Uma prisão com um fosso de crocodilos ao redor para evitar fugas parece até coisa de vilão de desenho animado, mas, acredite se quiser, esse projeto existe. Israel começou a construir um fosse de 170 metros de extensão ao redor de uma ala da prisão de Ketziot. A ideia é usar os animais como uma “barreira de segurança” contra palestinos que estão detidos no local. Segundo o jornal israelense Ynet, o Ministério de Segurança Nacional do país confirmou que as obras começaram na semana passada.
“O Serviço Prisional está totalmente preparado. O plano existe nos mínimos detalhes, desde a manutenção e os cuidados com os crocodilos até as celas de descanso deles”, afirmou o gabinete do ministro da pasta, Itamar Ben-Gvir. O comunicado do ministério ainda revelou que estão sendo investidos US$ 7 milhões (R$ 35 milhões) na obra.
A medida vem depois do Ministério de Proteção Ambiental do país reclassificar o crocodilo-do-Nilo de “animal selvagem protegido” para “animal selvagem domesticado”. A responsável pela pasta, Idit Silman, defendeu a decisão argumentando que a superlotação do presídio “torna necessário o uso de crocodilos como forma de dissuasão”.
De acordo com o jornal O Globo, o serviço penitenciário de Israel vai receber os animais de um resort ao norte do país e realocá-los para uma área perto da prisão de Ketziot, a maior de Israel. Segundo a mídia local, os agentes penintenciários estão sendo treinados para lidar com os animais.
A inspiração por trás do projeto de Israel
No estado da Flórida, nos Estados Unidos, havia um centro de detenção de imigrantes construído em um pântano repleto de répteis, que operou entre julho do ano passado e junho deste ano, quando foi desativado. O local foi apelidado de “Alcatraz dos jacarés”.








