Na penúltima semana de julho, a região Sul enfrenta os maiores volumes de chuva do país, com tempestades e riscos de transtornos causados pelo avanço e permanência de uma frente fria sobre os estados. Também temos chuvas nas regiões Nordeste e Norte, mas, na primeira, elas ficam concentradas no litoral, e, na segunda, elas ficam principalmente na faixa norte da região.
Para o Rio Grande do Sul, o dia mais crítico foi justamente esta terça-feira (21), com previsão de tempestades e risco de alagamentos e transbordamentos de rios e deslizamentos de terra. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu aviso vermelho de grande perigo para acumulados de chuva em parte do estado gaúcho. Os volumes podem passar de 100 milímetros em apenas 24 horas e chegar a 200 mm ao longo da semana.
O meteorologista Francisco de Assis, do Inmet, explica à CNN Brasil que o tempo severo no Sul do país está acontecendo por causa de um “abaixamento de pressão” entre Argentina, Paraguai e o Rio Grande do Sul. “É o sistema frontal que está semi-estacionário. Quando ele fica semi-estacionário, acaba causando chuvas intensas”, afirma Assis.
Instabilidade continua, mas perde força a partir de amanhã (22)
A boa notícia é que as tempestades não devem continuar tão intensas quanto nesta terça (21). De acordo com a CNN, a partir desta quarta (22), a frente fria avança em direção ao Paraná, mantendo instabilidades sobre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Ainda que as chuvas continuem, a tendência é que a intensidade vá reduzindo gradualmente ao longo do dia, principalmente para o estado gaúcho.
Mas o norte do RS, áreas serranas e regiões perto da divisa com Santa Catarina continuam em alerta para chuva forte durante a madrugada e a manhã. Aliás, o estado catarinense e o Paraná entram em aviso amarelo para tempestades, inclusive com possibilidade de granizo.








