Pesquisa visa reposicionar País no mercado

Iniciativa busca restabelecer o Brasil como um dos principais players no ecoturismo e no turismo de aventura mundial

5 de dezembro de 2023 às 0h13

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Pesquisa liderada pelo Sebrae mira no ecoturismo e turismo de aventura para reposicionar o Brasil no mercado | Crédito: Adobe Stock

O Sebrae tenta dar o primeiro passo para reposicionar o Brasil como um dos principais players no ecoturismo e no turismo de aventura mundial a partir da realização de pesquisa sobre a potência do segmento na indústria turística brasileira. A iniciativa, intitulada Ecoar, foi divulgada durante a Abav 2023.

A expectativa é alcançar 10 mil empresários e identificar demandas que ajudem a orientar futuras estratégias e políticas no segmento, apoiando a criação de soluções mais assertivas para o ecoturismo.

“A pesquisa do Sebrae foi feita para mobilizar”, afirmou Ana Clévia Guerreiro, coordenadora de Turismo, Economia Criativa e Artesanato do Sebrae, destacando que o Brasil tem todas as condições para retomar seu lugar de destaque no mercado internacional. “Queremos mobilizar o País e trazer insights valiosos para conseguirmos retomar o nosso espaço. Não é algo que o individual resolva, tem de haver uma mudança de percepção do setor”, defendeu Ana Clévia Guerreiro.

Recentemente, a revista “Forbes” escolheu o Brasil como o melhor país do mundo para o ecoturismo, avaliando biodiversidade, atrativos naturais, parques e a sustentabilidade. Mesmo que outros países, como Austrália e Nova Zelândia, sejam mais associados ao segmento, nos anos 2000, o Ministério do Turismo e o Sebrae chegaram a ser referências internacionais pelo desenvolvimento de normas de segurança junto à Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo (Abeta). No entanto, o ritmo diminuiu nas últimas décadas.

Diante desse histórico, Ana Clévia Guerreiro explicou a característica específica desse tipo de segmento. “Se toda atividade turística tem a experiência dos clientes como foco, no ecoturismo, essa é uma condição sine qua non.” Por isso, inclusive, a necessidade de criar protocolos e gerar segurança em todos os processos. “Precisamos voltar nossa atenção para a segurança e dar visibilidade para as comunidades tradicionais”, acrescentou a coordenadora do Sebrae.

Na prática, a pesquisa busca mensurar a representatividade do ecoturismo no total de negócios do turismo nacional, identificando as empresas que atuam no segmento, aferindo a relevância do setor para a categoria, mensurando a geração de empregos e mapeando os principais desafios. Quase 20% de todos os turistas que visitaram o Brasil entre 2018 e 2020 disseram que vinham ao País por conta do ecoturismo – 1/4 deles está em busca de natureza, ecoturismo ou aventura. Em 2019, o mercado de ecoturismo rendeu US$ 181,1 bilhões no mundo.

Aplicação da Ecoar

Ao fim da pesquisa, os dados serão analisados e divulgados para os atores do Turismo. Raphael Akamine, analista técnico do Sebrae no Mato Grosso do Sul, detalhou que a pesquisa vai funcionar para cidades que apostam no verde como atrativo para os turistas, como Bonito, uma referência na região. “A partir dos dados, vamos criar ações voltadas a melhorar o turismo. Com os números, podemos produzir conhecimento e soluções”. Por fim, Ana Clévia Guerreiro prevê: “Com a pesquisa, cria-se uma rede produtiva que trabalha com o nicho. Assim, vamos amadurecer os atores locais para tornar esse tipo de turismo sustentável a longo prazo”. A pesquisa on-line pode ser respondida no endereço: https://sprintdados.questionpro.com/relevanciadoecoturismo.

Viajantes da AL vão duplicar

Crédito: Adobe Stock

Espera-se que o tráfego de passageiros na América Latina quase duplique nas próximas duas décadas – aumentando de 0,44 viagens anuais per capita em 2019 para 0,87 viagens anuais per capita em 2042. De acordo com o último Airbus Global Market Forecast (GMF), as taxas de viagem per capita quase duplicarão no México, enquanto na Argentina, Brasil, Chile e Colômbia, as taxas mais do que dobrarão.

No geral, o tráfego crescerá 2,2% nos próximos 20 anos, o equivalente a 2.390 novas aeronaves de passageiros e de cargas nos próximos 20 anos. Dessas 2.390 novas aeronaves, 190 serão widebodies e 2.200 serão de corredor único. Esse número representa 92%% das novas entregas na América Latina, o que tornará o mercado da região predominantemente de aeronaves de corredor único.

O aumento da tendência para voar é impulsionado pelo crescimento projetado da classe média de 400 milhões para 490 milhões de pessoas até 2042, representando 67% da população da América Latina e do Caribe. Além disso, a alta entrada das transportadoras de baixo custo (LCCs) tornou as viagens aéreas mais acessíveis, representando 50% do total de assentos oferecidos em nível doméstico na América Latina. O Brasil e o México apresentam as maiores entradas do modelo de LCC na região.

E-commerce

O crescimento do e-commerce na América Latina levou ao aumento da demanda por serviços de carga aérea nas últimas duas décadas. Além disso, a previsão de tráfego de carga de origem e destino (O&D) de, para e dentro da América Latina quase dobrará até 2042.

O GMF da América Latina também projeta um aumento do tráfego de passageiros O&D de 3,5% ao ano, dobrando assim nos próximos 20 anos. O tráfego doméstico crescerá a uma taxa maior, de 3,8% ao ano, enquanto o tráfego intra-América Latina e Caribe crescerá 3,2%.

A frota em serviço da América Latina quase dobrará das 1.440 aeronaves atualmente em serviço para 2.630 nas próximas duas décadas. Dessas, 240 aeronaves permanecerão, 1.200 apoiarão a substituição de aeronaves menos eficientes em termos de combustível e 1.190 aeronaves serão responsáveis pelo crescimento da demanda.

A Airbus já vendeu mais de 1.150 aeronaves na América Latina e no Caribe. Mais de 750 estão em operação em toda a região, com mais de 520 na carteira de pedidos, representando uma participação de mercado de 58% das aeronaves de passageiros em serviço. Desde 1994, a Airbus garantiu 75% dos pedidos líquidos na região.

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