A indústria cinematográfica e televisiva dos Estados Unidos pode ganhar um novo fôlego com uma proposta do presidente Donald Trump. O republicano pediu ao Congresso que aprove um programa federal de incentivos fiscais para estimular a produção audiovisual no país, em uma iniciativa que lembra a Lei Rouanet brasileira.
O anúncio foi feito na rede social Truth Social, onde Trump defendeu a criação de empregos no setor de entretenimento. A medida ainda não tem detalhes operacionais definidos, mas já conta com o apoio do Sindicato dos Atores dos Estados Unidos.
O mecanismo proposto funcionaria de forma semelhante ao sistema brasileiro, que permite que empresas utilizem parte do Imposto de Renda devido para financiar projetos culturais aprovados pelo governo. A diferença é que, no Brasil, a renúncia fiscal já está consolidada, enquanto nos EUA a proposta ainda precisa passar pelo crivo do Legislativo.
Califórnia já vinha ampliando seus incentivos estaduais
Nos últimos anos, a Califórnia já vinha ampliando seus incentivos estaduais para o audiovisual, elevando o montante de 330 milhões para 750 milhões de dólares no último ano fiscal. A iniciativa de Trump, no entanto, busca uma ação federal, o que poderia ampliar o impacto sobre toda a cadeia produtiva.
A proposta surge em um momento de pressão sobre o setor, que enfrenta concorrência de outros países com custos menores e políticas fiscais mais atrativas. A migração de produções para mercados como Canadá, Reino Unido e países da Europa tem preocupado a indústria americana.
O apoio do sindicato dos atores indica que a medida pode gerar mais oportunidades de trabalho e estabilidade para profissionais do setor. Ainda não há data para votação no Congresso, nem detalhes sobre percentuais de renúncia fiscal ou critérios de elegibilidade.











