Presente em massas, saladas e pratos gratinados, o queijo parmesão tem chamado atenção não apenas pelo sabor marcante, mas pelo alto teor de proteína. O produto pode conter entre 32 e 36 gramas de proteína a cada 100 gramas, índice superior ao de muitos cortes de carne, ovos e até de alguns suplementos proteicos, como o whey protein em porção equivalente.
O destaque nutricional se deve ao processo de maturação. Queijos duros e envelhecidos, como o Parmigiano-Reggiano, passam por no mínimo 12 meses de cura. Durante esse período, ocorre perda de umidade, o que concentra nutrientes como proteínas, cálcio e gorduras.
Uma porção de aproximadamente 28 gramas (cerca de uma fatia pequena ou duas colheres de sopa raladas) fornece entre 8 e 11 gramas de proteína. Para atingir entre 25 e 30 gramas — quantidade semelhante à recomendada em uma refeição rica em proteínas — seria necessário consumir cerca de 80 gramas de parmesão.
Essa quantidade, no entanto, representa entre 330 e 400 calorias, além de 20 a 30 gramas de gordura total.

Mais proteína, mas também mais gordura
Se por um lado o parmesão se destaca como fonte de proteína completa — contendo os nove aminoácidos essenciais — por outro concentra níveis elevados de gordura e sódio.
Em uma porção de 80 gramas, o queijo pode conter entre 12 e 16 gramas de gordura saturada. Para efeito de comparação, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que adultos limitem o consumo diário desse tipo de gordura a até 22 gramas.
A gordura saturada, comum em queijos, manteiga e carnes vermelhas, quando ingerida em excesso, está associada ao aumento do risco de doenças cardiovasculares.
Além disso, o parmesão apresenta alto teor de sódio, o que exige atenção de pessoas com hipertensão ou que precisam controlar a ingestão de sal.
Alternativa natural aos suplementos
O interesse crescente por fontes naturais de proteína tem impulsionado o consumo de alimentos integrais em substituição a produtos ultraprocessados, como barras e pós proteicos. Nesse cenário, o parmesão surge como alternativa prática, especialmente em dietas com restrição de carboidratos, como a cetogênica.
Outro fator que amplia seu consumo é o fato de ser praticamente isento de lactose devido ao longo processo de maturação, o que o torna mais tolerável para pessoas com sensibilidade ao açúcar do leite.




