Outback prevê aporte de R$ 10 mi em MG

Como parte dos investimentos, acaba de ser inaugurada a 139ª unidade no Shopping Estação BH, em Venda Nova

15 de setembro de 2022 às 0h30

img
A cadeia Outback Steakhouse já trabalha com oito restaurantes em Minas Gerais | Crédito: Divulgação

A 139ª unidade da Outback Steakhouse, acaba de ser inaugurada no Shopping Estação BH, na região de Venda Nova, com capacidade para receber 161 clientes e uma equipe de 87 colaboradores. Sexta casa da marca na Capital e oitava no Estado – presente também em Juiz de Fora, na Zona da Mata; e em Uberlândia, no Triângulo Mineiro -, a cadeia de restaurantes tem grandes planos para Minas Gerais.

Dos R$ 78 milhões em investimentos previstos para o Brasil em 2022, totalizando 16 novos restaurantes, R$ 10 milhões serão feitos em território mineiro. Cerca de 1.000 novos postos de trabalho serão gerados em todo o País.

A marca Outback faz parte do grupo Bloomin’ Brands, dono também das redes Abbraccio Cucina Italiana e Aussie Grill. Mesmo sem poder dar detalhes sobre o plano de expansão das marcas, já que a companhia é de capital aberto, o presidente da Bloomin’ Brands Brasil, Pierre Berenstein, dá dicas de qual caminho a expansão se dará.

“A nossa malha é parecida com a dispersão do PIB nacional. Somos uma empresa de longo prazo, com uma cadeia produtiva extensa. São mais de três milhões de pessoas atendidas por mês. Vamos estar onde o consumidor está. O home office está mudando a dinâmica do consumo e nós acompanhamos todo esse movimento. A abertura no Vetor Norte de Belo Horizonte é um exemplo disso”, explica Berenstein.

A atual expansão da marca tem relação direta com a retomada do pós-pandemia. Em fevereiro de 2020, quando o mundo começou a se fechar por conta da Covid-19, o Outback tinha 104 lojas no Brasil. A primeira decisão tomada diante da gravidade e do ineditismo da crise foi não demitir ninguém. Na sequência, tornar o delivery uma ferramenta de vendas tão robusta que fosse capaz de manter as operações.

“Chegamos ao Brasil inovando e sempre fizemos isso. Em março de 2020 nossa primeira providência foi cuidar da equipe. Fechamos todos os salões e nos voltamos para dentro. Trabalhávamos com delivery desde de 2018, mas representando algo em torno de 3% do volume. Antecipamos nosso planejamento de 10 meses para 10 dias a custa de muito treinamento, adaptação e esforço. Criamos novas sobremesas, lançamos um growler capaz de manter o chope gelado até a casa do consumidor. E, hoje, dependendo da marca, as entregas chegam a 25% do volume”, relembra.

Também durante a pandemia a Bloomin’ Onion lançou a Aussie Grill, rede 100% digital especializada em lanches com carne de frango. Utilizando as cozinhas das outras marcas do grupo como dark kitchens, a Aussie Grill tem 80 cozinhas. Em Belo Horizonte são três. Agora a marca faz o caminho inverso dos restaurantes tradicionais e lança suas duas primeiras lojas físicas, em São Paulo e no Rio de Janeiro. A expectativa é de que a capital mineira logo ganhe a sua primeira unidade.

Somos uma empresa de longo prazo, com uma cadeia produtiva extensa, afirma Berenstein, presidente da Bloomin’ Brands | Crédito: Antonio C. Carreiro

Modelo de negócios

Muita gente aposta de olhos fechados que sim, mas as marcas da Bloomin’ Onion não são franquias. Apenas a rede Outback está presente em 23 países nas Américas, Ásia e Oceania, mas as lojas são próprias. A companhia é sócia-majoritária em todas elas e cada uma tem um sócio local com autonomia para tomar as decisões do dia a dia e o dever de zelar pelo padrão de qualidade dos produtos e dos serviços.

“Os fundadores, que imaginavam ter três ou quatro restaurantes, sempre deram muita atenção aos padrões e tinham em mente algo parecido com o nosso ditado que diz que ‘o olho do dono é que engorda o gado’. Por isso temos os sócios locais e a grande maioria deles é de ex-funcionários. Enquanto eles cuidam do cotidiano das operações, cuidamos do macro, dos insumos e da cultura. A nossa famosa cebola, por exemplo, vem apenas de duas regiões: Espanha e Chile. Fazemos uma seleção rigorosa de fornecedores e acompanhamos todo o processo até que ela chegue ao restaurante. Uma vez lá, existe todo um caminho que deve ser seguido para que ela chegue à mesa perfeita e com o mesmo sabor e qualidade em qualquer lugar do Brasil ou do mundo”, pontua.

Liderar a expansão das redes, segundo o executivo, reforça as suas preocupações e de todo o grupo com ações que promovam uma melhor qualidade de vida para colaboradores, comunidade do entorno e, por fim, de todo o planeta.

“O ESG é um assunto que tem que ser liderado, vivido e exemplificado. Já trabalhávamos antes da sigla surgir. Temos consciência de que os recursos naturais são finitos, então cuidamos do meio ambiente desde a seleção dos fornecedores até a forma de construir os nossos negócios. Da troca das lâmpadas comuns para led, o reaproveitamento de água de ar-condicionado nos banheiros, até a adoção de equipamentos com novas tecnologias mais econômicas no consumo de gás e energia e mais eficientes na operação. No social, cada unidade aberta adota uma instituição social no seu entorno. Temos ações macro como o Bloomin’ Day, em parceria com a Make a Wish. Na pandemia doamos ovos de páscoa para os comerciantes locais venderem. Temos, ainda, um programa de diversidade, equidade e inclusão, que considero uma jornada de aprendizagem. Começamos com um censo. Tenho aprendido muito. Isso nos ajuda com a atração e retenção de talentos. E na governança, que é fazer o que está no nosso DNA, seguir as regras e fazer o certo, sem atalhos”, completa o presidente da Bloomin’ Brands Brasil.

Tags:
Facebook LinkedIn Twitter YouTube Instagram Telegram

Siga-nos nas redes sociais

Comentários

    Receba novidades no seu e-mail

    Ao preencher e enviar o formulário, você concorda com a nossa Política de Privacidade e Termos de Uso.

    Facebook LinkedIn Twitter YouTube Instagram Telegram

    Siga-nos nas redes sociais

    Fique por dentro!
    Cadastre-se e receba os nossos principais conteúdos por e-mail