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Fintechs estimulam melhorias no setor bancário

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O Nubank foi fundado em 2013 e conta com 34 mi de clientes no Brasil, México e Colômbia | Crédito: Reprodução

Você sabe a diferença entre fintech e banco digital? O advento tecnológico evidenciou nomenclaturas como essas, mas, na prática, o que elas significam? São a mesma coisa? Todo banco digital é uma fintech? Toda fintech é um banco digital? E o Banco Central (BC), maior autarquia do Sistema Financeiro Nacional (SFN), as reconhece igualmente como instituição financeira? O DIÁRIO DO COMÉRCIO conversou com quem entende do assunto para expor suas características e diferenças.

Na definição do Banco Central, fintechs são empresas que introduzem inovações nos mercados financeiros por meio do uso intenso de tecnologia, com potencial para criar novos modelos de negócios. Elas atuam por meio de plataformas on-line e oferecem serviços digitais inovadores relacionados ao setor.

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Ainda segundo o BC, o arcabouço regulatório não estabeleceu regulamentação específica sobre os chamados bancos digitais, não havendo também essa modalidade específica entre os tipos de instituições bancárias que são autorizadas pela autarquia. Trata-se de um conceito popular e não constitui uma categoria formal de instituição.

No Brasil, há várias categorias de fintechs: de crédito, de pagamento, gestão financeira, empréstimo, investimento, financiamento, seguro, negociação de dívidas, câmbio, e multisserviços.

Já a categoria de banco digital é autodenominada como estratégia operacional e mercadológica, tendo como ponto comum o relacionamento exclusivamente remoto e diferenciado com os clientes, normalmente ligado a vantagens e melhores experiências em termos de custos de serviços, facilidade de acesso e integração com outras conveniências e demandas do público.

Estudo especial realizado pelo Banco Central e divulgado originalmente como box do Relatório de Economia Bancária de 2019 mostra que o ingresso de novas instituições financeiras tem o potencial de trazer uma contribuição positiva à economia. Há a expectativa de que as fintechs de crédito e os bancos digitais aumentem a concorrência no sistema, por meio da expansão da oferta de produtos e serviços devido ao uso de recursos tecnológicos mais avançados e especializados.

“Adicionalmente, espera-se que elas estimulem as instituições tradicionais a aprimorarem seus processos de funcionamento e a se estabelecerem em novos nichos de negócio e segmentos de mercado. Também se espera que eventuais parcerias e compartilhamento de atividades e custos com as instituições tradicionais tragam ganhos à sociedade”, diz.

Fintechs

Podem ser autorizadas a funcionar no País dois tipos de fintechs de crédito – para intermediação entre credores e devedores por meio de negociações realizadas em meio eletrônico: a Sociedade de Crédito Direto (SCD) e a Sociedade de Empréstimo entre Pessoas (SEP), cujas operações constarão do Sistema de Informações de Créditos (SCR).

O modelo de negócio da SCD  é caracterizado pela realização de operações de empréstimo e financiamento exclusivamente por meio de plataforma eletrônica e com a utilização de recursos financeiros próprios. A SEP pode prestar ainda serviços de análise de crédito; cobrança de crédito; representante de seguros na distribuição relacionada com as operações de crédito; e emissão de moeda eletrônica.

Bancos digitais

O processo de digitalização dos serviços bancários surgiu da necessidade de desburocratização dos processos dos grandes bancos. O fenômeno da digitalização bancária engloba todas as instituições financeiras, incluindo os maiores conglomerados bancários do País, que já estão em processo de digitalização.

Não existe, atualmente, regime de autorização e funcionamento específico para bancos digitais. Porém, algumas instituições financeiras vêm adotando modelos de negócio exclusivamente digitais, optando pela não abertura de agências ou postos de atendimento. 

No geral, esses bancos oferecem abertura de conta simplificada, não cobra tarifas e melhor experiência do cliente, além da integração com outros serviços financeiros ou até não financeiros.

“Os bancos digitais chegaram para disputar um lugar no mercado de serviços bancários, com forte apelo mercadológico baseado em promessa de baixos custos de tarifas e serviços e acesso simplificado. Mas ainda encontram dificuldades para oferecer preços competitivos em determinados serviços, como o saque em terminais de autoatendimento, em razão do acesso diferenciado a estruturas de mercado controladas por outros bancos”, diz o relatório do BC.

Já a Federação Nacional dos Bancos (Febraban) ressalta que a tecnologia sempre foi parte do negócio bancário com as instituições financeiras, ao longo dos anos, desempenhando um papel de vanguarda no seu uso para os serviços e produtos ofertados aos clientes. Foi assim com o uso da internet, com a disponibilidade dos serviços nos celulares, uso de chip, uso de token, captura e uso de biometria, disponibilidade de serviços nas redes de autoatendimento, etc.

E que não há, atualmente, bancos que não atuem fortemente na área digital. O que existem são bancos que também ofertam atendimento presencial, que será cada vez mais consultivo e menos tradicional. A entidade define, assim, que: bancos que nasceram em um modelo tradicional de atendimento já são digitais.

“Hoje, praticamente todas as operações bancárias podem ser feitas de forma eletrônica. Pelos canais digitais dos bancos é possível fazer pagamentos de contas, transferências, DOCs e TEDs, contratações de crédito, investimentos e aplicações, consultas de saldos e extratos, contratar seguros e planos de previdência, renegociar dívidas, entre outras operações”, destacou por nota.

Inclusive, as últimas edições da Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária têm revelado uma mudança de comportamento do consumidor. A mais recente delas, divulgada em junho, indicou que o investimento das instituições financeiras em tecnologia cresceu 8% no decorrer de 2020; mobile banking tornou-se o canal dominante, responsável por mais da metade das transações bancárias – essas cresceram 20%, o maior aumento dos últimos anos; os canais digitais concentram 9 em cada 10 contratações de crédito e 8 em cada 10 pagamentos de contas.

Para se ter uma ideia, de maneira detalhada, de acordo com a Febraban, o número de transações feitas pelo celular chegou a 52,9 bilhões, ante 37 bilhões no ano anterior. Em todos os canais bancários (celular, internet, maquininhas, agências, caixas eletrônicos, correspondentes bancários e contact centers), o total das operações feitas pelos clientes chegou a 103,5 bilhões, um crescimento de 20% – o maior dos últimos anos do estudo, realizado pela Deloitte.

Juntos, os canais digitais (internet banking e mobile banking) concentram 67% de todas as transações (68,7 bilhões) e são responsáveis por 8 em cada 10 pagamentos de contas, e por 9 em cada 10 contratações de crédito. Entre os 21 bancos que participaram do levantamento, oito responderam que foram abertas 7,6 milhões de contas pelos canais digitais, uma alta de 90% ante 2019.

Nubank e Inter lideram o segmento

Quando se fala em banco digital é impossível não pensar em dois gigantes do setor: Nubank e Banco Inter. Mas não foram eles os pioneiros do setor no Brasil. Há registros de que as primeiras contas digitais no mercado financeiro do Brasil foram as dos bancos Original e Neon – instituições pertencentes a grandes grupos econômicos: J&F (Original) e Banco Votorantim (Neon).

Mas, na corrida dos bancos digitais, algumas instituições financeiras tradicionais têm optado por oferecer mais serviços digitais e por um menor preço, como o Banco do Brasil. Outros lançaram novas marcas. É o caso do Bradesco, que lançou o banco Next em 2017.

Mas, Banco Inter e Nubank lideram o nicho de mercado em que estão inseridos, possuindo propostas muito semelhantes, que envolvem diferentes serviços financeiros, segurança e desburocratização, já que são empresas 100% digitais. Ambos oferecem Pix, cashback, programas de pontos, lojas de produtos, etc.

O Nubank foi fundado em 2013 e conta com 34 milhões de clientes no Brasil, México e Colômbia. O cartão de crédito é usado por cerca de 20 milhões de usuários e a conta digital por cerca de 30 milhões de brasileiros.

Já o Inter, nasceu em 1994, em Belo Horizonte, com o título de Intermedium Financeira e pertencente ao grupo econômico da MRV Engenharia S.A. Em 2002 deixou o grupo MRV. Em 2008 obteve a licença de banco múltiplo pelo Banco Central do Brasil. Em 2012 iniciou a formação do Grupo Inter com a Inter Seguros. No ano seguinte, em 2013, a Inter DTVM passou a compor o Grupo Inter. Ao todo são 12 milhões de clientes.

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