Localizada a 15 quilômetros de Diamantina, no Alto Jequitinhonha, e a 290 quilômetros de Belo Horizonte, Biribiri é uma vila mineira que combina arquitetura colonial preservada, vegetação nativa e um ritmo de vida que parece ter parado no tempo.
A vila está inserida nos 17 mil hectares do Parque Estadual do Biribiri, criado em setembro de 1998, na Cordilheira do Espinhaço — a única cordilheira do Brasil, que se estende por mais de mil quilômetros, de Ouro Branco, em Minas Gerais, até o sul da Bahia.
A área, protegida pelo Instituto Estadual de Florestas, abriga uma rica biodiversidade, com espécies como a onça-parda, o lobo-guará, o gavião-do-cerrado, a jandaia-de-testa-vermelha e o pica-pau-da-cabeça-amarela.
O cenário de beleza cênica impressiona visitantes e já foi comparado ao idílico Shangrilá, da obra “Horizonte Perdido”, do escritor inglês James Hilton. A tranquilidade do lugar foi sintetizada pela adolescente Alice Caldeira Brant, que em 1893 escreveu: “Não teria pressa de ir para o céu se morasse em Biribiri”.
História da vila
A vila foi construída em 1876 para abrigar funcionários da Companhia Industrial de Estamparia, uma fábrica de tecidos fundada pelo bispo Dom João Antônio Felício dos Santos e seus familiares, oriundos do Serro. A fábrica funcionou até 1973, produzindo algodão grosso e tendo o Rio de Janeiro como principal comprador.
Em seu auge, na década de 1950, a vila chegou a ter 1.200 habitantes e contava com 32 casas, escola, clube, consultório odontológico, armazéns, hospedaria, usina hidrelétrica e igreja.
Com a extinção da estrada de ferro na região na década de 1970, a fábrica entrou em declínio e fechou as portas. Os moradores migraram para outras cidades em busca de trabalho. Hoje, vivem em Biribiri apenas três adultos e uma criança.











