Você trabalha, vive a sua rotina dia após dia, mas sente que está cada vez mais perto de um limite de exaustão física, mental e emocional? Você não é o único. Segundo dados da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt) e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o número de afastamentos do trabalho por causa de esgotamento profissional, mais conhecido como burnout, aumentou 296% entre 2023 e 2025.
“O burnout se comporta como um quadro psiquiátrico. A pessoa tem mudanças no padrão de sono, vai para a cama e fica ‘fritando’, por exemplo. Em outros casos, tenta, tenta, tenta entregar as demandas mas não consegue”, explica o psiquiatra Arthur Guerra, colunista do GLOBO, e coautor do livro Você aguenta ser feliz?, ao Istoé Dinheiro.
O que causa a síndrome do Burnout
De acordo com o Glossário de Saúde do Hospital Albert Einstein, é uma doença relacionada ao trabalho e ao esgotamento profissional, causado por fatores como sobrecarga, falta de autonomia, injustiças no ambiente laboral e falta de identificação com o que você está fazendo. Os sintomas da síndrome de burnout podem se manifestar de várias formas, como dores pelo corpo, cansaço, irritabilidade, alterações no sono e no apetite, tristeza profunda, problemas no esôfago ou intestino, entre outros.
Ao Istoé, a psicóloga do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) Aline Wolff afirma que o burnout está relacionado a outros adoecimentos. “As pessoas não sabem mais como descansar, o descanso também virou uma meta”, avalia a especialista. “Não vivemos num mundo que permita a pausa que todos nós precisamos. Não há o mínimo espaço para pensar no que realmente precisamos. Porque há sempre uma nova meta, uma nova informação a consumir e um novo conteúdo para gerar.”











