McCain investe US$ 150 milhões em primeira fábrica no Brasil

Instalada em Araxá, planta possui 65 mil m²

18 de agosto de 2022 às 0h27

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A unidade industrial da McCain em Araxá, no Alto Paranaíba, gera 300 empregos diretos e 750 indiretos | Crédito: Divulgação

Ao comemorar 30 anos vendendo os seus produtos no Brasil, a canadense McCain inaugurou nesta semana a sua primeira unidade de produção no País. Instalada em Araxá, no Alto Paranaíba, a fábrica é resultado de um investimento de US$ 150 milhões. 

“A planta hoje foi dimensionada para atender o que a gente tem de demanda dentro do Brasil. Vamos primeiro focar na produção local, depois expandir a nível nacional, e em uma terceira via a exportação. O Alto Paranaíba se torna o maior cluster de produção de batatas da América Latina”, conforme revela o CEO da McCain no Brasil, Aluízio Periquito Neto.

A planta possui 65 mil metros quadrados, gerando durante o período de obras cerca de 600 empregos diretos. A construção levou três anos aproximadamente fazendo com que a McCain surfasse na crise, criando oportunidades de renda nas cidades da região. “Atualmente, a primeira fábrica brasileira da McCain gera 300 empregos diretos e 750 indiretos”, diz o executivo. 

Neto contou com exclusividade ao DIÁRIO DO COMÉRCIO que a expectativa é gerar uma produção 30% maior nos próximos meses – sem revelar o volume atual -, o que pode potencializar as chances de exportação de seus produtos que somam 25 itens variados. “Estamos com 28 parceiros importantes que enxergaram na McCain a possibilidade de apostarem em uma marca globalmente respeitada. Dessa forma, acreditamos que temos uma parceria muito sólida com esses produtores de batata da região, o que fortalece cada vez mais a nossa presença no País”. 

Maior do mundo

A trajetória da marca reúne 65 anos de experiência global. Cerca de 166 países consomem os produtos da McCain. Já na aceleração da economia agrícola, a empresa conta com 3.500 produtores para manter as 55 fábricas em plena operação.  Com expressiva atuação, o grupo registra anualmente a cifra de US$ 9,5 bilhões em vendas totais. 

“A ideia do nosso negócio é unir agricultura com inovação usando a tecnologia de alimentos congelados. Nascemos no Canadá, internacionalizamos a nossa presença e hoje somos a maior fabricante de batatas congeladas no mundo. Só dentro deste cenário, geramos 20 mil empregos no mundo e apoiamos produtores familiares. Nós também somos uma empresa familiar potencializando um importante setor que é o agro”, ressalta Neto.

Apesar de somente neste ano ter sido inaugurada a primeira fábrica em solo brasileiro, a atuação da marca se resumia praticamente na importação dos próprios produtos que eram fabricados na planta da Argentina. Para operar, criaram um escritório no Rio de Janeiro, uma base maior em São Paulo, mas em Araxá decidiram projetar a região do Alto Paranaíba como a maior produtora de batatas da América Latina. “No ranking mundial dos maiores produtores, o Brasil ocupa o quinto lugar, segundo dados apurados, podendo chegar ao terceiro lugar em breve”, prevê o CEO.

A safra do produto ocorre durante a estação do inverno, e para manter as batatas por um longo período entre seis e sete meses, foi erguida uma estrutura de quatro galpões para o armazenamento e descanso de toneladas do produto em temperatura que varia entre 8 e 14 graus em média. 

“A nossa fábrica é um verdadeiro navio. Posso dizer que é um canhão com um padrão de qualidade mundial. Além dos nossos quatro armazéns de batata in natura, temos ainda oito lagoas de tratamento de água. Uma eficiência com padrão de qualidade industrial e tecnológico jamais visto no Brasil”, conta Aluízio.

Expansão nacional

O crescimento da canadense teve dois importantes momentos fundamentais para acelerar a atuação em terras brasileiras. Em 2018, a McCain fez a aquisição de 40% dos negócios gerados pela empresa Forno de Minas. Com esta parceria, a  líder global de batatas pré-fritas congeladas lançou a menos de um ano o segmento de aperitivos que apresentam coxinhas e salgados da marca. Outra aposta foi a compra de 70% da Sérya por um investimento de US$ 15 milhões. 

Também no Brasil, a companhia abastece o mercado brasileiro, incluindo redes de fastfood como McDonald’s, antes abastecidas com os próprios produtos importados, que agora terão os produtos fabricados em Araxá. 

“A nossa planta foi aprovada em 2019, porém em março de 2020, ano previsto para o início de nossas obras, veio a pandemia. Foi bastante desafiador, mas mesmo assim em junho de 2020 iniciamos a construção. Iniciamos de fato a nossa produção de teste em 8 de julho. De uma maneira simples de entender, mas muito significativa, o nosso objetivo é planejar, plantar, cultivar e colher as melhores batatas”, aposta.

ESG

Presidente da McCain na América Latina, Luís Verdaro explica que pelo fato da inovação ser um dos pilares do grupo, várias apostas foram feitas para iniciativas de controle, eficiência, qualidade e sustentabilidade. 

“Estamos revolucionando o setor da agroindústria que vem ganhando aderência nos últimos anos em ações de ESG. Dessa maneira, temos todo um cuidado especial para tratarmos de inovação. Por isso, a nossa fábrica em Araxá foi projetada e já conta com energia 100% renovável e com gerenciamento de resíduos. Há ainda um plano de agricultura regenerativa, ações de redução de plástico. É inovação para a plantação, para as operações, para os alimentos e para as oportunidades”, conclui Verdaro.

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