Atlético Mineiro apresenta orçamento recorde para 2022

29 de dezembro de 2021 às 0h28

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O Atlético realizou em 2021 uma campanha de vitórias, com a conquista de três títulos | Crédito: Bruno Sousa / Atlético

O Conselho Deliberativo do Atlético Mineiro aprovou, na última terça-feira (21), o orçamento previsto para o exercício de 2022. Estimada em R$ 802,3 milhões, a receita líquida é 110% maior que a projetada para 2021, ano em que o clube calculou o montante em R$ 381,7 milhões — até o momento, o Atlético divulgou somente o balanço da receita real do desempenho do primeiro semestre de 2021. 

Entre as receitas mais importantes projetadas pelo clube e que dizem respeito ao item futebol, estão aquelas relacionadas à transmissão e imagem e premiações, com potencial de ganhos de R$ 163 milhões, além de receitas de transferências de atletas, estimadas em R$ 140 milhões. 

Contudo, a maior receita poderá ser percebida pelo clube em 2022 a partir da alienação de ativos patrimoniais. Em entrevista após a aprovação do Orçamento, o presidente do clube, Sérgio Batista Coelho, confirmou que o item acrescido à projeção anual é referente a uma possível venda das participações no Diamond Mall, shopping localizado na região Centro-Sul da capital mineira. O Atlético Mineiro detém, hoje, 49,9% do empreendimento. 

Bola em campo, economia em alta

O orçamento projetado para 2022 tem como reflexo a campanha de vitórias do Atlético, onde conquistou três títulos em quatro campeonatos disputados. Muito além do clube, o retorno aos estádios provocou um efeito em cadeia para a economia que gira em torno do futebol.  

Bandeiras, faixas, fogos de artifício, pelúcias, bebidas e petiscos. Os “mimos” que acompanharam as festas das torcidas amantes do futebol mineiro foram comuns nos últimos dias nos municípios mineiros. Essas comemorações e expectativas em relação ao time do coração movimentaram valores inestimáveis.

Contudo, alguns números e estudos podem explicar o fenômeno da indústria do futebol no Brasil. Desde o esquenta em frente ao Mineirão às camisas oficiais do Atlético Mineiro, ao universo dos patrocinadores, a mobilização social em torno do futebol provoca receitas bilionárias. 

A indústria do futebol

Em 2019, a CBF divulgou os resultados do relatório “Impacto do Futebol Brasileiro”, no qual a Confederação faz uma análise sobre as relações econômicas intrínsecas ao esporte e aquelas indiretas. 

O diagnóstico identificou os atores da cadeia produtiva que envolve o futebol, estão entre eles: fornecedores dos setores logísticos, alimentícios, de hotelaria etc; atletas (salários e direito de imagem); governos, por meio da arrecadação de tributos e políticas de incentivo; Confederação e Federações; clubes; patrocinadores; torcedores; marcas de materias esportivos; e os grupos de mídia. 

No que tange ao pilar financeiro detalhado no estudo, referente ao ano do levantamento (2018), o futebol contribuiu com 0,72% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, sendo que, naquele ano, foram movimentados mais de R$ 48,8 bilhões na economia. 

Quando considerada toda a cadeia produtiva, o valor total é de R$ 52,9 bilhões. Em postos de trabalho criados, a CBF estimou que mais de 156 mil pessoas estavam ocupadas em atividades relacionadas ao esporte. 

No dia 5 deste mês, o Atlético jogou contra o Red Bull Bragantino e recebeu 61.573 torcedores | Crédito: Bruno Sousa / Atlético

Recorde de público e renda

Ainda neste ano, na temporada do Campeonato Brasileiro (Série A), o clube conseguiu, por exemplo, o recorde de público desde a reabertura do estádio após as obras de reforma, em 2013 – resultando no Novo Mineirão. 

No último 5 de dezembro, quando o Atlético Mineiro jogou contra o Red Bull Bragantino (São Paulo) no “Gigante Mineiro”, o estádio recebeu 61.573 torcedores. A marca significa que todos os ingressos disponibilizados na ocasião foram vendidos. Vale lembrar que o Estádio Governador Magalhães Pinto, mais conhecido como Mineirão, tem capacidade para receber até 62 mil pessoas. 

A arrecadação com a venda de ingressos da partida supracitada chegou à cifra de R$ 8,8 milhões, conforme informações do Boletim Financeiro do Clube Atlético Mineiro (CAM) e da Federação Mineira de Futebol (FMF) – súmulas também disponíveis no Portal de Governança da Confederação Brasileira de Futebol. 

Ainda de acordo com o documento, as despesas da partida entre Atlético Mineiro e o time paulista chegaram a R$ 1,6 milhão, já que há descontos de impostos recolhidos pelo município, como o Imposto Sobre Serviços (ISS) e outras obrigações de recolhimento para a folha trabalhista da arbitragem. Isso além dos custos com estruturas necessárias para o evento, a exemplo de ambulância e a limpeza do local.

Com os descontos, a renda destinada ao Atlético Mineiro com a venda de ingressos chegou a expressivos R$ 7.170.013,30, referente ao lucro líquido da partida. O valor representa somente a arrecadação do jogo contra o Bragantino. 

Além das arrecadações relacionadas às partidas, ao final da temporada, as premiações podem render até R$ 145 milhões ao Atlético – procurada, a assessoria do Atlético não retornou sobre os planos com os valores arrecadados na temporada. 

Apesar do recorde público, a maior arrecadação de renda registrada no Mineirão foi no jogo final da Libertadores, em 2013, quando o Atlético enfrentou o Olímpia (Paraguai), ainda segundo informações da Federação Mineira de Futebol.

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