Na madrugada do último domingo (24), a Rússia voltou a atacar Kiev, capital da Ucrânia, com mísseis e drones. O Ministério de Defesa do país confirmou que, entre esses mísseis, foram usados mísseis Orechnik, com capacidade nuclear. Foram 600 drones de ataque e 90 mísseis lançados do ar, mar e terra.
De acordo com o Notícias ao Minuto, foi a terceira vez que a Rússia utilizou esses tipos de mísseis em ataques contra a Ucrânia. Lembrando que não foi um ataque nuclear em si, mas um ataque com um míssil capaz de transportar ogivas nucleares.
Segundo o g1, pelo menos quatro pessoas morreram e 56 ficaram feridas em Kiev e na sua região metropolitana, de acordo com números preliminares de autoridades locais. O Ministério de Defesa russo afirmou que os alvos dos ataques eram instalações de comando militar ucranianas, bases aéreas e outras empresas do complexo militar-industrial do país, com quem a Rússia já está em guerra há quatro anos.
Chefe da UE criticou uso de mísseis com capacidade nuclear
Kaja Kallas, chefe da diplomacia da União Europeia, criticou o uso dessas armas pelo governo russo em uma publicação no X. “A Rússia chegou a um impasse no campo de batalha, então aterroriza a Ucrânia com ataques deliberados a centros urbanos. Esses são atos de terror abomináveis, destinados a matar o maior número possível de civis”, criticou Kallas. “Alega-se que Moscou está usando mísseis balísticos de alcance intermediário Oreshnik – sistemas projetados para transportar ogivas nucleares – como tática política de intimidação e demonstração de imprudência em relação à política nuclear.”



