A espiritualidade nas organizações

24 de janeiro de 2023 às 0h25

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Por Laydyane Ferreira*

Outro dia estava conversando com um grande amigo brasileiro, executivo de uma grande empresa em Montreal, no Canadá, contando sobre os projetos de felicidade nas organizações e ele me disse que ia levar a ideia para sua rede.

Uma semana depois conversamos e ele me disse que o tema não foi bem recebido naquela cultura porque a primeira fala do CEO foi “Se implantarmos uma área de felicidade aqui, é suposto que estamos infelizes e não estamos gerenciando bem nossos colaboradores”.

E sinceramente, eu não tiro a razão da fala dele. É bem comum que as frases feitas apareçam antes do conhecimento mais aprofundado de um novo assunto, e, mesmo assim, eu o respondi com uma provocação: “então remova a área de finanças porque vão pensar que suas finanças não estão bem geridas”.

Não ter uma área que trate felicidade e espiritualidade nas organizações é assumir que um ser humano é perfeito, que ele não tem vulnerabilidade e que não possui dores para resolver. Talvez muitos achem que todos são exímios seres humanos, 24 horas equilibrados e dotados de capacidade de autotransformação sem apoio externo.

Assim como uma gestão financeira gere as finanças, a gestão de felicidade suporta o equilíbrio entre saúde mental, valores e virtudes, alinhamento de propósito, gestão do tempo e bem-estar na relação colaboradores x organização.

E a mesma lógica se aplica à espiritualidade. Possivelmente, no contexto organizacional, você pode me responder: “Mas aqui a gente não fala dessas coisas”.

E eu te devolvo a pergunta: “Que tipo de coisa que você atrela ao nome espiritualidade que a faz não participar da sua pauta de comunicação e rotina dos negócios, sendo que é nela que muitas pessoas encontram refúgio?”

Uma organização que trabalha os temas felicidade e espiritualidade, além de temas supracitados também enxergará o planeta, a sociedade em equilíbrio com os indivíduos.

Para eliminarmos qualquer ruído com nome atrelado aos negócios, vou alinhar aqui com você o que a origem da palavra diz: o termo espiritualidade origina-se do latim “spiritus”, que quer dizer “sopro”. Eu costumo falar que este sopro é a nossa respiração, a nossa conexão com o momento presente e é o nosso elo de ligação com o mundo.

Pela minha prática e vivência com o tema, é na conexão espiritual que nasce um propósito de um negócio, é na conexão espiritual que os valores e virtudes são estabelecidos e, pasmem, quando você entende verdadeiramente os conceitos de autoconhecimento, a espiritualidade é a ferramenta mais poderosa para gerar o sonho de qualquer organização: pessoas altamente engajadas. Talvez o nome mais adequado seja consciência, mas aí nos vamos descobrir juntos aqui neste espaço.

E essa é a proposta desta coluna: provocar novas maneiras de pensar, trocar e colaborar com a melhoria do planeta, da sociedade, das pessoas e dos negócios, já que espiritualidade e consciência de unidade são a mesma coisa.

Neste espaço vou compartilhar com vocês como a linguagem da espiritualidade e da felicidade está chegando até as empresas e compartilhar como podemos eliminar questões complexas com a utilização da base da felicidade e espiritualidade: autoconhecimento, valores e virtudes, tudo isso com muito embasamento técnico e científico.

Na nossa primeira troca, vou trazer para vocês como a Compaixão está sendo tratada nos negócios e como ela ajuda a eliminar travas emocionais das lideranças e pessoas da organização.

Até breve e muito prazer!

*Diretora Executiva do Instituto Gaki, organização especializada em consultoria e treinamentos com foco em Educação Corporativa, Serviços de Gestão, RH e Projetos de Impacto ESG. É também podcaster do Propósito na Prática, Palestrante, Trainer, Professora e Consultora Organizacional.

* Diretora-executiva do Instituto Gaki, organização especializada em consultoria e treinamentos com foco em Educação Corporativa, Serviços de Gestão, RH e Projetos de Impacto ESG. É também podcaster do Propósito na Prática, palestrante, trainer, professora e consultora organizacional.

Conteúdos publicados no espaço Opinião não refletem necessariamente o pensamento e linha editorial do Jornal DIÁRIO DO COMÉRCIO, sendo de total responsabilidade dos/das autores/as as informações, juízos de valor e conceitos divulgados.
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