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Cervejas artesanais têm divisor de águas em Minas Gerais

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Minas produzia, antes da pandemia, 1,5 mi/litros/mês, hoje produz menos de 300 mil/mês | Crédito: Divulgação/Loba

Não é de hoje que o brasileiro resolveu se aventurar na degustação de cervejas artesanais. É cada dia maior a procura por rótulos diferenciados, sabores marcantes e ingredientes inusitados. A harmonização também passou a fazer parte do processo, fazendo com que a quantidade – característica tradicional das marcas industrializadas – desse lugar à qualidade, sem necessariamente, deixar de lado um bom petisco ou aquela visitinha a um bar.

E quando o assunto é comida boa e boteco, é impossível não pensar em Belo Horizonte – conhecida como capital mundial dos bares e Cidade Criativa da Unesco pela Gastronomia. Já no quesito cerveja artesanal, Minas Gerais está no Top 3 entre as Unidades da Federação, reunindo 178 cervejarias artesanais. À frente estão São Paulo com 285 estabelecimentos e Rio de Janeiro com 258.

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Os dados são do Anuário da Cerveja no Brasil de 2020 da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que apresenta dados estatísticos relativos ao registro de estabelecimentos e produtos junto ao órgão. Entre os municípios mineiros que mais abrigam negócios do tipo, destacam-se Nova Lima (RMBH) com 23, Belo Horizonte com 18 e Juiz de Fora (Zona da Mata) com 15.

De acordo com o presidente da Federação Brasileira das Cervejas Artesanais  (Febracerva) e Vice-Presidente do Sindicato das Indústrias de Cerveja e Bebidas em Geral do Estado de Minas Gerais (Sindibebidas-MG), Marco Falcone, para além do número de cervejarias, o Estado está na vanguarda nacional da produção artesanal de cervejas.

A Verace, localizada na RMBH, tem capacidade produtiva de 110 mil litros de cervejas/mês | Crédito: Divulgação/Verace

Mas o que define uma cerveja artesanal? O que a difere das tradicionais ou industrializadas?

Falcone diz que processo industrial quase todas têm, principalmente as que são produzidas em larga escala. O que faz a diferença é a independência, ou seja, não pertencer a nenhum grande grupo ou conglomerado. Para além desse quesito, entram ainda características do processo produtivo, a escala de produção e os ingredientes utilizados na fabricação da bebida.

É que a cerveja industrial é produzida em larga escala visando atingir o maior número possível de consumidores e sua composição precisa ser mais simples para ter maior tempo de duração. Além disso, pode conter em sua composição antioxidantes, corantes e estabilizantes, que contribuem para o baixo custo de produção.

Já a cerveja artesanal é composta por ingredientes selecionados e de origem mais nobre, normalmente importados. Saborosas e marcantes, elas possuem maior custo e, geralmente, são voltadas para atender às expectativas dos paladares mais exigentes.

“As artesanais são feitas para ser degustadas. Indicadas para harmonização, possuem sabores intensos. Já as industriais são consumidas em quantidade”, define o especialista.

Como a pandemia afetou o mercado 

Sobre o desempenho do setor, o vice-presidente do Sindibebidas-MG conta que o segmento de cervejas artesanais em Minas vinha crescendo acima de 15% ao ano nos últimos tempos. No entanto, 2020 tornou-se um divisor de águas para o mercado por diferentes acontecimentos: o caso Backer, no início do ano, seguido pelo período chuvoso e a chegada da pandemia de Covid-19 ao Brasil e as restrições de funcionamento de bares e restaurantes como forma de conter o avanço da doença. O resultado foi uma perda média de 80% no faturamento.

“Vínhamos numa crescente muito forte, enquanto as cervejarias industriais apuravam decréscimo ano a ano. Tanto que grandes grupos compraram artesanais que estavam deslanchando, como ocorreu com a Ambev que comprou a Walls e a Heineken que comprou Brasil Kirin Holding (Schin, Devassa, Baden Baden, Cintra, Eisenbahn). Porém, nosso público sempre foi muito fiel e essas marcas não mantiveram o mesmo charme, tendência e conceito, o que fez com que as pessoas migrassem para outras cervejarias. De toda maneira, 2020 foi atípico e cruel. Mesmo com tantos pontos promissores, iniciamos o ano com o caso Backer, depois tivemos as chuvas torrenciais que caíram sobre grande parte do Estado e logo após a pandemia”, recorda Falcone.

O baque vivido pelo setor se traduz em números. Se antes da pandemia a produção média de cerveja artesanal no Estado era de 1,5 milhão de litros por mês, hoje fabrica-se menos de 300 mil litros mensalmente. E quando o assunto é a retomada, o cenário ainda é bastante incerto, uma vez que bares e restaurantes ainda seguem com algumas restrições no funcionamento e o setor de eventos, sequer retornou.

Estado reúne marcas com grande aceitação do público

Minas Gerais ainda abriga algumas das mais conhecidas cervejarias artesanais do País, que diante do novo cenário, precisaram se reinventar. As empresas seguem apostando no delivery, na comercialização de novos produtos e buscam, mês a mês, retomar produção e vendas de cervejas artesanais.

O DIÁRIO DO COMÉRCIO listou as mais tradicionais e renomadas cervejarias do Estado. Confira:

KRUG BIER

Primeira cervejaria de Minas Gerais, foi inaugurada em 1997.  Nasceu no bairro Belvedere, em Belo Horizonte, mas com o crescimento da demanda, em 2005, transferiu as operações fabris para Nova Lima, na RMBH. Com a saída da Backer do mercado, após o episódio de 2020, tornou-se a maior produtora do Estado. Com capacidade para fabricar 400 mil litros por mês, conta com 25 tipos de cervejas diferentes. Já prepara a próxima expansão, que prevê dobrar a capacidade produtiva da unidade a partir do ano que vem, chegando a 800 mil litros mensais.

Crédito: Sou Marketing

LÄUT

A Cervejaria Läut surgiu em 2016 em Nova Lima, polo referência no mercado de artesanais no Brasil. Ao todo são oito estilos de cervejas que percorrem do perfil leve ao extremo, tanto em teor alcoólico como em aromas e sabores. O último lançamento ocorreu em maio de 2021: De Leve, uma cerveja de baixa caloria do estilo hop lager.

VERACE

Há cinco anos no mercado, a Verace também está localizada em Nova Lima e possui capacidade produtiva de 110 mil litros de cervejas por mês. Atualmente trabalha com 18 rótulos. Em 2020 ganhou como uma das  melhores cervejas do Brasil pelo Concurso Brasileiro de Cervejas, realizado em Blumenau (SC). Desde o início deste ano, a partir da entrada de um grupo de investidores no negócio, que adquiriu 25% da empresa, começou a planejar novas expansões.

LAGOON BEER

A mais nova do mercado mineiro, a Cervejaria Lagoon é produzida na Indústria de Bebidas Capim Branco, em Sete Lagoas, também na região Central do Estado, e já nasceu com cinco estilos: Triple Malt Pilsen, Lager, AmberLager, Session IPA e IPA.

FALKE BIER

Fundada em 2004, a Falke Bier é uma cervejaria familiar, que nasceu por iniciativa dos irmãos Marco Antonio, Juliana e Ronaldo Falcone. Com capacidade produtiva de 60 mil litros/mês, fabrica hoje 30 mil litros mensais. Possui sete rótulos encontrados principalmente em supermercados e no delivery: Weissbier, Villa Rica, Ouro Preto, Monasterium, Juiz De Fora, India  Pale Ale e Diamantina.

LOBA

A Cervejaria Loba está localizada em Santana dos Montes, na região Central do Estado, desde 2013, na fazenda da família proprietária e nasceu pelo desejo de se oferecer cervejas de melhor qualidade para os amigos. Produzindo cerca de 60 mil litros por mês, antes da pandemia comercializava 22 rótulos diferentes. Hoje trabalha com os estilos Lager, Weiss, Pale Ale, American IPA, Delatora, Vienna Lager, Strong Scotch Ale, Berry Saison. Em dezembro do ano passado surgiu a oportunidade de atuar fora do Estado, e agora a empresa estima, no mínimo, triplicar a capacidade de produção.

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