Cemig busca frente em geração e transmissão

Companhia prevê execução de R$ 1 bilhão ainda este ano

23 de janeiro de 2024 às 5h12

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Companhia aprovou investimentos para ampliar e modernizar parque gerador e criar redes | Crédito: Charles Silva Duarte

A área de Geração e Transmissão (GT) da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig GT) inicia o ano com investimentos de R$ 2,5 bilhões aprovados para ampliar e modernizar o parque gerador da empresa, bem como investir na criação de mais redes de transporte de energia elétrica a grandes centros. Desse total, o vice-presidente de GT da companhia, Thadeu Silva, prevê a execução de R$ 1 bilhão, ainda em 2024. Todo o recurso deve ser empenhado até 2026.

“Não é resolução de gargalos ou estrangulamentos. E novas aprovações não param. Este ano, já estamos viabilizando R$ 1,5 bilhão em novos investimentos”, afirma Silva. O plano, continua o diretor da Cemig, é investir, de 2024 a 2028, entre geração centralizada, distribuída – produzida por grandes usinas e pelas pequenas, principalmente, solares, respectivamente – e em transmissão, R$ 9,2 bilhões. Desse planejamento, R$ 2,5 bilhões foram aprovados em 2023 e R$ 1 bilhão devem ser gastos nos próximos 12 meses.

Até 2028, a Cemig prevê um aumento de disponibilidade de carga de 1.1 GigaWatts Médios, ou seja, uma energia passível de ser comercializada. “É como se estivéssemos fazendo duas Usinas de Furnas até 2028”, esclarece Silva. O início da modernização do parque gerador está previsto ocorrer na Hidrelétrica de Salto Grande, em Braúnas, no Vale do Aço.

A usina tem potência instalada atual de 102 Megawatts e deve receber mais R$ 150 milhões em investimentos. Na sequência, quatro usinas solares flutuantes devem entrar em operação até 2026. O incremento no sistema será de 350 MegaWatts Pico quando Pajuru, em Carmo do Cajuru; Três Marias, no rio São Francisco; Theodomiro Carneiro Santiago, em Araguari e outra na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em cidade a ser anunciada em momento oportuno por questão estratégica de divulgação, estiverem em operação.

Quanto às reações negativas acerca das usinas nos espelhos d’água, em especial em Três Marias, a primeira a receber a hidrelétrica, Silva defende: “Trabalhamos para mostrar que o impacto é inexistente. Vamos trazer mais divisas e turismo para esses municípios. EmTrês Marias, foi necessária uma área inundada de 105 mil hectarespara produção de 396 MegaWatts. Agora, vamos ocupar 0,07% do espelho d’água para produzir 77 MegaWatts”, compara.

Estratégia de investimentos da Cemig

Questionado sobre as sucessivas quedas nos investimentos feitos pela companhia em GT e ascensão dos aportes de recursos em distribuição e uma já aventada relação dessa proporção com um possível cenário de federalização da organização, Silva ateve-se ao planejamento estratégico.

“Cheguei à Cemig em 2021 com a missão de fazer a empresa crescer juntamente com a engenharia, retomar o protagonismo, como era no passado. Mas o mercado está bastante desafiador. As projeções são de queda de preços e sobra de energia até o fim dessa década, o que compromete a viabilização desse projeto. No plano, fica claro, onde a Cemig não tinha maioria a ideia era vender e, onde detém controle acionário, vai manter. Nossa questão na Abrage (Associação Brasileira das Empresas Geradoras de Energia Elétrica) é apoiar lideranças que viabilizem as hidrelétricas. Já a federalização é uma questão para os acionistas, sai fora da minha seara”, completou.

Outras tecnologias inovadoras mencionadas pelo vice-presidente a serem desenvolvidas dentro desse planejamento estratégico 2024/2028 são as Usinas Hidrelétricas Reversíveis, capazes de funcionar como usinas e bombas d’água e a da produção do hidrogênio verde a partir de um convênio com Universidade Federal de Itajubá. “Fechamos convênio com Itajubá para geração de energia limpa que irá quebrar a molécula de hidrogênio, para produção desse Hidrogênio Verde, muito usado na fabricação de fertilizantes”, explica Silva.

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