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Destinos internacionais ganham rotas no aeroporto de Confins

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Crédito: Divulgação

A velocidade ainda não é a dos sonhos de empresas e consumidores, mas aos poucos o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), administrado pela BH Airport, vem retomando a rotina intensa de voos e saguão agitado.

As opções de voos para os Estados Unidos serão incrementadas a partir de junho. A norte-americana Eastern Airlines confirmou três novos destinos em seis frequências semanais: no dia 28 de junho sai o primeiro voo de Miami para Belo Horizonte. No dia seguinte, dia 29, é a vez da rota entre Nova York e BH. Já em 1º de julho, está prevista a operação de Boston à capital mineira.

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Belo Horizonte foi escolhida para a estreia da companhia no Brasil. Essa será a primeira vez que a companhia aérea fará voos regulares para o País. Para o gestor de Conectividade e Aviação da BH Airport, Clayton Begido, a conquista de um novo parceiro internacional mostra o potencial do Estado.

“Estamos efetivando três destinos internacionais, sendo dois que Belo Horizonte nunca teve – Nova York e Boston -, lembrando que Minas Gerais é dona da maior comunidade brasileira nos EUA. A Eastern é uma empresa com foco em servir rotas que não são servidas diretamente. Eles são donos das próprias aeronaves, então não estão presos a hubs, podendo trabalhar de maneira muito mais autônoma. Eles sabiam da potencialidade do Estado mesmo antes de começarmos a conversa, estávamos no top five das rotas menos servidas de maneira direta que eles tinham interesse. Conquistar uma empresa norte-americana é sempre difícil, ainda mais no meio de uma pandemia. Isso mostra o quanto Belo Horizonte pode ser importante. O desafio, agora, é consolidar esses voos”, explica Begido.

Begido: conquistar uma empresa norte-americana é sempre difícil, ainda mais na pandemia | Crédito: Divulgação/BH Airport

Serão utilizados boeings 767-300ER, com 236 assentos organizados nas classes Economy e Premium Economy em todos os voos. As vendas já começaram por meio dos sistemas globais de venda, OTAs e pelo próprio site da companhia.

Como diferencial, a Eastern ainda oferece a primeira bagagem de até 32 quilos despachada gratuitamente. Além disso, pode ser transportado, gratuitamente, um equipamento esportivo como, por exemplo, uma prancha de surf ou bicicleta. A Eastern Airlines também é pet friendly e está apta a transportar animais de estimação a bordo.

“Além desses diferenciais, o voo direto permite que o preço para o consumidor fique bem mais barato. Na aviação o valor da passagem é diretamente ligado à distância percorrida. Então, se é preciso fazer muitas conexões, o preço sobe. Um exemplo clássico é o de Boston, onde residem muitos brasileiros da região de Governador Valadares. Hoje para vir de lá, a pessoa precisa pegar um voo Boston-Miami, depois, Miami-São Paulo, São Paulo-Belo Horizonte e, finalmente, BH-Governador Valadares. Com essa nova opção da Eastern, ele vem direto Boston-BH e depois apenas BH-Governador Valadares. Isso torna a viagem muito mais rápida, confortável e barata. Isso sem falar no impacto ambiental reduzido”, pontua o gestor de Conectividade e Aviação da BH Airport.

Belo Horizonte foi escolhida para a estreia da companhia Eastern Airlines no Brasil | Crédito: Reprodução

Antes da pandemia, eram oferecidos no aeroporto voos para cinco destinos internacionais: Orlando, Fort Lauderdale, Buenos Aires, Cidade do Panamá e Portugal. Até o momento, foram retomadas as operações para Portugal, com a TAP, e para a Cidade do Panamá, com a Copa Airlines.

“Já temos uma conversa para incluir outros destinos como Chicago, Los Angeles e cidades da Costa Oeste dos Estados Unidos. Orlando também está na lista, mas essa é uma negociação mais difícil porque esse é um destino que depende exclusivamente dos turistas de lazer. Ainda em fase inicial estudamos a possibilidade de Belo Horizonte ser, também, um hub para que a Eastern atenda destinos em outros países da América do Sul”, completa.

A Copa Airlines opera o destino BH-Cidade do Panamá-BH | Crédito: Divulgação/BH Airport

Turismo doméstico: Azul retoma frequências em Belo Horizonte

As notícias para quem quer viajar dentro do Brasil também são boas. A Azul Linhas Aéreas está implementando novas frequências ao longo de maio, ligando Belo Horizonte a cidades dentro e fora de Minas Gerais.

As rotas que terão acréscimo de frequências são: Belo Horizonte-Santos Dumont (RJ), Belo Horizonte-Campinas (SP), Belo Horizonte-Belém (PA) e Belo Horizonte-Jericoacoara (CE), além de duas ligações para o interior do estado: BH-Uberaba e BH-Uberlândia, no Triângulo Mineiro.

De acordo com o gerente de Planejamento de Malha da Azul, Vítor Cordeiro Silva, a expectativa da companhia é chegar a 51 operações diárias em dia-pico em Belo Horizonte – um aumento de 15% em relação ao consolidado de voos operados no mês de abril.

“Já vínhamos recuperando as rotas e frequências desde o ano passado, mas com a segunda onda, reduzimos muito em março e abril e começamos a retomada a partir de maio. Vamos recuperar o Estado como um todo e já estamos bem adiantados em algumas regiões como o Triângulo. Belo Horizonte ainda depende de aumentar um pouco mais as operações. Sofremos bastante, também, com a questão da infraestrutura. Reconhecidamente temos aeroportos complicados que poderiam ser muito mais bem explorados, como Governador Valadares (Vale do Rio Doce) e Ipatinga (Vale do Aço), por exemplo. As grandes cidades do interior sustentam a operação em Confins. É a demanda natural para a Capital e, com esse volume, conseguimos aumentar a nossa rede porque temos aqui um ponto de conexão muito importante”, explica Silva.

A escolha dos destinos acontece pelo fluxo direto e também pelo critério da conectividade. Foram escolhidos aeroportos capazes de alimentar a rede para destinos secundários, amplificando a capacidade de atendimento da companhia. É a chamada estratégia de multi-hubs.

“Minas, por exemplo, tem um relacionamento muito forte com o Pará pelas questões da mineração. Conectando Belo Horizonte e Belém temos mais opções de conexões para o interior dos dois estados e, assim, desenvolvemos esses mercados. Em junho vamos voltar a operar de BH para Marabá (PA). Já tivemos essa rota antes. Ela foi criada, claramente, quando tinha conexão em Belém. A demanda se mostrou e foi atendida”, exemplifica.

Fim da sazonalidade

O planejamento de retomada de rotas e frequências ao longo do ano continua sujeito ao avanço da vacinação e ao desempenho econômico do País. Rotas sazonais como a que liga Belo Horizonte e Porto Seguro (BA), em julho, devem operar em períodos diferentes dos tradicionais.

“Não existe sazonalidade para 2021, existe lockdown ou abertura. Podemos ter um pico de demanda para Porto Seguro em setembro, por exemplo, que não seria habitual. Acreditamos que a malha de julho será maior que a de maio, mas é difícil fazer esse mapeamento. Será que os turistas vão querer ir pra praia ou visitar os parentes? É um desafio entender para onde os brasileiros vão querer ir. O comportamento típico de decisão sobre viagens encurtou. Antes, para uma viagem de férias, a decisão era tomada entre 60 e 40 dias antes, agora caiu para 20 dias. A vantagem da Azul é a gente ter uma frota diversificada, capaz de atender diferentes demandas e perfis”, afirma.

Já para as rotas internacionais o desafio se torna muito maior, já que a abertura das fronteiras para turistas brasileiros é uma decisão de cada país. A isso deve-se somar a desvalorização do real frente ao dólar e ao euro. A expectativa do executivo é que a retomada se dê entre 2022 e 2023.

“O internacional é como uma daquelas montanhas russas in door, no escuro. A própria Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo ou International Air Transport Association) prevê o regresso da demanda para 2024/25. No Brasil acho que um pouco antes porque o brasileiro estava descobrindo o mundo sem fronteiras. Temos evitado fazer alguma previsão para 2021”,completa o gerente de Planejamento de Malha da Azul.

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