Zico surpreendeu o mundo do futebol neste sábado (29) ao revelar que, mesmo sendo o maior ídolo da história do Flamengo e conhecido torcedor rubro-negro, vai torcer pelo Vasco da Gama na sequência da Copa do Brasil 2026. A declaração foi feita durante entrevista à CazéTV e rapidamente chamou atenção pela histórica rivalidade entre os dois clubes cariocas.
O ex-jogador explicou que sua preferência está relacionada ao desejo de ver o futebol do Rio de Janeiro representado nas fases decisivas da competição. Com o Flamengo já eliminado, o Vasco passou a ser o representante carioca que o ídolo pretende acompanhar na disputa pelo título.
“Eu vou torcer sempre para as equipes do Rio de Janeiro. Meu Flamengo não está mais, mas tem o Vasco”, afirmou Zico, em tom descontraído. O Galinho ainda destacou que o Cruz-Maltino eliminou o Fluminense em uma fase anterior e disse que seria positivo para o futebol carioca uma conquista vascaína.
Vasco busca vaga na semifinal
A declaração de Zico ocorreu justamente às vésperas de uma partida decisiva para o Vasco na Copa do Brasil.
A equipe comandada por Pedro Emanuel venceu o Vitória por 1 a 0, em São Januário, no primeiro confronto das quartas de final. Com a vantagem construída no Rio de Janeiro, o time pode garantir a classificação para a semifinal com um empate no jogo de volta.
A segunda partida está marcada para a próxima quarta-feira, no Barradão. Uma eventual classificação colocaria o Vasco entre os quatro melhores clubes da competição e aumentaria a expectativa dos torcedores pelo restante da campanha.
Foi nesse contexto que Zico manifestou publicamente seu apoio ao rival. Para o ídolo flamenguista, a possibilidade de o Vasco avançar representa também uma oportunidade de manter o futebol do Rio de Janeiro em evidência no torneio nacional.
Ídolo do Flamengo também ajudou a transformar o futebol japonês
A relação de Zico com o futebol, entretanto, ultrapassa as fronteiras brasileiras. O ex-jogador teve papel importante na transformação do esporte no Japão a partir dos anos 1990.
Pouco tempo depois de participar das Copas do Mundo de 1978, 1982 e 1986, recebeu o convite para atuar no Sumitomo Metals, clube que posteriormente se tornaria o Kashima Antlers.
Naquele período, o futebol japonês ainda possuía uma estrutura bastante diferente da atual. Os clubes eram ligados a grandes empresas e a liga profissional ainda não havia sido consolidada.
A chegada do brasileiro ajudou a impulsionar uma mudança de mentalidade no país e esteve ligada ao processo que levou à criação da J.League, profissionalizada na década de 1990.
Zico virou símbolo do futebol no Japão
Durante sua passagem pelo Kashima, Zico não apenas entrou em campo. O brasileiro também contribuiu para a formação de uma nova cultura futebolística no país e se tornou uma das figuras responsáveis pela popularização do esporte entre os japoneses.
Depois de se aposentar definitivamente como jogador, o Galinho continuou ligado ao Japão. Entre 1996 e 2002, trabalhou como diretor técnico do Kashima Antlers.
Em seguida, assumiu um dos principais desafios de sua carreira fora dos gramados: entre 2002 e 2006, comandou a seleção japonesa.
Zico chegou a dirigir o Japão na Copa do Mundo de 2006, disputada na Alemanha. A campanha terminou ainda na fase de grupos, com eliminação após uma derrota por 4 a 1 justamente para a Seleção Brasileira.
Apesar do desfecho no Mundial, o retrospecto do brasileiro à frente dos “Samurais Azuis” foi expressivo. Em 64 partidas, a equipe japonesa conquistou 36 vitórias, 13 empates e 15 derrotas, aproveitamento de aproximadamente 63%.











