Água Turva: Drama e defesa do meio ambiente

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27 de janeiro de 2024 às 5h13

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Crédito: Divulgação

Da vencedora do Prêmio São Paulo de Literatura 2021, este thriller Água Turva, que será lançado em março, mas já está em pré-venda no site da editora, brinca com os limites entre a verdade e a ficção. Com uma narrativa impressionante, Morgana Kretzmann retrata elementos da história recente do Brasil e denuncia a ambição de homens poderosos diante de um dos nossos maiores tesouros: o meio ambiente.

A história se passa no parque Estadual do Turvo, Rio Grande do Sul, fronteira com a Argentina. A guarda-florestal Chaya é a responsável por combater a caça exploratória de animais silvestres no parque. Preta, sua prima, separada da família ainda na infância, é a líder de um temido grupo de caçadores e contrabandistas que vive no lado argentino da fronteira, os Pies Rubros. Olga, assessora parlamentar de um ganancioso deputado, é forçada a voltar à cidade onde cresceu para ser porta-voz da tragédia ambiental que se anuncia – até perceber que está nas mãos dela a chance de mudar o curso da história.

De inimigas a aliadas, as três acabam obrigadas a vencer um passado turbulento para enfim construir uma possibilidade de futuro para todos. Mas elas não estão sozinhas: Sarampião, a figura mítica de um guarda-florestal e protetor da mata, parece acompanhá-las e ajudá-las na batalha. (Água Turva, Morgana Kretzmann, 272 páginas, Companhia das Letras, R$ 79,90)

A importância de acolher e enfrentar nossas angústias

O livro As Quatro Estações da Alma, consiste em um diálogo sobre a existência, abordando suas tristezas e alegrias. Ao unirem conhecimento e experiências individuais, o filósofo Mario Sergio Cortella e o psicólogo Rossandro Klinjey exploram os desertos que atravessamos durante os períodos difíceis da alma, enfatizando a importância de acolher e enfrentar as angústias que nos afetam. Reconhecer e compreender nossa própria dor é essencial para organizar sentimentos e tomar decisões conscientes sobre o caminho a seguir.

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Os autores ressaltam a necessidade de não evitar a introspecção, encarando – e talvez contemplando – os momentos mais desafiadores. Em um mundo onde as redes sociais muitas vezes pintam uma imagem de festividade e felicidade constante, é crucial ter coragem para refletir sobre a realidade sem filtros, pois até mesmo o verão pode se tornar monótono.

Afinal, a dor é uma realidade que não podemos ignorar, sendo fundamental reconhecê-la para não sermos dominados por ela e preservarmos nossa capacidade de nutrir esperança. (As Quatro Estações da Alma, Mario Sergio Cortella e RossandroKlinjey, 160 páginas, Papirus 7 Mares, R$ 53,91)

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Relatos íntimos de um rockstar

Pela primeira vez, 30 anos depois da morte de Kurt Cobain, seus diários finalmente chegam ao Brasil traduzidos para o português. Durante sua carreira, o líder do Nirvana preencheu cadernos com letras de música, desenhos e reflexões sobre seus planos para a banda, bem como pensamentos sobre fama, o status da música e as pessoas que compraram e venderam sua música.

Os Diários revelam um artista que amava música e estava determinado a definir seu lugar na história do rock. Este é o melhor e o mais precioso retrato sobre a vida e os pensamentos de Kurt Cobain, que ele próprio escreveu à mão sem imaginar que um dia se tornaria um documento para a história do rock e um presente para milhões de órfãos do Nirvana.

Esboços das grandes canções, pensamentos à frente do seu tempo, situações antes e durante a fama e todo seu desconforto com ela, a relação com as drogas, os sentimentos, as emoções, os desabafos, as ideias. Tudo isso é contado ao leitor por Kurt, da forma mais crua possível.

Ler seus Diários é mergulhar na mente de Kurt, que era criativa e genial, mas ao mesmo tempo depressiva e inquieta. (Diários de Kurt Cobain, Tradução de Fernando Scoczynski Filho, 608 páginas, Belas-Letras, R$ 199,90)

Vidas Secas em 60 pinturas

Um dos romances mais magistrais da literatura brasileira, com mais de 60 pinturas inéditas da artista Adriana Coppio e textos de Djavan, Silviano Santiago e Stephanie Borges.

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A edição da Antofágica conta com mais de 60 pinturas de Adriana Coppio e uma carta a Graciliano Ramos assinada por Djavan como texto de apresentação. O premiado crítico e escritor Silviano Santiago traça um panorama das principais obras do autor, entre as quais Vidas secas figura em destaque, e Stephanie Borges, poeta e tradutora, tece um ensaio caudaloso em meio a tanta aridez.

Wander Melo Miranda, grande especialista no autor, assina um posfácio e as notas. (Vidas Secas, Graciliano Ramos, 272 páginas, Antofágica, R$ 49,95

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