Compras on-line em supermercado tende a crescer

11 de maio de 2019 às 0h04

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Crédito: Divulgação

As mudanças nas tendências de consumo por meio da tecnologia já não são uma novidade. Hoje em dia, é quase impossível se deparar com alguém que nunca tenha feito uma compra on-line, pelo contrário. A prática já é rotina de grande parte dos brasileiros. Produtos eletrônicos, roupas, calçados, entre outros acessórios estão na lista de itens mais adquiridos via e-commerce. Porém, um setor que ainda está em evolução é o de compras em supermercado através de seus sites.

Também conhecido como grocery, as compras desse setor via e-commerce ainda tem uma proporção pequena no País. Mas pesquisas apontam que dentro de alguns anos o setor de supermercados ganhará relevância no varejo on-line.

Segundo aponta o diretor de vendas Brasil da multinacional brasileira de tecnologia VTEX, Luiz Paulo Ribeiro, apesar de baixa adesão nas compras on-line – são dois a cada 100 consumidores on-line que fazem compras em sites de supermercados -, ainda existe um grande espaço de crescimento no mercado de e-grocery.

A pesquisa Brasil Supermercados Online estima que, em 2023, o mercado brasileiro poderá movimentar R$ 48,65 bilhões. Qualidade, custo e conveniência são hoje as principais barreiras à compra on-line de itens de supermercado, mas esses obstáculos estão sendo derrubados por uma série de fatores.

Ribeiro ressalta que o avanço do omnichannel, como o frete grátis e o “clique e retire”, são alguns pontos que favorecem esse tipo de compra on-line.

“A compra de produtos em plataformas online para retirada nas lojas físicas soluciona a logística de última milha. Em troca do frete grátis – o frete é considerado um problema por 30% dos e-consumidores brasileiros -, o cliente vai à loja para retirar suas compras e, com isso, pode complementar seu pedido pessoalmente, especialmente na área de perecíveis. O ‘clique e retire’ tem um potencial ainda maior entre os millennials, habituados a interagir com canais físicos e on-line de forma transparente”, diz.

Aplicativos de desconto – O fenômeno dos aplicativos de descontos, que começou a ganhar corpo no Brasil em 2017, pode tornar a compra on-line de alimentos mais simples para os consumidores.

“A coleta de dados dos clientes e a integração das informações das compras físicas permitem desenvolver ofertas específicas e aumentar a assertividade na promoção de produtos e nas sugestões de compra. Tudo isso torna a compra online mais amigável e aumenta a interação digital dos clientes com os supermercados”, pontua.

Delivery rápidos – As lojas físicas funcionam como concentrador para as vendas on-line, processando as compras no PDV e aproveitando toda a estrutura já instalada para atender aos consumidores pelos meios tradicionais. E assim, empresas que fazem delivery de tudo, como o Rappi, trazem uma solução para essas entregas rápidas.

“O modelo híbrido quebra barreiras culturais e, especialmente para determinados perfis de consumidores (millennials, sêniores), oferece um grande apelo de conveniência”, ressalta o especialista.

Marketplaces – Ribeiro também ressalta que o setor de supermercados é um negócio de baixas margens, o que, historicamente, funcionou como barreira de entrada. Os principais players do setor no Brasil investiram no desenvolvimento de marketplaces, o que amplia o sortimento para categorias e itens de cauda longa, reduz o custo de estoque e permite vender com margens mais elevadas, financiando a operação dos itens tipicamente de grocery.

“As oportunidades para os supermercados on-line são bastante interessantes, não somente pelo potencial da venda on-line, mas especialmente pela integração omnichannel e a capacidade de aumentar o compartilhamento de carteira por meio dos marketplaces, incrementando o relacionamento com os consumidores e coletando cada vez mais dados para conhecer melhor o público”, ressalta.

No Brasil, redes como Muffato, Mambo, Savegnago, Coop, Casa Santa Luzia, Mateus, Nagumo e Dia estruturaram suas operações on-line e aceleraram sua transformação digital. O desenvolvimento de seus negócios criará vantagens competitivas e irá acelerar o crescimento de suas vendas também nas lojas físicas.

“Em todo o mundo, o setor de supermercados é o de maior importância no varejo, mas é aquele no qual o e-commerce tem uma participação proporcionalmente menos relevante. Entre os fatores que explicam esse fenômeno estão a dificuldade de fazer compras de dezenas de itens on-line e o desejo dos clientes de comprar pessoalmente seus perecíveis. Mas esses hábitos estão mudando”, finaliza o diretor de vendas da VTEX.

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