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Mandaê inicia operações em Contagem

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Empresa estima movimentar 1 milhão de encomendas a partir do cross docking em Contagem | Crédito: Divulgação

A Mandaê, plataforma de inteligência logística que conecta e-commerces a transportadoras, acaba de iniciar suas operações em Minas Gerais. Embora não revele o montante investido, a aposta da empresa no Estado é grande e prevê o transporte de 1 milhão de encomendas a partir do cross docking instalado em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), já no primeiro ano de operação.

As informações são do CCO da Mandaê, Bruno Noale. Segundo ele, tamanha expectativa se deve ao crescimento das operações logísticas no Estado a partir da grande demanda do comércio on-line por soluções inteligentes de logística de entrega de encomendas – principalmente a partir das limitações impostas pela pandemia.

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“O que a gente faz é permitir com que o e-commerce se preocupe apenas em vender. Seu papel é não fazer gestão de frotas. Por isso, atuamos para completar a experiência, que só termina quando o produto chega ao consumidor. Hoje temos cerca de 30 transportadoras parceiras e as conectamos com pequenos e médios varejos, que em condições tradicionais, não teriam acesso a elas e ficariam dependentes dos Correios para fazer suas entregas”, explica.

Recente pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG) mostrou que 26,8% das empresas mineiras atuam também no e-commerce a fim de ampliar as vendas. O Estado é o terceiro do País em número de lojas virtuais.

Caso a meta de 1 milhão de encomendas a partir de Minas Gerais para todas as regiões do Brasil seja alcançada, a empresa terá conquistado 7% de share já no primeiro ano de atuação. “Há um potencial gigantesco de captura de mercado em Minas Gerais pois, apesar de ser o terceiro maior mercado, ainda é grande a carência de opções de transporte”, diz.

Além disso, a Mandaê também projeta a abertura de mais operações no País dentro do plano de conquistar 30% do mercado de encomendas de pequenas e médias empresas até 2024. Apenas em Minas, a empresa prevê conquistar entre 80 e 100 clientes nos próximos meses. E para garantir às lojas mineiras a rapidez, segurança e uma economia de até 50% em custos logísticos, a exemplo do que já acontece em São Paulo, a Mandaê vai trabalhar com grandes transportadoras que já atuam no Estado.

A empresa pretende atender os mais variados segmentos, entre eles o de artigos de uso pessoal e doméstico, vestuário e calçados, livros, jornais, revistas e papelaria, móveis e eletrodomésticos, equipamentos e materiais para escritório, informática e de comunicação. Os setores são apontados pelo estudo da Fecomércio como destaques de vendas on-line de Minas Gerais, entre as empresas que trabalham com e-commerce por meio de uma plataforma exclusiva ou pela rede de lojas.

Desempenho

A Mandaê fechou o primeiro semestre de 2021 com um crescimento de 35% no faturamento em relação ao mesmo período de 2020. A base de clientes foi aumentada em 14%, superando 2 milhões de encomendas processadas e enviadas para todo o Brasil – volume 30% maior do que o registrado no ano anterior.

O crescimento em encomendas distribuídas tem sido contínuo para a empresa. Os primeiros seis meses deste ano foram 119% superiores à marca alcançada no primeiro semestre de 2019. Quanto às expectativas para 2021, a Mandaê espera fechar o ano com 100% de crescimento, dobrando o número de entregas no comparativo com 2020. A empresa também dobrou seu time de atendimento em relação ao semestre passado e hoje conta com mais de 150 colaboradores.

Lojistas começam sem experiência

No dia 16 de julho é comemorado o Dia do Comerciante no Brasil. Esta data é destinada a homenagear todos os profissionais que trabalham na área do comércio, ou seja, na venda de produtos e serviços. Considerado um dos trabalhos mais antigos do mundo, o comércio é uma atividade extremamente importante para o desenvolvimento econômico do País. Com a pandemia, muitos empreendedores e comerciantes tiveram que adaptar seu negócio para o mundo digital, apostando no comércio eletrônico e em plataformas digitais de vendas.

De acordo com pesquisa realizada pela Loja Integrada, plataforma para criação de lojas virtuais, cerca de 29% dos brasileiros que começaram a empreender pela internet em 2020 não tinham experiência prévia com o comércio eletrônico e 28% já eram comerciantes de lojas físicas. O levantamento foi realizado em maio de 2021 e foram entrevistados 3060 lojistas de todo o País por meio de questionário na internet.

“Para pequenos e médios comerciantes que já possuem uma loja física e um estoque, apostar em plataformas gratuitas para vender pela internet foi alternativa a curto prazo para continuar vendendo, mas com potencial pra se tornar uma linha de receita super relevante por muitos e muitos anos. O Brasil possui cerca de 9 milhões de microempreendedores individuais e muitos deles ainda não sabiam que era possível vender on-line de forma fácil e muito rápida. A transformação digital levou inovação e integração para o varejo físico e o comerciante hoje tem acessos a diversas soluções que podem ajudá-lo na retomada dos negócios”, explica o CEO da Loja Integrada, Pedro Henrique.

A Iluminim, por exemplo, é uma loja de iluminação que atua há mais de quatro anos por meio do seu e-commerce e pontos de vendas físicos. De acordo com o CEO da loja, Lucas Pedri, ter uma atuação ativa no e-commerce foi o grande diferencial para que a loja permanecesse funcionando e vendendo desde o início da pandemia.

“O e-commerce representa 80% do nosso negócio, o resto é ponto de vendas – comércio físico – e outros canais. Isso mostra como o e-commerce é importante; como é importante ter um canal eletrônico. O comerciante que depende só do ponto físico acaba tendo seu capital estrangulado. Já quem vende pela internet e tem seu foco de vendas nisso, pode acabar vendendo mais. Vai ser uma grande lição termos passado por uma pandemia, sem dúvidas’’, finaliza Pedri.

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