COTAÇÃO DE 19/10/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,5930

VENDA: R$5,5940

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,6270

VENDA: R$5,7770

EURO

COMPRA: R$6,4569

VENDA: R$6,4588

OURO NY

U$1.768,97

OURO BM&F (g)

R$315,96 (g)

BOVESPA

-3,28

POUPANÇA

0,3575%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Negócios

Compras on-line em supermercado tende a crescer

COMPARTILHE

Crédito: Divulgação

As mudanças nas tendências de consumo por meio da tecnologia já não são uma novidade. Hoje em dia, é quase impossível se deparar com alguém que nunca tenha feito uma compra on-line, pelo contrário. A prática já é rotina de grande parte dos brasileiros. Produtos eletrônicos, roupas, calçados, entre outros acessórios estão na lista de itens mais adquiridos via e-commerce. Porém, um setor que ainda está em evolução é o de compras em supermercado através de seus sites.

Também conhecido como grocery, as compras desse setor via e-commerce ainda tem uma proporção pequena no País. Mas pesquisas apontam que dentro de alguns anos o setor de supermercados ganhará relevância no varejo on-line.

PUBLICIDADE

Segundo aponta o diretor de vendas Brasil da multinacional brasileira de tecnologia VTEX, Luiz Paulo Ribeiro, apesar de baixa adesão nas compras on-line – são dois a cada 100 consumidores on-line que fazem compras em sites de supermercados -, ainda existe um grande espaço de crescimento no mercado de e-grocery.

A pesquisa Brasil Supermercados Online estima que, em 2023, o mercado brasileiro poderá movimentar R$ 48,65 bilhões. Qualidade, custo e conveniência são hoje as principais barreiras à compra on-line de itens de supermercado, mas esses obstáculos estão sendo derrubados por uma série de fatores.

Ribeiro ressalta que o avanço do omnichannel, como o frete grátis e o “clique e retire”, são alguns pontos que favorecem esse tipo de compra on-line.

“A compra de produtos em plataformas online para retirada nas lojas físicas soluciona a logística de última milha. Em troca do frete grátis – o frete é considerado um problema por 30% dos e-consumidores brasileiros -, o cliente vai à loja para retirar suas compras e, com isso, pode complementar seu pedido pessoalmente, especialmente na área de perecíveis. O ‘clique e retire’ tem um potencial ainda maior entre os millennials, habituados a interagir com canais físicos e on-line de forma transparente”, diz.

Aplicativos de desconto – O fenômeno dos aplicativos de descontos, que começou a ganhar corpo no Brasil em 2017, pode tornar a compra on-line de alimentos mais simples para os consumidores.

“A coleta de dados dos clientes e a integração das informações das compras físicas permitem desenvolver ofertas específicas e aumentar a assertividade na promoção de produtos e nas sugestões de compra. Tudo isso torna a compra online mais amigável e aumenta a interação digital dos clientes com os supermercados”, pontua.

Delivery rápidos – As lojas físicas funcionam como concentrador para as vendas on-line, processando as compras no PDV e aproveitando toda a estrutura já instalada para atender aos consumidores pelos meios tradicionais. E assim, empresas que fazem delivery de tudo, como o Rappi, trazem uma solução para essas entregas rápidas.

“O modelo híbrido quebra barreiras culturais e, especialmente para determinados perfis de consumidores (millennials, sêniores), oferece um grande apelo de conveniência”, ressalta o especialista.

Marketplaces – Ribeiro também ressalta que o setor de supermercados é um negócio de baixas margens, o que, historicamente, funcionou como barreira de entrada. Os principais players do setor no Brasil investiram no desenvolvimento de marketplaces, o que amplia o sortimento para categorias e itens de cauda longa, reduz o custo de estoque e permite vender com margens mais elevadas, financiando a operação dos itens tipicamente de grocery.

“As oportunidades para os supermercados on-line são bastante interessantes, não somente pelo potencial da venda on-line, mas especialmente pela integração omnichannel e a capacidade de aumentar o compartilhamento de carteira por meio dos marketplaces, incrementando o relacionamento com os consumidores e coletando cada vez mais dados para conhecer melhor o público”, ressalta.

No Brasil, redes como Muffato, Mambo, Savegnago, Coop, Casa Santa Luzia, Mateus, Nagumo e Dia estruturaram suas operações on-line e aceleraram sua transformação digital. O desenvolvimento de seus negócios criará vantagens competitivas e irá acelerar o crescimento de suas vendas também nas lojas físicas.

“Em todo o mundo, o setor de supermercados é o de maior importância no varejo, mas é aquele no qual o e-commerce tem uma participação proporcionalmente menos relevante. Entre os fatores que explicam esse fenômeno estão a dificuldade de fazer compras de dezenas de itens on-line e o desejo dos clientes de comprar pessoalmente seus perecíveis. Mas esses hábitos estão mudando”, finaliza o diretor de vendas da VTEX.

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!