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Movimento Minas 2032 Negócios

Movimento Minas 2032 ganha mais cinco representantes

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Crédito: Pixabay

Liderado pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO, em parceria com o Instituto Orior, o “Movimento Minas 2032 (MM2032) – pela transformação global” quer propor uma discussão sobre um modelo de produção duradouro e inclusivo, capaz de ser sustentável, e o estabelecimento de um padrão de consumo igualmente responsável, com base nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), promovidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) desde 2015.

Em quase quatro anos de um árduo trabalho de sensibilização e construção de metas e metodologia, o grupo vem crescendo e conquistando novos parceiros no setor público e privado. No último mês, mais cinco representantes de diferentes setores passaram a integrar oficialmente o MM2032. Eles trazem a bagagem que angariaram ao longo do tempo na construção de uma sociedade mais responsável e justa e o poder do exemplo que exercem não apenas sobre suas cadeias produtivas, mas sobre a sociedade mineira e nacional.

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Segundo a presidente do DIÁRIO DO COMÉRCIO e coordenadora-geral do MM2032, Adriana Muls, o Movimento trabalha pela criação de uma comunidade de desenvolvimento para a construção conjunta de reflexões e ações efetivas para promover a consolidação dos ODS em Minas Gerais.

“Os ODS são fundamentais para a consolidação de um novo modelo de produção e convivência socioambiental que promoverá a longevidade das empresas com grandes oportunidades de negócios, maior justiça social e respeito às restrições naturais”, explica Adriana Muls.

No novo normal, engajamento, solidariedade, responsabilidade social e ambiental, governança e compliance são mais que palavras de ordem, são ações com vistas ao futuro e  estratégia de negócios.

Movimento busca a construção conjunta de reflexões e ações efetivas para promover a consolidação dos ODS | Crédito: Reprodução

Adesão insere o América em diálogo rico

Fundado em 1912, a história do América Futebol Clube se confunde com a de Belo Horizonte. O clube acumula títulos e mantém a tradição de revelar talentos. Pioneiro, é o único time da Capital com estádio próprio, a moderna Arena Independência, na região Leste. E assim como nos gramados, na batalha por um planeta mais equilibrado e que ofereça oportunidades para todos, o clube é o primeiro a se engajar no Movimento Minas 2032 (MM2032).

De acordo com o diretor de Marketing e Negócios do América, Erley Lemos, o trabalho em rede articulado pelo MM2032 é fundamental para que os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) sejam disseminados.

“A adesão ao Movimento Minas 2032 coloca o América em um diálogo rico e aberto com grandes instituições para que juntos possamos refletir, debater e aprimorar a nossa forma de atuar na promoção de ações alinhadas aos ODS da ONU. Acredito muito que o debate em rede promovido pelo Movimento será muito enriquecedor no sentido de aumentar a nossa contribuição na promoção de um mundo cada vez melhor para todos”, explica Lemos.

O América já promovia diversas ações que estão alinhadas aos ODS da ONU, dentre elas, campanhas de combate à fome e à pobreza com arrecadação e doação de alimentos, roupas e brinquedos; campanhas para igualdade de gênero, empoderamento feminino, combate à homofobia e ao racismo, questões muito sensíveis no futebol; além de diversas campanhas de promoção da saúde.

Lemos: vamos disseminar os ODS | Foto: Mourão Panda/América MG

Tem, também, uma parceria consolidada com a Save Cerrado, atuando de forma consistente na preservação do Cerrado brasileiro. Além disso, atentos ao que acontece no mundo, promovem ações pontuais como o combate à xenofobia realizado em parceria com a Acnur (Agência da ONU para Refugiados), na ocasião de um jogo pela Copa do Brasil de 2019, em Roraima.

A tragédia humana causada pela pandemia aguçou ainda mais o desejo de trabalhar em prol dos ODS no clube. “Dentre outras coisas, a pandemia tem nos mostrado que juntos somos mais fortes. O trabalho colaborativo e em rede se fortaleceu muito, a necessidade de cada um fazer a sua parte em prol de um todo ficou mais evidente e o afastamento social ao qual fomos submetidos nos ajudou a valorizar ainda mais a convivência coletiva”, completa o diretor de Marketing e Negócios do América.

Sesc-MG e Fundação Pitágoras apostam em articulação conjunta

Diferentes organizações e entidades estão se mobilizando para propor e defender uma sociedade mais justa e responsável. Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), promovidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2015, são uma série de 17 metas globais, parte da Resolução 70/1 da Assembleia Geral da ONU – “Transformando o nosso mundo: a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável” (Agenda 2030).

As metas são amplas e interdependentes, mas cada uma tem uma lista separada de metas a serem alcançadas. Os ODS abrangem questões de desenvolvimento social e econômico, incluindo pobreza, fome, saúde, educação, aquecimento global, igualdade de gênero, água, saneamento, energia, urbanização, meio ambiente e justiça social.

O Movimento Minas 2032 (MM2032), que tem como missão internalizar os ODS em Minas Gerais, conquistou no último mês importantes adesões, como, por exemplo, do Serviço Social do Comércio de Minas Gerais (Sesc-MG).

Segundo a analista técnica social do Sesc-MG Rafaella Max Reinhardt, a própria constituição do Sesc valoriza o trabalho em rede e integrar o MM 2032 é uma oportunidade de dar vazão às atividades já desenvolvidas em torno principalmente dos ODS 3 “Saúde e bem-estar”, 10 “Redução das desigualdades”, 11 “Cidades e comunidades sustentáveis” e 17 “Parcerias e meios de implementação.

“Fazer só o nosso seria mais fácil, mas acreditamos que a articulação em rede pode trazer resultados muito mais expressivos. As próprias iniciativas trouxeram essa discussão para dentro do Sesc-MG. Conhecemos o MM2032 por meio de uma antiga parceira, a Fundamig (Fundação Mineira de Fundações e Associações de Direito Privado) e logo vimos a sinergia entre as propostas”, explica Rafaella Reinhardt.

Entre as ações do Sesc-MG mais reconhecidas estão as ligadas aos atendimentos de jovens e idosos. Durante a pandemia muitos projetos foram paralisados pela impossibilidade de encontros presenciais, mas logo convertidos em outras ações em prol dos mesmos públicos, especialmente no que diz respeito à segurança alimentar.

“A pandemia impôs como prioridade o combate à fome. Temos uma rede de parceiros que podem doar e, de outro lado, de quem precisa receber. Então fazemos essa ponte, levando de onde sobra pra onde falta. Além das entregas, aproveitamos para fazer ações educativas. É importantíssimo trabalharmos em rede de maneira virtual agora que as instituições estão muito mais vulneráveis”, destaca a analista técnica social do Sesc-MG.

Braço social do grupo Kroton – uma das maiores organizações educacionais privadas do Brasil e do mundo -, a Fundação Pitágoras nasceu em  1999, com o propósito de sistematizar ações de responsabilidade social que já eram desenvolvidas bem antes dessa data.

Helena Neiva: vamos ampliar o alcance | Crédito: Leandro Couri/EM/D.A Press

Para a presidente da Fundação, Helena Neiva, a entrada no MM2032 significa ampliar o alcance e efetividade das ações que querem levar os ODS como um novo jeito de tratar o planeta.

“Acreditamos profundamente que apenas somando as forças dos diferentes setores da sociedade é que vamos encontrar de forma mais rápida e efetiva os caminhos para solucionar os principais problemas sociais e ambientais do planeta. Claro que uma organização sozinha buscar atender os ODS e fazer a sua parte é importante, mas nada vai substituir o impacto, a rapidez e a efetividade de colocar um estado inteiro em busca desse objetivo”, avalia Helena Neiva.

Ibef e SME alertam que é preciso mudar

Imaginar empresas e instituições pertencentes aos setores de educação e saúde, por exemplo, engajadas em causas sociais e ambientais é bastante comum. Outros setores, considerados mais “duros”, entretanto, têm se aproximado e, cada vez mais, se engajado em iniciativas como o Movimento Minas 2032 (MM2032).

Entre os mais recentes integrantes está o Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças de Minas Gerais (Ibef-MG). Capaz de reunir quase a metade do PIB de Minas Gerais em uma de suas reuniões, segundo o presidente do Ibef-MG, Júlio Damião, o Instituto tem como missão reverberar os ODS como uma prática diária dentro das empresas. É uma mudança de cultura organizacional.

“A Sociedade está migrando para uma nova responsabilidade. Todo mundo se diz responsável, mas isso não basta, a sociedade vai começar a cobrar. Se ficar apenas no discurso, a perda será muito grande para as empresas. Como se dizer responsável se não tem um compliance, se não conhece a Lei Anticorrupção, se não fiscaliza os fornecedores? São pequenas ações no dia a dia. Nós da iniciativa privada é que temos que puxar. Temos que fazer as ações, divulgar, incentivar. Essa é uma pauta que já estava na agenda, mas que se tornou ainda mais fundamental com a pandemia. As empresas para serem lucrativas precisam passar por essa mudança de mentalidade”, analisa Damião.

Damião: reverberar os ODS é missão | Crédito: Maurício

No mesmo sentido caminha a Sociedade Mineira de Engenheiros (SME), parceira do DIÁRIO DO COMÉRCIO em diversos outros projetos ao longo dos anos. De acordo com o vice-presidente da SME, Wilson Leal, o aceite ao convite para participar do MM2032 foi imediato.

“O DIÁRIO DO COMÉRCIO está inovando e com planos para um grande futuro, inclusive com essa iniciativa de internalizar os ODS no nosso Estado. Verificamos logo o quanto isso está alinhado com os nossos propósitos. Identificamos nos grupos de trabalho já existentes no Movimento ações que já realizamos e que podem ser ampliadas pelo trabalho em rede. Ao nos juntarmos ao MM2032, estamos cumprindo os quatro eixos da nova gestão da entidade: institucional, econômico, promoção e formação profissional e interação com a sociedade”, completa Leal.

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