Carlos Cardoso se inspira no Carnaval para suas poesias

O auor já foi premiado no Brasil com um dos mais importantes prêmios literários do país, o da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA)

3 de fevereiro de 2024 às 5h11

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Crédito: Divulgação

Grandes poetas do Brasil fizeram do Carnaval, folia mais popular do País, matéria viva de seus versos: Oswald de Andrade, Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Moraes, entre outros.

Expoente da poesia nacional contemporânea, Carlos Cardoso ingressa esse time de notáveis com “A Pedra no Carnaval”. O poema ganha um novo relevo na mídia – e nos olhos do público leitor – neste período de blocos carnavalescos pelas ruas de todo País e nos ensaios para os desfiles da Marquês de Sapucaí no Rio de Janeiro e do Sambódromo do Anhembi em São Paulo.

Paralelamente, seu autor expande sua presença nas livrarias com o recente lançamento de sua mais nova incursão poética, “Coragem”, que tem inspirado uma série de perguntas sobre processos criativos, a busca pela palavra mais adequada a uma frase lírica e transcendental.

Poemas de Cardoso receberam leituras de artistas como: Othon Bastos, Patrícia Pillar, Marco Ricca, Tony Belloto e Malu Mader em interpretações registradas em vídeo, o que lhe garantiu espaço na cena audiovisual.

“Espero que a pessoa, ao ler ou ver ou ouvir meus poemas, interprete-os e os sinta de uma forma distinta e, a partir daí, uma conexão comece a ser estabelecida. A poesia dá fruição de mão-dupla, onde os poemas despertam memórias. A poesia do movimento. Por isso, acredito que a poesia estabelece conexões com nossas raízes profundas e, ao mesmo tempo, com o desconhecido”, explica o Carlos Cardoso.

A ouriversaria por trás de sua escolha de palavras, estrofe após estrofe, valeu a ele um duplo reconhecimento em terras italianas. Em meados de novembro, o autor do consagrado Melancolia recebeu, num auditório em Roma, duas prestigiosas honrarias pela força lírica de sua obra e ao humanismo de seu olhar: o Prêmio Amicizia Italia Brasile e La Palma d’Oro di Assissi-Pax.

Durante a premiação, Cardoso leu para o público italiano três poemas de sua autoria: “Pedra”, “Ora” e “Calmaria”. Em seu discurso de agradecimento, Cardoso destacou: “Eu sou um brasileiro em Roma. É meu dever como autor – e, sobretudo, como cidadão do meu país – entender que minha presença aqui simboliza um gesto de consideração para com o Brasil. É um reconhecimento de vocês para com o que a minha terra natal produz na arte, no verso”, disse o poeta.

Carlos Cardoso também já tinha sido premiado no Brasil com um dos mais importantes prêmios literários do país, o da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), em 2019, como o melhor livro de poesia por Melancolia, reconhecimento que o coloca entre os grandes poetas brasileiros da atualidade. E recebeu a Medalha Pedro Ernesto, da Prefeitura do Rio de Janeiro em 2023.

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