/07/2026
  • Contato

Diário do Comércio | Mix

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Contato

Diário do Comércio | Mix