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As vendas realizadas pelo comércio eletrônico praticamente dobraram, com expansão de 98,74% em abril em relação ao mesmo mês do ano anterior. O isolamento social, em função da pandemia do coronavírus, refletiu na forma de comprar do brasileiro.

Outro dado positivo que evidencia essa mudança foi a alta de 81,64% no faturamento do setor, referente a esse mesmo período. Os dados são do índice MCC-Enet, desenvolvido pelo Comitê de Métricas da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net) em parceria com o Movimento Compre & Confie.

“O e-commerce tornou-se no mês de abril o principal (ou único) canal de vendas para muitos varejistas. Dentro das mudanças que têm ocorrido em nossa sociedade após início da pandemia do Covid-19, o comércio eletrônico certamente é um dos setores da economia que mais cresceu. No comparativo diário das vendas dentro do período, foram registrados picos acima de 100% – um marco para história do e-commerce após mais de 20 anos no País”, afirma o coordenador do Comitê de Métricas da camara-e.net e diretor executivo do Compre & Confie, André Dias.

Ao avaliar o desempenho das vendas no comércio varejista, de abril em relação a março, observou-se uma alta de 37,14%. No acumulado do ano, a variação continua positiva: 43,34%.

Na composição regional, pelo segundo mês consecutivo, o Sudeste se destaca. Ao comparar as vendas de abril com o mesmo período do ano anterior, a região dobrou, com alta de 104,97%.Em segundo lugar, o Nordeste com 96,36%, seguido por Centro-Oeste (94,80%); Sul (79,71%); e Norte (66,68%).

No acumulado do ano, a composição muda. Em primeiro ficou o Nordeste (51,87%), seguido por Centro-Oeste (50,74%); Norte (41,97%); Sudeste (41,84%); e Sul (41,04%).

Faturamento – O índice de faturamento do setor acompanhou as boas movimentações das vendas. Em abril, ante o mês de março, a ascensão foi de 28,86%. No acumulado do ano, a variação positiva foi de 36,07%.

A comparação do faturamento, de abril em relação ao mesmo mês do ano passado, ficou da seguinte forma por região: Sudeste (85,87%); Centro-Oeste (82,40%); Nordeste (81,34%); Sul (69,12%); e Norte (57,12%).

No acumulado do ano, a configuração mudou: Nordeste (47,51%); Centro-Oeste (36,82%); Sudeste (34,55%); Sul (33,15%); e Norte (28,67%).

No mês de março, o comércio eletrônico representou 7,2% do comércio varejista restrito (exceto veículos, peças e materiais de construção). No acumulado dos últimos 12 meses, nota-se que a participação do e-commerce no comércio varejista corresponde a 6,1%.Vale destacar que esse indicador foi feito a partir da última Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE, divulgado no dia 13 de maio.

Categorias – A composição de compras realizadas pela internet, por segmentos, em março, ficou da seguinte forma: equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (40,1%); móveis e eletrodomésticos (24,5%); e tecidos, vestuário e calçados (12,4%). Na sequência, outros artigos de usos pessoal e doméstico (10%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (8,3%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (2,8%); e, por último, livros, jornais, revistas e papelaria (1,9%).

Consumidores on-line – O MCC-Enet revela também que, no primeiro trimestre do ano, 12,3% dos internautas brasileiros realizaram ao menos uma compra on-line. Observa-se uma queda de 1,4 p.p. em relação ao trimestre anterior (13,7%). Já na comparação com o mesmo período em 2019 (10,1%), houve crescimento de 2,1p.p. (Da Redação)