RHI Magnesita bate recorde na utilização de recicláveis

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RHI Magnesita bate recorde na utilização de recicláveis
Em julho deste ano, a RHI Magnesita alcançou uma Taxa de Reciclagem (RR) de 9,5%, melhor índice registrado até então | Crédito: Divulgação/RHI Magnesita

Graças aos investimentos constantes em economia circular, a RHI Magnesita, líder global em produtos e soluções refratárias, está batendo recordes no uso de recicláveis para a produção de refratários. Desde 2019, a empresa investiu cerca de 5 milhões de euros em novas tecnologias, processos e na expansão de capacidade das plantas mineiras para o recebimento e processamento dos resíduos recicláveis. E, até 2025, estão previstos outros 8 milhões de euros.

De acordo com o Head de Reciclados das Américas, Mario Lopez, os investimentos destinados às unidades industriais de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), e Coronel Fabriciano, Vale do Aço, integram o plano global de sustentabilidade da companhia para os próximos anos.

Temos o objetivo de atingir, até 2025, o percentual mundial de 10% de reciclados entre os produtos refratários gerados pela empresa em suas operações; e de reduzir em 15% as emissões de gás carbônico. Isso não significa que precisamos nos limitar a esses percentuais. No caso das operações da América do Sul devemos atingir os 10% ainda este ano e, por sermos um polo muito grande, a meta de longo prazo deve ser de 15% ou mais”, explica.

Com os investimentos, que preconizam menor dependência de recursos naturais virgens e ampliação do uso de insumos recicláveis e renováveis, a empresa já vem registrando números recordes no programa de captação de resíduos refratários mês a mês.

Para se ter uma ideia, em julho alcançou uma Taxa de Reciclagem (RR) de 9,5%, melhor índice registrado até então. O indicador é calculado a partir da proporção do consumo de insumos reciclados e de matéria-prima natural.

No decorrer do primeiro semestre deste ano também houve crescimento de 60% no volume de material captado em relação a igual período de 2020, saindo de 10,8 mil para 16,2 mil toneladas. Além disso, a empresa trabalha com a previsão de fechar 2021 com 40 mil toneladas de resíduos refratários captados, melhor marca já alcançada pela companhia. Para o ano que vem a meta é chegar a 50 mil toneladas.

“Quanto maior for o volume de materiais reaproveitados na produção, menor será a quantidade de matéria-prima extraída da natureza, o que reduz os impactos da operação. Isso inclui emissão de gás carbônico e geração de energia”, ressalta Lopez.

A planta de Coronel Fabriciano é dedicada à reciclagem de resíduos refratários provenientes de outras indústrias, como a de aço e de cimento. Os materiais captados retornam ao processo produtivo depois de passarem por etapas de seleção, limpeza e britagem. Eles são então destinados à linha de produção e reutilizados como matéria-prima na fabricação de novos refratários.

“É importante ressaltar que a companhia atua em conjunto com os clientes para dar a melhor destinação aos resíduos produzidos em suas respectivas operações. Hoje, 90% do material reciclável que utilizamos advém dos clientes, enquanto 10% das nossas próprias operações”, diz o Head de Reciclados das Américas.

De acordo com estudos realizados pela RHI Magnesita, o Brasil produz cerca de 107 mil toneladas de resíduos refratários anualmente. Desse total, 89 mil toneladas são provenientes da indústria do aço, sendo que Minas Gerais é líder na geração desses resíduos, representando 70% do volume na região Sudeste.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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