FHE Ventures tem grandes planos para o futuro

23 de setembro de 2022 às 0h27

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Rafael Kenji: empresa já nasceu uma potência nacional e internacional | Crédito: Divulgação

Criada em abril de 2021, a FHE Ventures, com sede em Belo Horizonte, é resultado da parceria entre a FCJ Venture Builder, maior venture builder da América Latina, e a  Saúde Ventures, maior ecossistema de inovação em saúde do Brasil . A FHE atua no desenvolvimento de startups voltadas ou adaptadas para a saúde. O foco é ampliar a criação de novas atividades, ferramentas ou processos que possam resolver dores do mercado de saúde, além de serem incorporadas às instituições de saúde de todo Brasil.

Para cumprir esse objetivo, a venture oferece às healthtechs infraestrutura, know-how, acesso a canais de mercado, rede de mentores, modelagem de negócio, serviços contábeis e jurídicos, além de suporte nas áreas de marketing e vendas.

De acordo com o CEO da FHE Ventures, Rafael Kenji, a empresa já nasceu sendo uma potência nacional e internacional, com captação de investidores dentro e fora do Brasil e em busca de startups de todo o mundo.

“Assumimos a responsabilidade de ser um catalisador nesse movimento de renovação da saúde e estamos em processo de imersão nessa jornada para provar que a junção da tecnologia com a saúde é o futuro deste setor. Hoje estamos voltados para  startups de saúde e educação em saúde. Em breve vamos ampliar o escopo educacional”, explica Kenji.

A FCJ Venture Builder, criada em 2013,  foi pioneira no modelo de venture builder no Brasil e diferentemente dos tradicionais modelos de aceleração, incubação e até venture capital, desenvolveu seu próprio modelo de venture builder 4.0, que incorpora a cultura do open innovation. A FCJ atua como cofundadora das startups e os empreendedores têm como foco o desenvolvimento da solução. No modelo da FCJ Venture Builder, adotado pela FHE Ventures, o risco do investidor é mitigado, pois ele investe em várias startups ao mesmo tempo.

“Não somos um fundo, somos uma SA de capital fechado. Nós não entregamos dinheiro direto na mão das startups, nós  gastamos dinheiro com elas, oferecendo a nossa estrutura e auxiliando nos processos internos, além do melhoramento do produto. Elas, por exemplo, podem usar o nosso especialista em finanças ou em marketing e não precisam contratar um profissional sênior para a função. Também auxiliamos nas contratações, realizando processo com o nosso RH”, exemplifica.

No Brasil, já são mais de 900 healthtechs em ascensão e mais de US$ 430 milhões investidos entre 2017 e 2021. No primeiro semestre de 2021, foi investido mais dinheiro em healthtechs que em todo o ano de 2020.

Pelo tamanho e pela qualidade dos profissionais – em que pese a escassez de mão de obra qualificada –  o Brasil é visto como um mercado promissor por empresas e investidores internacionais. Participar de um ecossistema de inovação maduro e forte como o de Belo Horizonte, é, na visão do executivo, um fator importante.

“O mercado de saúde nunca esteve tão aquecido como nos dois últimos anos. A pandemia acelerou o processo de descobertas de novas soluções, com o paciente no foco do cuidado. A telemedicina é uma prova disso. As empresas que estavam preparadas deslancharam na pandemia. As startups precisam estar preparadas para aproveitar esse processo de desenvolvimento. Por isso, atuamos de forma estratégica, com ações como abertura de mercado, desenvolvimento dos processos internos, busca por parceiros e clientes, desenvolvimento da governança da empresa e quaisquer outras áreas que precisem de suporte. Belo Horizonte é uma referência em saúde e com concentração de capital. Estar aqui nos possibilita conviver com parceiros muito fortes”, avalia.

A FHE tem, hoje, 10 startups investidas e a meta é fechar o ano com 15. Até 2026, deverão ser 50 healthtechs investidas concomitantemente. Para se candidatar a startup já deve estar como o seu MVP (Produto Viável Mínimo) rodando. Ela pode se apresentar via site, ser indicada por outra startup participante ou por um investidor. A partir disso, ela passa por um rigoroso processo de diagnóstico e seleção. Para chegar às atuais, 350 foram ouvidas.

A FHE se torna sócia das startups selecionadas entre 5% e 20% e permanece em torno de cinco anos na operação ou até que ela seja capaz de fazer a sua primeira captação Series A.  Esse tipo de captação  se refere à primeira rodada de investimentos feita junto a fundos de venture capital. É a primeira rodada significativa de investimentos junto a investidores profissionais, levantando capital significativo para financiar suas atividades e se desenvolver melhor.

“Nesse prazo garantimos o retorno para os nossos investidores e deixamos a healthtech madura para que siga sem nós. Trabalhamos para remunerar nossos investidores e também por um propósito que é fortalecer o ecossistema de inovação e as soluções em saúde no Brasil e também no mundo. Organizar as startups, fazer com que elas lucrem e deixá-las ir é um passo para poder ajudar a outras jovens empresas e criar um ciclo de desenvolvimento para todos”, completa o CEO da FHE Ventures.

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