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BH ganha 1º hub de inovação e economia criativa do País

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O P7 Criativo vai funcionar no edifício projetado por Oscar Niemeyer na Praça Sete (antigo prédio do Bemge), na Capital | Crédito: Sebastião Jacinto Júnior

Belo Horizonte acaba de ganhar o primeiro hub de inovação e economia criativa do Brasil. Instalado na icônica Praça Sete, no hipercentro de Belo Horizonte, o P7 Criativo chega dotado de infraestrutura e ambiência para conferir à Capital o status de cidade inteligente e humana.

Sob investimentos de mais de R$ 75 milhões, os 25 andares de um emblemático edifício projetado por Oscar Niemeyer (antigo prédio do Bemge) contará com 412 estações de coworking, museu, biblioteca digital, laboratório de design, espaço de convivência, auditório e restaurante.

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Sob gestão da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) por 20 anos, o espaço poderá abrigar mais de 500 startups e a expectativa é de que receba mais de 3 mil pessoas por dia. Além disso, 10 dos andares serão exclusivos para empresas-âncoras que ficarão sediadas ou terão seus departamentos de inovação instalados no prédio.

Do total investido na revitalização do prédio, R$ 48 milhões vieram da Codemge, R$ 6 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e R$ 2,2 milhões do Banco Itaú. Além do investimento na infraestrutura, R$ 8,2 milhões foram aplicados no projeto, sendo mais da metade da Codemge. Além disso, estão previstos outros R$ 11 milhões do BNDES para compra de móveis e equipamentos para espaços como museu e biblioteca.

A primeira versão do projeto foi lançada em 2017, ainda na gestão do então governador Fernando Pimentel (PT). A iniciativa nasceu como fruto da parceria entre o Sistema Fiemg e o governo de Minas Gerais. 

O movimento foi relembrado pelo presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, que agradeceu ao governador Romeu Zema (Novo) por ter tirado o projeto do papel. Ele classificou o hub como a “casa do empreendedor mineiro” e disse que o espaço é um presente para Minas Gerais.

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“Faltava na Capital um espaço onde as empresas pudessem se encontrar, ter toda infraestrutura necessária para desenvolver seus negócios e fazer interface com outros segmentos. O P7 é um local relevante e acolhedor, ideal para que empresas de alta tecnologia ou da economia criativa possam prosperar e desenvolver seus negócios iniciantes ou já maduros”, avaliou.

Embora não tenha revelado quais empresas se instalarão no prédio, Roscoe adiantou que há dezenas de contatos com empresas interessadas e que ainda no primeiro semestre os trabalhos deverão ser efetivamente iniciados no P7 Criativo. Ainda conforme ele, dentro de um ano o centro deve atingir sua capacidade instalada.

Hub de inovação para todos os setores

Nos ambientes de coworking há previsão de predominância de startups ou empresas em estágio inicial, enquanto nas demais áreas voltadas para locação, o foco deverá ser de empresas mais consolidadas.

“O prédio inteiro tem sala de reuniões e ambientes de convivência nas quais as empresas tendem a se movimentar em uma dinâmica de troca de experiências, negócios e informações. Um dos pontos mais interessantes da economia criativa é a interdependência e a capacidade de dialogar entre os vários segmentos. Isso traz riqueza aos processos. As organizações já nascem com conteúdos de outras empresas, que compartilham os espaços e todo o conhecimento passa a ser compartilhado. Existe uma troca grande que faz com que as empresas cheguem ao sucesso de forma rápida”, avaliou.

O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Fernando Passalio, disse que a intenção é que o hub funcione 24 horas por dia de forma, inclusive, a contribuir com a revitalização do hipercentro de Belo Horizonte. Inicialmente, o horário de trabalho será de 8h às 22h. Ele também falou sobre a importância do espaço para a diversificação econômica de Minas Gerais.

“Estamos diversificando nossa economia e esse equipamento é emblemático, pois vai significar muito para a tecnologia, ciência e inovação do Estado. Aqui, as empresas poderão fazer não apenas o coworking, mas também o networking. Essa sinergia é muito importante”, ressaltou.

Ainda conforme Passalio, as empresas que se interessarem em se instalar no centro de inovação devem entrar em contato com a coordenação do P7 Criativo.

Durante a solenidade de inauguração do hub de inovação, o governador Romeu Zema (Novo) falou sobre a melhoria do ambiente de negócios em Minas Gerais e enalteceu o setor produtivo como mola propulsora do progresso.

“O desenvolvimento depende de vários favores. E um ambiente de inovação e tecnologia, dotado de startups é fundamental para tornar a economia mais eficiente e mais produtiva”, frisou. O líder do Executivo também destacou que mais de R$ 200 bilhões em aportes privados foram atraídos em sua gestão e que o hub poderá atrair outros mais.

Roscoe adiantou que há dezenas de contatos com empresas interessadas em se instalar no P7 | Crédito: Sebastião Jacinto Júnior

Projeto buscou inspiração fora do País

O projeto do P7 Criativo e Tecnológico tem como protagonista o ecossistema de empresas, empreendedores, startups, produtores audiovisuais e segmentos associados a essa indústria inovadora como: TI, moda e centros de P&D de grandes empresas. O espaço dispõe de infraestrutura de ponta em um ambiente colaborativo e inspirador, preparado para promover negócios que têm a criatividade e a inovação como peças-chave.

De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria de Software e da Tecnologia da Informação do Estado de Minas Gerais (Sindinfor), Fábio Veras, que atua em parceria no projeto desde a sua concepção original e na gestão, o local é inspirado em modelos de espaços de inovação de outros países como o Downtown Creative Business, o Cambridge Innovation Center, ambos localizados nos Estados Unidos e o Ruta N, Centro de Inovação de Medellín, na Colômbia.

“Além de ser uma necessidade, a presença dessa estrutura representa um grande passo dado no sentido de tornar Belo Horizonte um lugar mais atrativo para a inovação, incentivando startups, gerando empregos e impactando positivamente em nossa economia. Como representantes do setor de tecnologia e inovação, é indispensável que trabalhemos e incentivemos o desenvolvimento de iniciativas em prol do segmento”, explica.

Ainda segundo Veras, trata-se de uma infraestrutura adequada para proporcionar essas interações por meio de espaços estratégicos. “É um projeto desenvolvido com um plano estratégico de ocupação, infraestrutura de qualidade e tecnologia de ponta para os profissionais se conectarem e realizarem seus serviços, além de ser, claro, um polo de atração para visitas internacionais e eventos, que são fundamentais para gerar debates, reflexões e, consequentemente, incentivos à inovação”, aponta.

Como surgiu o projeto

O projeto começou a ser desenvolvido em 2014, por Fábio Veras e Marcos Mandacaru, na época diretor de operações do Sebrae e executivo da agência de promoção de exportações, respectivamente. Os dois começaram a refletir a respeito da falta de um espaço em Belo Horizonte que concentrasse negócios inovadores digitais e criativos e que unisse o ecossistema na época.

Em 2016, quando Veras criou o Fiemg Lab, na época o maior projeto de open inovation do Brasil, para transformar a competitividade de Minas Gerais por meio da interação da indústria com startups, já tinha como objetivo referenciar Minas como o grande estado inovador do Brasil. Ele teve a oportunidade de realizar algumas missões fora do Brasil e a partir daí, surgiu a vontade de fazer em Minas Gerais um espaço que pudesse congregar empreendedores de tecnologia e de negócios criativos. Se uniu a algumas outras pessoas e entidades que tinham o mesmo objetivo como a Apex Brasil, a Fiemg, a Codemig e o governo do Estado e começaram a viabilizar recursos para a concretização do projeto.

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