Na última terça-feira (5), o deputado federal Mauricio Marcon (PL-RS) decidiu protocolar um projeto na Câmara dos Deputados fixando o salário mínimo em R$ 100 mil. E sim, é claro que é uma proposta impossível. O deputado fez isso apenas como uma forma de criticar as propostas do fim da escala 6×1 que estão tramitando na Casa.
“Já que a Câmara dos Deputados virou um circo onde o governo quer dar uma de mágico, segue a minha mágica para ‘resolver’ o problema da pobreza no país (…) Sim, é uma loucura — assim como mentir para os trabalhadores que eles vão ganhar a mesma coisa trabalhando menos”, afirmou Marcon em post no X (Twitter).
Sim, ele decidiu protocolar um projeto de mentirinha apenas para protestar contra o avanço do fim da escala 6×1. Na justificativa, ele argumenta que o Congresso Nacional, que estaria sob influência de partidos de “extrema esquerda” e do Executivo Federal, estaria usando “magia como motor último de suas decisões”.
Presidente da Câmara pretende votar o fim da escala 6×1 ainda em maio
Hugo Motta (Republicanos-PB) reafirmou nesta quinta (7) que pretende votar as propostas sobre o fim dessa escala de trabalho ainda em maio. “Queremos que todos compreendam que há uma decisão política de se caminhar nesse sentido. É melhor sentar à mesa e negociar o texto, porque temos o horizonte de data para ser votado”, afirmou o presidente da Câmara em entrevista coletiva na Assembleia Legislativa da Paraíba.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que o governo defende a redução da jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40, sem redução de salário e com dois dias de folga por semana.




