Quem nunca se sentiu um verdadeiro muso fitness após dispensar o açúcar e usar um adoçante, seja em um suco, café ou receita de bolo? Mas será que os adoçantes artificiais, como estévia ou sucralose, realmente são tão vantajosos assim para a sua saúde? Um estudo recente feito por pesquisadores do Chile aponta que, a longo prazo, o uso de adoçantes pode trazer danos para a saúde e até aumentar a vulnerabilidade a condições como diabetes.
De acordo com a CNN Brasil, essa pesquisa foi publicada no periódico científico Frontiers in Nutrition e foi feita com camundongos (tanto machos quanto fêmeas). 47 camundongos foram divididos em três grupos, cada um recebendo água pura ou água com uma dose de adoçante. Esses grupos foram reproduzidos por duas gerações consecutivas, que, por sua vez, receberam apenas água pura.
Além disso, os animais passaram um teste de tolerância oral à glicose para avaliar resistência à insulina, sinal de alerta para diabetes. Os pesquisadores também coletaram amostras fecais para buscar mudanças na microbioma intestinal e observaram a expressão de cinco genes. A partir desses dados, eles puderam obter uma panorama de como o consumo de adoçante
Os efeitos do adoçante a longo prazo
Adoçantes diferentes tiveram efeitos diferentes, mas ambos diminuíram a produção de substâncias benéficas pelas bactérias intestinais, um efeito transmitido para os filhos e netos dos animais. Na primeira geração, os machos que consumiram sucralose tiveram uma piora na tolerância à glicose. Já na segunda geração, os machos do grupo de sucralose e as fêmeas do grupo de estávia apresentaram glicose alta. No geral, os impactos maiores e mais duradouros foram causados pela sucralose, segundo a CNN, enquanto a estévia teve um impacto mais leve, além de ter durado apenas uma geração.
“O objetivo desta pesquisa não é criar alarme, mas destacar a necessidade de investigações adicionais. Pode ser razoável considerar a moderação no consumo desses aditivos e continuar estudando seus efeitos biológicos de longo prazo”, afirmou a Dra. Francisca Concha Celume da Universidade do Chile, autora principal do artigo.











