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Remédio amado por muitos brasileiros tem grande risco de desenvolver Alzheimer

Por Alan da Silva
03/10/2025
Em Geral
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Imagem ilustrativa: Freepik

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As noites tranquilas podem esconder um risco para a saúde cerebral. Estudos nos Estados Unidos sugerem que o zolpidem, medicamento utilizado para tratar insônia, poderia aumentar o risco de desenvolver demência. Pesquisadores indicam que o uso contínuo interfere na eliminação de toxinas do cérebro, comprometendo funções cognitivas. Os cientistas da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, publicaram na revista Cell.

Durante o sono, o cérebro elimina resíduos tóxicos. No entanto, o uso prolongado de zolpidem pode afetar esse processo. Isso pode levar ao acúmulo de proteínas associadas a doenças cognitivas, incluindo o Alzheimer.

Embora não haja evidências concretas em humanos ligando diretamente o zolpidem a alterações no sistema glinfático, esse aspecto é uma preocupação entre os cientistas.

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Pesquisa e estatísticas relevantes

Um estudo da Universidade da Califórnia indicou que idosos brancos que frequentemente tomam medicamentos para dormir têm uma probabilidade 79% maior de desenvolver demência em comparação com aqueles que não o fazem.

No entanto, não foi encontrado um estudo específico confirmando essa estatística exata para o zolpidem. Dados sobre o impacto do zolpidem são majoritariamente oriundos de investigações em animais.

Alternativas para insônia

Enquanto se aguardam mais estudos em humanos, especialistas recomendam abordagens não farmacológicas para tratar a insônia. Métodos como terapia cognitivo-comportamental, higiene do sono e técnicas de relaxamento são eficazes e apresentam menos riscos quando comparados a medicamentos.

Essas alternativas têm respaldo científico e são indicadas principalmente para idosos.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Alan da Silva

Alan da Silva

Jornalista e revisor.

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