“Loja física é hoje parceira da digital”, diz presidente da Magazine Luiza

Luiza Trajano acredita que a pandemia acelerou o crescimento do mercado de vendas on-line

6 de fevereiro de 2024 às 21h09

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Crédito: Adobe Stock

São Paulo – Durante participação em seminário do Banco BTG, Luiza Trajano, presidente do Conselho de Administração da Magazine Luiza, afirmou que hoje em dia a loja física é uma parceira da digital, e não o contrário.

Ela acredita que a pandemia da Covid-19 fez com que o brasileiro aprendesse muito rapidamente a mudar os hábitos de compras e dar preferência para o on-line. “A loja física passou a ser parceira do digital. O Brasil é muito grande. É preço, qualidade e velocidade na entrega. Por isso, compramos até empresa de fast food para aprender a entregar rápido”, afirma ela, se referindo ao aiqfome, aplicativo de delivery da empresa.

Luiza Trajano participou do debate “Futuro do varejo: transformações e desafios”, ao lado de Cristina Betts, CEO do grupo Iguatemi, e de Rafael Sales, CEO do Allos, empresa administradora de shopping centers.

“A minha surpresa foi a velocidade que o brasileiro se colocou na digitalização e se adaptou. Vender é despertar vontade e o digital levou as pessoas a conhecerem mais o produto. Digital é uma cultura que veio para ficar”, concluiu. Ela estima que, quando começou a pandemia, no primeiro semestre de 2020, a Magazine Luiza já tinha marketplace que concentrava 50% das vendas. Pouco depois, criou o parceiro Magalu, em que o usuário poderia se tornar vendedor do Magazine Luiza em 24 horas. Hoje, segundo ela, são 600 mil pessoas.

Luiza Trajano durante conferência do Fórum Econômico Mundial
Luiza Trajano, presidente do conselho de administração do Magazine Luiza | Crédito: World Economic Forum/Benedikt von Loebell

A opinião da presidente do conselho da varejista não foi consenso no debate. Cristina Betts lembrou que a compra presencial ainda é muito forte no Brasil e citou que no primeiro dia, após o fim do lockdown, muitos consumidores já foram ao shopping.

“A gente gosta de servir bem e é uma coisa cultural do brasileiro. Isso é traduzido dentro das lojas. As marcas perceberam isso. Todas, cada uma no seu pedaço. Está todo mundo querendo colocar mais produto na loja e entender mais o cliente”, disse a CEO do Iguatemi.

Ela também considerou que a Covid-19 pode ter acelerado o hábito do digital, mas não inverteu as tendências de compra.

Para a presidente da Magazine Luiza, o on-line ainda tem muito espaço para crescer. “Sem a pandemia, demoraria uns 10 ou 12 anos para a evolução digital. O Brasil ainda tem pouca digitalização perto de outros países. A pandemia é um marco na vida de todo mundo. Só daqui a uns 70 anos vamos entender o que aconteceu”, concluiu.

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