Os casos de hantavírus em um navio de cruzeiro que causaram a morte de três passageiros fizeram com que o vírus voltasse a ser mais comentado nas últimas semanas. Mas, ao contrário que muita gente acaba imaginando, não se trata de uma doença nova. O hantavírus já está presente no Brasil há mais de três décadas, sendo registrada em todas as regiões brasileiras, com a maior percentual de casos confirmados sendo no Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Apesar dos casos da doença serem raros, a alta taxa de letalidade preocupa autoridades de saúde. A doença também pode evoluir para casos mais graves. A boa notícia é que nunca foi identificada no Brasil a cepa andina do vírus, a que possibilita a contaminação entre humanos. Essa foi a cepa identifica a bordo do cruzeiro e está presente nos nossos vizinhos Argentina e Chile.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, o Brasil teve sete casos de hantavirose este ano, com uma morte registrado. Entre 1993 e 2025, foram 2.429 casos confirmados da doença, com 997 mortes confirmadas.
Como o hantavírus é transmitido
A infecção ocorre mais frequentemente por causa da inalação de aerossóis formados a partir da urina, fezes e saliva de roedores infectados. Segundo o Ministério da Saúde, outras formas de transmissão em humanos são:
- Percutânea, caracterizada pela entrada de agentes infecciosos por lesões na pele, como escoriações ou mordeduras de roedores.
- Contato do vírus com mucosa (conjuntival, da boca ou do nariz), por meio de mãos contaminadas com excretas (urina, fezes e saliva) de roedores;
- Transmissão pessoa a pessoa, relatada, de forma esporádica, na Argentina e Chile, sempre associada ao hantavírus Andes.




