As famílias brasileiras de classe média ganharam mais espaço dentro do Minha Casa, Minha Vida (MCMV). Após aprovação do Conselho Curador do FGTS, o programa ampliou os limites de renda e elevou o valor máximo dos imóveis financiados nas faixas mais altas, permitindo a aquisição de imóveis de até R$ 600 mil na Faixa 4.
Criada em 2026, a modalidade é destinada a famílias com renda mensal de até R$ 13 mil e representa uma ampliação do alcance do programa habitacional do governo federal.
Com a atualização aprovada pelo Conselho Curador do FGTS, o teto dos imóveis da Faixa 4 passou de R$ 500 mil para R$ 600 mil.
A modalidade atende famílias com renda mensal de até R$ 13 mil. Segundo o Ministério das Cidades, cerca de 8,2 mil famílias da classe média passarão a ter acesso ao programa.
Os recursos para essa linha de financiamento serão provenientes dos lucros anuais do FGTS, além de verbas da caderneta de poupança, por meio do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), e das Letras de Crédito Imobiliário (LCI).
Mesmo quem não possui saldo no FGTS poderá utilizar a Faixa 4, já que os recursos empregados não vêm diretamente das contas dos trabalhadores.
Financiamento possui algumas restrições
As regras da Faixa 4 estabelecem que o financiamento deve ser destinado à compra do primeiro imóvel do mutuário.
Além disso, será possível financiar até 80% do valor do imóvel, cabendo ao comprador arcar com os 20% restantes.
Imóveis usados também poderão ser adquiridos pela nova faixa, desde que se trate da primeira propriedade do beneficiário.
Limites de renda foram ampliados
O Conselho Curador do FGTS também aprovou reajustes em todas as faixas do Minha Casa, Minha Vida.
Com as mudanças, os novos limites ficaram definidos da seguinte forma:
- Faixa 1: renda mensal de até R$ 3,2 mil;
- Faixa 2: renda de até R$ 5 mil;
- Faixa 3: renda de até R$ 9,6 mil;
- Faixa 4: renda de até R$ 13 mil.
Segundo o ministro das Cidades, Jader Filho, a medida permitirá ampliar o acesso das famílias ao financiamento habitacional e beneficiar aproximadamente 87,5 mil brasileiros com redução nas taxas de juros.
Faixa 1 continua com subsídios de até R$ 55 mil
As famílias enquadradas na Faixa 1 continuam tendo acesso aos maiores benefícios do programa. O governo federal pode conceder subsídios de até R$ 55 mil, valor que é abatido diretamente do preço do imóvel.
O montante varia conforme a renda da família, a localização do empreendimento e outros critérios estabelecidos pelo programa. Quanto menor a renda, maior tende a ser o auxílio.
Para ter acesso ao benefício, é necessário:
- ter renda familiar de até R$ 3,2 mil;
- ser brasileiro nato ou naturalizado;
- ter mais de 18 anos;
- não possuir imóvel residencial em seu nome;
- não ter sido beneficiado anteriormente por programas habitacionais federais;
- comprovar renda;
- estar apto à análise de crédito;
- manter os dados atualizados no Cadastro Único (CadÚnico).
Faixas 1 e 2 também ganharam novo benefício
Outra mudança aprovada permite que famílias das faixas 1 e 2 financiem imóveis de até R$ 350 mil, valor anteriormente restrito à Faixa 3.
Nesses casos, porém, os contratos seguirão as condições da Faixa 3, com juros entre 7,66% e 8,16% ao ano e sem os subsídios normalmente concedidos às faixas mais baixas.
Segundo o Ministério das Cidades, as alterações buscam ampliar o acesso ao financiamento habitacional e facilitar a realização do sonho da casa própria para um número maior de famílias brasileiras.




