É muito comum vermos textos alertando sobre a importância de um sono de qualidade para a saúde, normalmente listando os vários prejuízos que a falta de sono pode causar não apenas para o corpo, mas também para a mente. Mas e contrário? Afinal, como já dizia a sua mãe: “tudo que é demais, sobra”. Da mesma forma que a falta de sono pode causar danos, o excesso também pode ser prejudicial.
O excesso de sono também está associado ao envelhecimento biológico
De acordo com o El Tiempo, um estudo recente feito a partir de uma análise de vários relógios biológicos aponta que tanto a falta quanto o excesso de sono podem acelerar o envelhecimento do cérebro, coração, pulmões e sistema imunológico, além de estarem associados a várias doenças. O estudo utilizou dados de meio milhão de participantes do Biobanco do Reino Unido e, com base em 23 relógios biológicos de envelhecimento em 17 sistemas orgânicos, avaliou a relação entre a quantidade do sono e as idades biológicas desses participantes.
Publicados na revista Nature, os resultados mostram um padrão em forma de U: na população do UK Biobank, tanto a falta de sono (menos de seis horas) quanto o excesso (mais de oito) foram associados a um envelhecimento mais rápido. As pessoas que tiveram o menor envelhecimento foram as que relataram dormir entre 6,4 e 7,8 horas por dia.
Quando você dorme as horas necessárias, o seu corpo passa por processos metabólicos e imunológicos importantes para manter o seu organismo saudável. Mas, quando você dorme mais do que o necessário, acaba em um sono leve ao invés do sono consistente e restaurador de que o seu corpo precisa. Por isso, o excesso de sono tem até nome: hipersonia.



