Relógios inteligentes costumam errar ao estimar as calorias queimadas durante o exercício, embora tenham se tornado ferramentas populares para monitorar a saúde e a prática de exercícios. Cerca de 100 milhões de adultos nos Estados Unidos possuem um, e estimativas globais apontam aproximadamente 560 milhões de usuários em todo o mundo.
Um estudo conduzido pela Florida International University e publicado na revista PLOS One revelou que os relógios inteligentes cometem erros ao estimar as calorias queimadas. O erro mediano ficou entre 15% e 25% e aumentou conforme cresceu o percentual de gordura corporal de quem os usa.
Entre pessoas com maior percentual de gordura, os erros variaram de 50% a 100% ou mais.
Como os relógios medem o gasto calórico
Esses dispositivos usam dois tipos principais de sensores. Acelerômetros detectam os movimentos do corpo, enquanto sensores de luz estimam a frequência cardíaca: a mudança no fluxo sanguíneo nos vasos do pulso altera a quantidade de luz refletida pelo sensor, permitindo ao relógio acompanhar essas alterações.
O dispositivo combina essas informações com dados do usuário, como idade, sexo, altura e peso, e usa um algoritmo para calcular o gasto energético. Medir calorias, porém, é complexo: o relógio usa sinais que capta bem para prever algo que não consegue medir diretamente.
Diferenças na composição corporal, no condicionamento físico, na eficiência dos movimentos e nas respostas fisiológicas ao exercício afetam essa previsão.
O que o estudo descobriu
Pesquisadores recrutaram 58 adultos hispânicos de Miami, e com diferentes percentuais de gordura corporal e tons de pele. Para usar quatro relógios populares em sessões de ciclismo: Apple Watch Series 8, Garmin Forerunner 955, Samsung Galaxy Watch5 e Fitbit Sense 2.
O Apple Watch Series 8 apresentou o menor erro médio sistêmico, enquanto Garmin e Samsung superestimaram mais o gasto. O Fitbit apresentou um problema diferente: seu erro médio não foi sistematicamente positivo nem negativo.











