Hotéis econômicos são opção para o Carnaval em Belo Horizonte

Consideradas todas as 24 mil vagas oferecidas pela rede hoteleira na Capital, mais de 50% já estão ocupadas, um total de 15 mil apartamentos

24 de janeiro de 2024 às 17h13
Atualizada em 25 de janeiro de 2024 às 18h20

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Hotéis econômicos são aqueles sem serviços de frigobar e mensageiro, por exemplo | Divulgação Ibis

Os hotéis econômicos de Belo Horizonte já estão com 70% das reservas feitas para o Carnaval, crescimento entre 2% e 3% quando comparado com o ano anterior. Se consideradas as 24 mil vagas, o total de acomodações oferecidas pela rede hoteleira na capital mineira, mais de 50% já estão ocupadas, o correspondente a 15 mil apartamentos. Os dados são do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de BH e região metropolitana (SindHotéis/SindHBares).

A classificação econômica abrange hotéis de uma e duas estrelas, com menos facilidades ofertadas ao cliente, como por exemplo frigobar no quarto e serviço de mensageiro. Na maioria das vezes, é o próprio consumidor quem faz seu check-in, por isso, são também chamados de hotéis autosserviço. Nesses estabelecimentos, as diárias, no período, variam entre R$ 150 a R$ 200, podendo chegar a até R$ 400, conforme a entidade.

Segundo o presidente do SindHotéis/SindHBares, Paulo César Pedrosa, o valor da estadia, durante a festa momesca, na Capital, vai desde esse patamar a até R$ 1 mil por dia. “O valor da diária de hotel se comporta como o das passagens aéreas. Se você adquire com muita antecedência, quando há um estoque muito grande, ou seja, grande oferta, o preço pode ser alto. Se deixa para comprar em cima da hora, também. O folião deve se planejar com antecedência, mas sem exageros”, esclarece.

Ele aposta em 100% dos leitos ocupados em Belo Horizonte, até o sábado de Carnaval. Oficialmente, a folia tem início na sexta-feira, 8 de fevereiro. Com isso, Pedrosa indica para os turistas que não encontrarem vagas na Capital, opções na Região Metropolitana de Belo Horizonte, com destaque para Betim, Contagem e Nova Lima. “Os motéis também serão uma boa alternativa, porque as diárias, muitas vezes, têm preços mais em conta”, acrescenta.

O presidente do SindHotéis/SindHBares está otimista com base em projeções da instituição referente ao número de foliões em Belo Horizonte este ano. “A Belotur prevê 5,2 milhões de pessoas, mas estamos trabalhando com uma porcentagem entre 5% a 10% superior, algo em torno de 5,5 milhões de turistas. Um termômetro disso é a maior taxa de ocupação, mais cedo, este ano, frente 2023”, relaciona.

Esse movimento já acontece no Mercure Lourdes, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. “Sexta e sábado já estamos com mais de 66% das reservas feitas. Domingo, 60%, e segunda-feira, 55%. Em 2023, demoramos mais para atingir esse patamar”, afirma o gerente geral do hotel, Guilherme Sanson.

Carnaval de Belo Horizonte poderia ter mais possibilidades de negócios para os hotéis

O gerente-geral do Hotel Mercure Lourdes, Guilherme Sanson, vê no Carnaval de Belo Horizonte muito mais oportunidades econômicas que as hoje exploradas. Um diálogo mais eficaz entre segurança e mobilidade urbana, durante os festejos, é um ponto importante, na visão do administrador. “Mas, sem dúvida, esse é o grande diferencial. O turista transitar por uma cidade ainda com patrimônio histórico e artístico preservado. Cortejos, corsários fazem parte da história, contudo, o folião tem de se sentir seguro, o transporte tem de chegar e é importante integrar com um circuito gastronômico. Isso tudo poderia vir um mês antes também, de forma muito mais organizada”, sugere.

O subgerente do Mercure, Daniel Costa, acrescenta a importância da ativação do festival em meios de comunicação digitais pulverizados, com digital influencers, ao longo do ano anterior e não só nos meios tradicionais de publicidade, às vésperas do evento. “Vemos famosos e influencers que vem para Belo Horizonte fazendo isso por conta própria. As instituições envolvidas poderiam conduzir melhor esse processo, para agregar à festa”, comenta.

Mão de obra nos hotéis é gargalo

Um gargalo enfrentado hoje pela rede hoteleira é a falta de trabalhadores qualificados para ocupar as 3 mil vagas em aberto. “Enfrentamos um período muito crítico nesse quesito. Não conseguimos preencher essas posições em aberto nos hotéis, mesmo com os cursos gratuitos de capacitação de mão-de-obra do Serviço Nacional do Comércio (Senac)”, reforça.

De acordo com o presidente do SindHotéis, o faturamento do setor deve ser superior ante 2023, entre 5% e 10%. “Tudo aumentou em relação ao ano passado: insumos, produtos adquiridos, então esse faturamento maior é normal. Não implica em aumento de lucratividade, é um repasse de custos”, observa.

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