Casacor Minas Gerais retoma às suas origens

Lançado ontem em BH, projeto alia, ao mesmo tempo, tradição e inovação, uma vez que retorna ao formato original

22 de março de 2023 às 0h27

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Conjunto de casas, localizadas no bairro Santo Antônio, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, abrigará o evento; principal delas é a Casa Ferolla (foto) | Crédito: Leonardo Morais

A Casacor Minas Gerais 2023 acaba de ser lançada oficialmente. Em sua vigésima oitava edição, a maior mostra de arquitetura, design de interiores e paisagismo do Estado volta às suas origens e será realizada em uma casa real. O projeto alia, ao mesmo tempo, tradição e inovação, uma vez que retorna ao formato original, mas também aponta para mudanças e tendências desses mercados em um mundo cada vez mais conectado.

E as mudanças não param por aí. Dessa vez, um conjunto de casas, localizadas no bairro Santo Antônio, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, abrigará o evento. A principal delas é a Casa Ferolla, um casarão que fica na rua São Domingos do Prata, esquina com a rua Leopoldina, tombado pela Prefeitura da Capital, e que, em breve, fará parte do mais novo empreendimento da F2 Incorporadora e Construtora, desenvolvido em parceria com a Arthros Incorporadora. Será o edifício Casa Ferolla, com projeto assinado pelo experiente arquiteto José Eduardo Ferolla, que cresceu no imóvel principal.

De acordo com o diretor de Conteúdo e Relacionamento da Casa Cor Minas, Eduardo Faleiro, a escolha do casarão se deu por sua conexão com a proposta desta edição e também com as expectativas quanto às possibilidades do diálogo da história com a contemporaneidade, preservando a memória e a identidade enquanto está conectada com os tempos e questões atuais. Segundo ele, o espaço está em perfeita sinergia com a temática escolhida para a mostra em 2023: “Corpo e Morada”.

“É um tema que abarca a era do cuidado, que fala sobre diversidade e questões pertinentes ao mundo atual. A campanha faz uma referência à pele que habitamos, além daquela do corpo, a da casa e a do planeta”, resume.

Ferolla: projeto é resultado de vidas que passaram pela casa | Crédito: Alessandra Torres

Todas as edições da mostra vão explorar este tema, que foi consequência de um trabalho de mapeamento das macrotendências de comportamento que impactam o estilo de vida contemporâneo.

Assim, a diretora da Casacor Minas, Juliana Grillo, explica que esta edição será responsável não apenas pela abertura dessa importante edificação, mas também para provocar uma reflexão com relação à sua futura ocupação e integração com cidade, demonstrando como projetos atuais podem estabelecer diálogos reais com a história, preservando a identidade de forma idônea para as futuras gerações.

“Eu e o Eduardo (Faleiro) estamos sempre à procura por casas e edificações importantes e icônicas que tenham uma história para contar e valorizar o evento. A Casa Ferolla foi uma das opções que surgiram logo que começamos, mas avaliamos que o espaço ainda era pequeno para a Casacor. Até que, dessa vez, coincidiu com o lançamento do empreendimento e fizemos um casamento feliz”, ressalta.

Juliana Grillo diz que as passagens por espaços como o casarão onde funcionou a sede da Rede Ferroviária Federal, na rua Sapucaí, e no Palácio das Mangabeiras, permitiram interessantes possibilidades e projetos construtivos à arquitetura de construção, a partir das amplas áreas externas amplas. E reforça que, agora, o evento volta suas atenções para a arquitetura e design de interiores.

Escolha da Casa Ferolla em 2023 se deu por sua conexão com a proposta desta edição | Crédito: Alessandra Torres

Projeto de empreendimento inovador abrigará Casacor Minas 2023

As obras do edifício Casa Ferolla já foram iniciadas e a previsão é que o empreendimento fique pronto em 30 meses. Com apartamentos de 134 a 300 metros quadrados, a expectativa é de um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 35 milhões.

“Trabalhamos com projetos que permitem integrar o cliente aos projetos, de maneira que ele participe de todo o processo, a partir de um viés de flexibilidade e dinâmico. É um projeto que nasceu há alguns anos e que traz um desafio muito grande a partir da arquitetura do Ferolla, além de incorporar a casa em que ele viveu aqui a vida toda”, destaca o CEO da F2 Incorporadora, François Rahme.

Planta original da Casa Ferolla, construída na década de 1940, é assinada por Ângelo Murgel | crédito: Alessandra Torres

O projeto original da Casa Ferolla, construída na década de 1940, é assinado por Ângelo Alberto Murgel, que também é responsável por alguns dos mais imponentes edifícios de Belo Horizonte, como o Edifício Ibaté, considerado o primeiro arranha-céu da cidade, o icônico Cine Theatro Brasil, os edifícios do Brasil Palace Hotel e do Centro dos Chauffeurs, por exemplo.

Sobre o novo projeto, o arquiteto José Eduardo Ferolla frisou que se trata de um resultado de várias vidas que passaram pela casa. O local foi construído para ser moradia da família e funcionou com esta finalidade até um passado recente. “Vivi uma vida aqui nesta casa. Conheço cada pedacinho daqui e sei como tudo funciona. Sigo presente e estou muito feliz com o projeto”, conclui.

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