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Mercado plus size cresce apesar da pandemia

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Carolina Magalhães: comportamento de compra mudou | Crédito: Divulgação

Entre as tristes marcas deixadas pela pandemia de Covid-19 no ano que passou, estão, evidentemente, as perdas apuradas por diversos setores econômicos, como o comércio. O varejo da moda, em especial, foi o mais penalizado e teve queda de 22,7% no ano passado – a maior da série histórica da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na contramão da maioria do setor, e apesar das intempéries causadas pela crise sanitária, o mercado plus size avançou 10% em 2020 sobre o exercício anterior.

As informações são do relatório setorial da Associação Brasil Plus Size (ABPS), que revela que os segmentos do vestuário para homens e mulheres acima do peso no Brasil avançaram 21% nos últimos três anos e devem manter o ritmo de crescimento na casa dos 10% neste e nos próximos exercícios. Movimentando aproximadamente R$ 5 bilhões por ano, esse mercado vem quebrando padrões e ganhando cada vez mais adeptos, lojas, modelos e profissionais.

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Em Belo Horizonte há diversas marcas que trabalham com foco neste público. A Carol Magalhães – Moda Feminina Colorida, Criativa e Confortável, por exemplo, está no mercado desde novembro de 2019. A fundadora da marca, Carolina Magalhães, começou vendendo peças para conhecidas e seguidoras nas redes sociais, fazendo entregas por correios e motoboy. Mas, com o tempo, viu a necessidade de abrir um espaço em que pudesse atender as clientes de forma individualizada e personalizada.

O showroom foi inaugurado em uma sala localizada em um prédio comercial no bairro Cidade Nova em fevereiro de 2020. Porém, com a chegada da pandemia no mês seguinte, sem poder atender muitas clientes pessoalmente, optou por voltar a investir no ambiente virtual. “Intensifiquei as vendas pelo WhatsApp, Instagram e adotei a estratégia de enviar malas para a casa das clientes para que elas pudessem experimentar e escolher suas roupas. A fórmula deu certo e a empresa cresceu 200% logo nos primeiros meses”, comemora.

A demanda continuou crescendo nos meses seguintes, mesmo diante do prolongamento das restrições de funcionamento do comércio na Capital. Para a empresária, até em função do maior tempo em casa, as pessoas passaram a priorizar o conforto em detrimento aos looks sofisticados e de grifes famosas. Além disso, mudaram o comportamento de compra e passaram a preferir receber as peças em casa, prezando pela comodidade e segurança.

“Diante desse cenário, a empresa não parou de crescer. Como o forte já era o trabalho on-line, com foco em trajes confortáveis, bastou intensificar e aprimorar os processos para alcançar um crescimento de 400% no fechamento do ano”, revela.

Já 2021 começou mais complicado em meio ao pior momento da pandemia no País. Segundo Carolina Magalhães, as vendas estão menores, mas a empresa continua investindo em busca de melhores resultados. Para isso, está mudando o showroom de endereço e lançou, no mês passado, seu e-commerce.

“A expectativa é a melhor possível! Estamos de mudança para uma loja maior, com vitrines, localizada em uma galeria na Savassi. A intenção é continuar focando no trabalho on-line, alcançando mulheres do interior e de outras regiões do País. Além disso, atender as clientes já fidelizadas de BH agregando o público da região Centro-Sul também”, ressalta.

Segundo Sônia Pereira, a Sopero Jeans está cada vez mais presente nas plataformas digitais | Crédito: Divulgação

Piora da pandemia afeta moda plus size

A Atitude Feminina Moda Plus, com loja no bairro Mantiqueira, na região de Venda Nova, também apurou bons resultados em 2020, mas já observa queda na demanda nos primeiros meses de 2021. A proprietária da marca, Valdinéia Brandão, diz que está no mercado de vestuário há dez anos, dos quais dois trabalhando com moda plus size, e que o ano passado, apesar da pandemia, foi marcado por aumento na carteira de clientes e no volume de vendas.

“Mesmo com o fechamento da loja física, em função das medidas de distanciamento social, as vendas cresceram 40% em relação a 2019. Investi mais em divulgação e no relacionamento com as clientes pelas redes sociais e funcionou”, diz.

Em relação a este exercício, porém, a empresária não tem boas expectativas. É que, conforme ela, além de a doença estar mais severa, infectando mais pessoas e causando mais mortes, o cenário macroeconômico também não é nada favorável. “Há mais pessoas desempregadas, o auxílio emergencial ainda não saiu e tudo está mais complicado“, resume.

Já a Sopero Jeans, com mais de 20 anos de mercado, fábrica e duas lojas em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), além de mais três unidades na Capital, e outra em Betim, também na RMBH, observou pequena retração nas vendas físicas no último ano e início de 2021. No entanto, conforme a fundadora e proprietária da marca, Sônia Pereira, os negócios on-line estão em plena ascensão e já representam cerca de 20% do faturamento mensal.

É que com a pandemia, inevitavelmente, os negócios foram afetados e a empresa precisou se reinventar. Devido às restrições de funcionamento do comércio físico, a empresa está cada vez mais presente nas plataformas digitais e aumentando as vendas on-line pelo site, redes sociais e aplicativos de mensagem para todo o Brasil.

“Além disso, lançamos, recentemente, a ação fashion delivery, enviando uma mala com os produtos para o cliente experimentar em casa com toda a segurança. Depois recolhemos os itens que não foram escolhidos e geramos a venda. Se a pessoa comprar algum item, não paga nada pelo transporte, mas se não optar por nenhuma peça, cobramos apenas uma pequena taxa de entrega no valor de R$ 30″, exemplificou.

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