Um voo da LATAM Airlines que partiu do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, chamou atenção nesta semana por transportar um passageiro pouco comum: um macaco-aranha-de-cara-preta, espécie ameaçada de extinção. A operação ocorreu na última segunda-feira (4) e faz parte do programa Avião Solidário, iniciativa da companhia voltada a ações sociais e ambientais.
O animal, chamado Juninho, nasceu em 2017 no Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros e foi levado ao Zoológico de Brasília, onde passará a integrar um programa de reprodução da espécie.
A ação foi coordenada em parceria com a Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. O transporte aéreo permitiu reduzir em cerca de 10 horas o tempo de deslocamento em comparação ao trajeto terrestre, fator considerado essencial para diminuir o estresse do animal.
Após um período de adaptação em Brasília, Juninho deverá ser apresentado a uma fêmea, com o objetivo de reprodução assistida. A espécie, nativa da Amazônia, está classificada como “em perigo” de extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza, principalmente devido à perda de habitat.


Programa já transportou milhares de animais
Criado há mais de uma década, o Avião Solidário utiliza a malha aérea da companhia para apoiar iniciativas humanitárias, ambientais e de desenvolvimento regional. Desde 2011, o programa já viabilizou o transporte de 868 toneladas de doações, 4,6 mil animais e 282 milhões de vacinas contra a Covid-19 em todo o Brasil.
Somente em 2025, foram movimentadas 48 toneladas de donativos e mais de 800 voluntários, incluindo profissionais de saúde em ações emergenciais. Durante a pandemia, a iniciativa teve papel central na logística de distribuição de imunizantes, alcançando mais de 140 milhões de pessoas.
A operação com o macaco-aranha traz o papel da aviação na preservação da biodiversidade, especialmente em um país com dimensões continentais como o Brasil. A iniciativa também evidencia a importância da articulação entre empresas, órgãos públicos e instituições ambientais para garantir a sobrevivência de espécies ameaçadas.
Além do impacto ambiental, o programa mantém parcerias com organizações sociais e atua em situações de emergência, como desastres naturais e crises humanitárias, ampliando o alcance de ações de apoio em todo o território nacional.



