O split payment está prestes a impactar a reforma tributária de 2026 no Brasil, modificando o tratamento dos tributos pelas empresas. A partir dessa reforma, os impostos serão automaticamente separados no momento do pagamento das transações. As empresas brasileiras deixarão de receber o valor bruto das vendas, obtendo diretamente o valor líquido, com os impostos previamente deduzidos.
Diferente do método atual, onde os tributos são mantidos até seu efetivo pagamento ao governo, o split payment altera o fluxo de caixa corporativo. Impostos como IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) serão imediatamente transferidos aos cofres públicos.
A expectativa é que todas as empresas, inclusive as do Simples Nacional, sejam afetadas por essa mudança. O objetivo é aumentar a eficiência e a previsibilidade fiscal.
Funcionamento do split payment
A implementação do split payment começará em 2027, inicialmente para empresas do modelo B2B (business-to-business) que optarem por aderir. Os meios de pagamento incluem boleto, Pix e TED. O sistema busca simplificar o recolhimento de impostos e aumentar a eficiência da arrecadação.
No modelo B2B, haverá compensação de créditos tributários pelos compradores. Já no B2C (empresas para consumidores), um percentual fixo definirá o imposto a ser retido. Isso visa facilitar a conformidade e reduzir o ônus administrativo das empresas.
Impacto no fluxo de caixa das empresas
O novo sistema afetará significativamente o capital de giro empresarial. Atualmente, muitas empresas utilizam o intervalo entre o pagamento e a remessa dos impostos para manter o fluxo de caixa.
A retenção imediata de tributos eliminará essa prática, exigindo que empresas ajustem suas estratégias financeiras. Organizações que operam com pagamentos a longo prazo enfrentarão desafios adicionais, tendo que lidar com a incompatibilidade entre a retenção de impostos e o tempo necessário para a obtenção de créditos tributários.








