Brasileiros se sentem inseguros no emprego

Os sentimentos de insegurança no emprego são mais elevados entre os jovens

5 de dezembro de 2023 às 0h11

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Crédito: Freepik

A insegurança dos trabalhadores com relação à estabilidade do emprego é um grande desafio para os empregadores. De acordo com o relatório People at Work 2023: A Global Workforce View, do ADP Research Institute, 35% dos trabalhadores, no Brasil, afirmam não se sentir seguros no emprego e os homens estão mais preocupados com essa questão do que as mulheres (38% ante 32%).

Na média global, 38% das pessoas não se sentem seguras no emprego. Entre os pontos abordados, destaca-se que os sentimentos de insegurança no emprego são mais elevados entre os jovens. Metade (50%) da geração Z (entre 18 e 24 anos) afirma não se sentir segura no seu trabalho. Em contrapartida, 24% das pessoas com mais de 55 anos sentem o mesmo.

“Os trabalhadores estão se sentindo preocupados com os empregos, principalmente com as notícias de demissões em massa em empresas de alto nível, assim como com as novas tecnologias que supostamente podem ocupar os empregos deles. Assim, as empresas deverão ter de tomar medidas, sempre que necessário, para tranquilizar os colaboradores talentosos que pretendem reter”, ressalta o general manager para a América Latina na ADP, Claudio Maggieri.

“É necessário assegurar cada vez mais que os esforços sejam reconhecidos com salários e ambiente justos e oferecer um plano de carreira na empresa. Pois dessa forma serão mais capazes de se concentrar em fazer um excelente trabalho sem se preocupar com o futuro. Porém, caso os empregadores não tranquilizem os trabalhadores, correm o risco de perder importantes talentos, o que pode dificultar a prestação do nível de serviço que os clientes e consumidores esperam”, complementa.

Tecnologia aumenta as incertezas

As percepções surgem em um momento no qual os cortes de vagas ocorrem em muitos setores do mercado de trabalho, incluindo empresas de tecnologia e de consultoria, além dos desafios contínuos em áreas que foram particularmente atingidas pela pandemia, como a hotelaria. Outro fator que preocupa os trabalhadores é o surgimento de novas ferramentas como a Inteligência Artificial (IA) que acabam ameaçando potencialmente mais tipos de empregos e gerando mais insegurança.

Quanto aos trabalhadores dos setores de mídia e de informação, 54% afirmam não se sentir seguros no emprego, seguidos dos setores de hotelaria e lazer (51%).

De um modo geral, 62% dos trabalhadores pensam que nenhuma profissão deixará de ser afetada pela atual incerteza econômica. Do ponto de vista de implementação da tecnologia, quase um em cada quatro trabalhadores (23%) acredita que a utilização da IA se tornará norma na sua área pelos próximos cinco anos com intuito de reduzir as tarefas manuais.

Nesse contexto, um em cada cinco trabalhadores da Geração Z (20%) considerou a possibilidade de mudar de setor nos últimos 12 meses e um quarto (25%) pensou em criar a própria empresa. Também uma em cada seis pessoas com mais de 55 anos (17%) considerou o movimento de demissão conhecido como “grey resignation”.

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