A Seleção Brasileira feminina Sub-17 de vôlei está confirmada na disputa do Campeonato Mundial da categoria, que começa nesta quinta-feira (6), no Chile. A equipe comandada pelo técnico Marcelo Freitas, o Dentinho, integra o Grupo C da competição e terá pela frente uma chave considerada uma das mais equilibradas do torneio, com destaque para o clássico sul-americano diante da Argentina.
A competição reúne 24 seleções, divididas em quatro grupos com seis equipes cada. Os quatro melhores colocados de cada chave avançam às oitavas de final, quando o campeonato passa a ser disputado em sistema eliminatório até a definição do campeão.
Na primeira fase, o Brasil enfrentará Croácia, Polônia, Argentina, Espanha e Japão. A estreia será diante da Croácia, às 18h (horário de Brasília), em Santiago.

Mundial reúne principais promessas do voleibol
Esta será a segunda edição do Campeonato Mundial Feminino Sub-17 de Vôlei. Em 2024, quando o torneio foi realizado pela primeira vez, o Brasil terminou na quinta colocação. Agora, a equipe brasileira chega ao Chile em busca do título inédito.
Os jogos serão disputados em diferentes ginásios da região metropolitana de Santiago e também nas cidades de Los Andes e San Felipe. Segundo informações divulgadas pela organização, o governo chileno investiu cerca de 927,9 milhões de pesos chilenos na realização do evento e na preparação das sedes.
Além do Grupo C, a competição conta com outras três chaves:
- Grupo A: Chile, Estados Unidos, Turquia, República Tcheca, Tailândia e Egito;
- Grupo B: China, México, Peru, Venezuela, Tunísia e Filipinas;
- Grupo D: Itália, Taipei Chinês, Porto Rico, Coreia do Sul, República Dominicana e Argélia.
Brasil aposta em preparação intensa
A seleção retomou os treinamentos no início de 2026, com um processo de avaliação realizado no Centro de Desenvolvimento de Voleibol Enel Brasil. Ao longo da preparação, foram promovidos laboratórios técnicos, períodos de treinamento e partidas amistosas antes do embarque para o Chile.
Segundo o técnico Marcelo Freitas, a equipe reúne atletas versáteis e equilibradas, muitas delas vivendo a primeira experiência em uma competição internacional.
Na avaliação do treinador, o Grupo C é apontado como um dos mais difíceis da competição por reunir escolas tradicionais do voleibol mundial, como Japão e Polônia, além da rivalidade histórica com a Argentina.
Antes do Mundial, o Brasil disputou um Quadrangular Internacional em Copiapó, no Chile, conquistando o título após superar Argentina, Chile e Japão. A equipe também realizou amistosos contra a Itália, terceira colocada no Campeonato Europeu da categoria.
Vic Martini e Isadora Costa estão entre os destaques
Entre as atletas brasileiras, um dos principais nomes é Vic Martini, capitã da equipe e jogadora do Fluminense. A oposta foi eleita a melhor da posição no Campeonato Sul-Americano, terminou como maior pontuadora da seleção, com 74 pontos, e liderou a competição no fundamento de saque, com 18 aces.
Outro destaque é a central Isadora Costa, do Flamengo, que encerrou o torneio continental como líder em bloqueios, com 12 pontos no fundamento.
O elenco brasileiro também conta com a oposta Sophia Levandoski; as levantadoras Catarina e Laura Dias; as ponteiras Luiza Queiroz, Marina Maccarone, Meilani, Pietra Bastos e Victoria Gama; as centrais Duda Bender e Sofia Arruda; além das líberos Carolina Bittencourt e Jordâna.












