A felicidade como modelo econômico

11 de abril de 2023 às 0h21

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Laydyane Ferreira*

Se você não sabe, dia 20 de março é o dia internacional da felicidade ou International Day of Happiness e quero hoje compartilhar com vocês a importância para a nossa economia desta data.

Hoje, no mercado financeiro de maneira geral, temos um termo que se chama ESG que representa as práticas de Governança, Social e Ambiental de uma empresa e essas práticas constroem uma imagem e cultura socialmente responsável, impactando os consumidores nas decisões de compras, acionistas na decisão de investimento, para colaboradores na decisão de permanecerem na empresa. Segundo uma pesquisa de 2019 da Revista Exame, 69% dos consumidores optam por comprar em locais que preocupam com esses temas. Isso quer dizer que seja seu negócio pequeno ou grande, se não começar a olhar para esta realidade, será preterido por outra marca que se preocupa com o processo.

E o que isso tem relação com a Felicidade? Muita coisa…. Primeiro você precisa entender que felicidade é um Novo Paradigma Econômico e, então, vamos conhecer o WRP ou World Happiness Report, um relatório que faz um ranking dos países mais felizes do mundo e que cria critérios para medir felicidade na sociedade.

Voltando a falar do Dia Internacional da Felicidade, comemorado no último dia 20 de março, ele foi criado em 2012 pela Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), apontando que a felicidade e o bem-estar são metas universais e devem ser reconhecidas nas políticas públicas. A iniciativa de se criar a data foi impulsionada pela ONU, com o protagonismo do economista Jeffrey Sachs que tomou conhecimento das práticas do Butão, país com uma média de 750 mil habitantes e que reconheceu na Felicidade Interna Bruta o seu modelo de governança. Assim, nasce o dia internacional da “Felicidade e Bem-Estar: Definindo um Novo Paradigma Econômico”, na 67ª Assembleia Geral da ONU, em 2012. E, em 2015, a ONU lança os ODS, Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que têm relação direta com os pilares da Felicidade como novo paradigma econômico e que norteia as práticas de sustentabilidade de muitos negócios atualmente, conversando com o termos ESG.

Neste caminho, nasce o World Happiness Report, um relatório super respeitado que mede a Felicidade de diversos países e que cria um ranking de pontuações com critérios que nos leva a refletir muito sobre como estamos operando enquanto sociedade.

Conseguiu perceber como felicidade tem relação direta com a economia?

Você irá perceber que, quando acessamos as bases da felicidade como modelo econômico, entendemos que o final não é FELICIDADE como emoção e, sim, um conjunto de fatores que levam a uma vida mais consciente. Os critérios de 2023 do relatório envolveram a média dos três últimos anos, em uma amostra de 100 mil pessoas, em 137 nações, e medem o PIB/per capita; a Expectativa de vida no nascimento; a Existência de rede de apoio; a Percepção de corrupção; a Liberdade para fazer escolhas; a Generosidade (trabalho voluntário, doações etc) e a Avaliação Subjetiva da felicidade (afetos positivos e negativos).

De maneira geral, os países mais felizes, são sempre os queridos nórdicos. Em 2023, os três primeiros foram Finlândia, Dinamarca e Islândia.

E o que eles fazem de fato para serem líderes neste processo?

Possuem políticas sociais abundantes e alto grau de confiança. O servir, o pensar no coletivo e também confiar são bases fundamentais para uma sociedade saudável e espiritualizada. A excelência das instituições públicas são fatores muito relevantes neste processo. Mas o fato é que confiança é um fator-chave para trabalhar o sucesso de qualquer negócio e, infelizmente, o Brasil ficou em 49º.lugar e teve queda de 11 posições do ano passado para este ano, muito em função da queda de confiança em relação as nossas lideranças.

Precisamos olhar mais para este tema e como ele está direcionando às decisões e a nossa vida diária, principalmente porque falar de felicidade nos últimos tempos tem sido momentos de falar de ansiedade, depressão e miséria, afinal, pensar em felicidade individual requer compartilhar e este compartilhar é coletivo…

Se o nosso coletivo não está saudável, chegou a hora de repensar nossos modelos e gerar a felicidade tão falada por estudiosos da área como a professora Sonja Lyubomirsky, da Universidade da Califórnia: “Felicidade é a experiência de alegria, contentamento ou bem-estar positivo, combinada com a sensação de que a vida é boa, significativa e vale a pena”.

*Diretora-executiva do Instituto Gaki, organização especializada em consultoria e treinamentos com foco em Educação Corporativa, Serviços de Gestão, RH e Projetos de Impacto ESG. É também podcaster do Propósito na Prática, palestrante, trainer, professora e consultora organizacional

* Diretora-executiva do Instituto Gaki, organização especializada em consultoria e treinamentos com foco em Educação Corporativa, Serviços de Gestão, RH e Projetos de Impacto ESG. É também podcaster do Propósito na Prática, palestrante, trainer, professora e consultora organizacional.

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