Trotta diz que a grande vantagem deste recurso é permitir mais segurança no atendimento em tempos de pandemia | Crédito: Adson Eduardo Resende

Mais de 10 mil médicos, de 11 estados brasileiros, já estão utilizando uma plataforma para atendimento remoto criado pelo iMedicina, de Belo Horizonte, e disponibilizada gratuitamente pela internet.

São Paulo e Minas Gerais são os estados onde os médicos mais têm utilizado o recurso, desde a sua regulamentação pelo Ministério da Saúde (Portaria 467/20). Das 18 especialidades registradas na ferramenta, as quatro mais procuradas são psiquiatria; otorrinolaringologia; neurologia e ginecologia.

Há pouco mais de um mês, a médica neurologista Gabriela Pimentel, de São Paulo, e seus sócios decidiram fechar temporariamente o consultório, tendo em vista a necessidade de isolamento social e a impossibilidade de contato direto com os pacientes.

Nesse cenário, a plataforma de telemedicina permite a ela manter o acompanhamento de pacientes e outros casos durante a pandemia, comuns nesta época de isolamento social, como os quadros de insônia. “Posso ajustar medicamentos e dar suporte terapêutico para este momento de crise em que há fases de ansiedade, depressão ou até enxaqueca devido ao aspecto emocional do paciente”, relata.

Olho no olho – Gabriela Pimentel diz que com os pacientes antigos não tem tido dificuldades para perceber alterações de humor ou outros detalhes comportamentais.

“Eles já são meus pacientes, eu já os conheço. Então eu olho no olho deles e consigo perceber. Como primeira consulta, em que o contato presencial é bem mais importante, tive até o momento apenas uma paciente, mas foi um quadro de ansiedade, mais fácil para tratar”.

Paciente de Gabriela Pimentel, Adriana Milagre avalia o uso da plataforma no momento de quarentena como “primordial” para lhe dar a segurança do acompanhamento do seu caso. “O resultado é sensacional”, afirma. Ela considera que o atendimento tem sido prático e funcional. “Ela (a ferramenta) me lembra da consulta e emite a receita digital, que é aceita nas farmácias”.

Na mesma linha, o médico psiquiatra Conrado Pires, que mora em São João del-Rei, no Campo das Vertentes, em Minas Gerais, já atendeu vários pacientes usando a plataforma do iMedicina e destaca alguns pontos da modalidade no contexto atual.

“Nesse cenário de pandemia, em que as pessoas estão mais ansiosas e com medo, é fundamental que os pacientes continuem seus tratamentos. A minha experiência com consultas por meio de vídeos tem sido excelente. Com os recursos certos e uma plataforma segura, consigo continuar a atender com qualidade e de forma mais rápida e assertiva do que via WhatsApp ou ligação telefônica”, completa.

Segurança – Idealizador da plataforma, o médico oftalmologista e CEO da iMedicina, Raphael Trotta, destaca que uma grande vantagem deste recurso é permitir mais cuidado, segurança e aproximação com pacientes que teriam mais dificuldade de deslocamento a consultas, principalmente no caso de idosos e pessoas com deficiência física.

Para criar o módulo de telemedicina, o iMedicina reuniu um time de mais de 70 desenvolvedores que elaboraram, de forma solidária, uma plataforma abrangente, incluindo todas as boas práticas de mercado, como certificação digital, criptografia de dados, entre outros.

O resultado foi uma plataforma segura, em conformidade com a lei, que oferece o módulo de telemedicina, de forma gratuita, para todos os médicos do País. Para ter acesso, basta o profissional se cadastrar na plataforma. (Da Redação)

Aperam vai recuperar 12 respiradores mecânicos

Um trabalho de solidariedade e sustentabilidade já está levando novo fôlego a hospitais do Vale do Aço. Respiradores que estavam sucateados, em função de estarem obsoletos, e foram recolhidos pela Aperam no Hospital e Maternidade Vital Brasil (Timóteo) e Hospital Doutor José Maria de Morais (Coronel Fabriciano), na tentativa de recuperação, começaram a ser entregues esta semana às instituições.

A iniciativa realizada através do projeto Aperam Bem Maior, viabilizado pela Fundação Aperam Acesita, conseguiu recuperar os primeiros equipamentos que vão ajudar a fortalecer os cuidados a pacientes do novo coronavírus na região.

No início de abril, uma equipe técnica da Aperam mapeou junto aos hospitais 12 equipamentos que seriam enviados para descarte. Eles foram levados para o laboratório de eletrônica da Aperam, onde uma equipe de profissionais especializados da empresa, entre engenheiros e técnicos, vem trabalhando no projeto. Agora, os frutos dessa parceria solidária foram colhidos.

Entre os oito equipamentos recolhidos no Hospital e Maternidade Vital Brazil, três já foram consertados, certificados e entregues esta semana à instituição. Outros cinco equipamentos aguardam a etapa de verificação técnica para finalização do trabalho, enquanto os três restantes estão em reparo.

Já entre os quatro respiradores recolhidos em Coronel Fabriciano, três já foram consertados e aguardam certificação antes de serem devolvidos ao Hospital, enquanto um segue em manutenção no laboratório da Aperam.

Para a Gerente Executiva de Automação e Infraestrutura da Aperam, Ivana Coelho da Silva, a evolução do trabalho superou as expectativas. “São aparelhos antigos, que estavam sucateados e algumas peças não são mais encontradas no mercado. Quando iniciamos o trabalho, acreditamos que se conseguíssemos recuperar um aparelho, já seria uma possibilidade de salvar mais vidas nesse momento. A energia e foco empregados pela nossa equipe nessa missão fez toda a diferença para termos hoje todos esses equipamentos consertados”, comemora Ivana Silva.

A iniciativa foi ampliada a outras instituições de saúde da região e também ao Vale do Jequitinhonha, onde está localizada a Aperam BioEnergia. Ainda essa semana, outro aparelho foi recolhido para avaliação de recuperação da Cidade de Itamarandiba no Vale do Jequitinhonha.

“Os respiradores são itens de saúde essenciais em meio a pandemia, o que torna esse projeto ainda mais gratificante e relevante junto à nossa comunidade. Após os primeiros equipamentos terem sido recuperados, vimos a oportunidade de ampliar essa ajuda a outras instituições e com isso já temos esses novos equipamentos recolhidos pelo Aperam Bem Maior”, explica o presidente da Fundação Aperam Acesita, Venilson Vitorino.

Proposta do programa – Criado pela Aperam, juntamente com a Fundação Aperam Acesita, o projeto atua em frentes distintas, contribuindo com a arrecadação de recursos para auxiliar no atendimento das necessidades emergenciais da comunidade, ações voluntárias, geração e disponibilização de conteúdo cultural para o público e outras ações internas que motivem a solidariedade. Os esforços serão direcionados ao atendimento de instituições de saúde, sociais, e até mesmo de empregados da empresa e seus familiares.

O objetivo é criar regionalmente uma corrente do bem, buscando formas para amenizar as dificuldades causadas pelo coronavírus (Covid-19), estimulando internamente os empregados, assim como outros membros da comunidade, a contribuírem com aquilo que estiver ao alcance.

Para acompanhar as iniciativas e campanhas do projeto “Aperam Bem Maior” basta acompanhar as redes sociais da Aperam: Facebook, Instagram, LinkedIn e Youtube @aperamnobrasil e na página Aperam. (Da Redação)

Senai fabrica e doa face shields

O Senai de Governador Valadares também está produzindo protetores faciais para serem doados aos médicos que estão trabalhando na linha de frente nos hospitais públicos da cidade no combate ao novo coronavírus (Covid-19).

O diferencial desta ação é que as máscaras estão sendo confeccionadas por meio da tecnologia tridimensional. Elas são compostas por um suporte produzido na impressora 3D acoplada a uma película de acetato que cobre todo o rosto, recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e liberadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por meio da Resolução nº 356/2020, para uso em serviços de saúde, em virtude da emergência de saúde pública.

Seguindo um padrão internacional para a produção da máscara, o Senai utiliza o polímero poliácido láctico (PLA) para impressão da estrutura que é fixada na cabeça e uma placa de policloreto de vinila, conhecido como PVC, do tipo acrílico, transparente.

Depois da impressão e do corte da placa de PVC, é realizada a montagem. Todo o processo é acompanhado pelo Supervisor Técnico da unidade, Bráulio Ferreira.

Na terça-feira (28), as máscaras foram entregues ao Dr. Frankfort Bicalho Junior, integrante da Associação Médica de Governador Valadares (AMGV), que distribuirá aos médicos, reforçando a importância do uso contínuo como equipamento fundamental para inibir as chances de contaminação, sendo essenciais para que esses profissionais possam transitar de forma segura nos ambientes de risco. “Agradeço este trabalho integrado das entidades em prol do cuidado com os profissionais da saúde que estão na linha de frente. Vamos priorizar a entrega nos hospitais que estão mais demandando o atendimento ao público”, afirmou o médico.

O presidente da Fiemg Regional Rio Doce, Marcos Lopes, colocou o Senai à disposição para a impressão dos equipamentos, como mais uma forma da entidade ajudar neste momento de pandemia.

“Este trabalho é muito importante porque vem contribuir com a produção de máscaras de proteção que ainda encontram-se em escassez. Essas máscaras ainda possuem o diferencial de serem mais rígidas e duráveis, e por não serem descartáveis, podem ser usadas mais vezes, desde que higienizadas e esterilizadas. Neste momento, é essencial dispor de nossos recursos de tecnologia para contribuir no combate à pandemia e retomada da economia e estou muito satisfeito em fazer parte”, destacou.

Outras entidades da cidade também estão apoiando a produção das máscaras de proteção, como o Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) – Campus Governador Valadares e a Universidade Vale do Rio Doce (Univale). (Da Redação)