Quando o assunto são vitaminas, muita gente acredita que “mais” é necessariamente melhor. Mas não é bem assim. O dizer popular que se encaixaria melhor seria o clássico “tudo que é demais, sobra”. Considerada um pré-hormônio, a vitamina D tem um papel fundamental no seu organismo, mas, do mesmo jeito que a sua falta vai causar problemas, a sua superdosagem também pode causar risco para a sua saúde.
A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional de São Paulo explica que a vitamina D tem um papel essencial para regular o cálcio no seu organismo, que, por sua, tem um papel importante para a saúde dos seus dentes e ossos. Porém, a hipercalcemia, o excesso de cálcio, pode acabar prejudicando a saúde dos seus rins, e a hipervitaminose D pode levar à perda óssea.
Entre os indivíduos do grupo de risco para esses problemas, estão:
- idosos;
- gestantes;
- lactantes;
- pacientes com raquitismo/osteomalácia;
- osteoporose;
- pacientes com história de quedas e fraturas;
- causas secundárias de osteoporose (doenças e medicações);
- hiperparatiroidismo;
- doenças inflamatórias;
- doenças autoimunes;
- doença renal crônica;
- síndromes de má absorção (clínicas ou pós-cirúrgicas, como a bariátrica).
Qual a quantidade ideal de vitamina D para o nosso organismo?
Segundo o posicionamento oficial da Sociedade, a população geral precisa de 20 ng/mL (nanogramas por mililitro) de suplementação de vitamina D. Abaixo desse valor, é considerado deficiência da vitamina. Para indivíduos com fatores de risco, os valores devem ficar entre 30 e 60 ng/mL. “Quando a dosagem é acima de 100 ng/mL, estamos falando de hipervitaminose, ou seja, doses elevadas de Vitamina D”, explica Dr. Sergio Setsuo Maeda, diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (SBEM-SP).



