O bolo é o 4º produto mais vendido nas padarias, perdendo apenas para o pão francês, os pães macios e o pão de queijo - Crédito: Paulo Cunha / Outra Visao Comunicacao

Além dos tradicionais pães, itens indispensáveis na lista de compras dos brasileiros, o consumo de tortas, bolos e outros produtos de confeitaria têm crescido entre os clientes das padarias em todo o País.

Somente os bolos correspondem a 7% dos 5,6 milhões de toneladas de produtos panificados comercializados por ano, isso significa cerca de 392 mil toneladas de bolo sendo produzidos nas padarias anualmente.

O resultado dessa fabricação movimentou R$ 15,28 bilhões em 2018, o que representa 16,5% dos R$ 92,63 bilhões faturados por todo o setor da panificação, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip).

O bolo é o 4º produto mais vendido nas padarias, perdendo apenas para o consagrado pão francês, os pães macios e o pão de queijo. O sucesso do setor também é validado pelo número de empregos que gera.

São 920 mil funcionários empregados diretamente, incluindo atendimento, escritório e área de produção na panificação. Desses, a confeitaria representa 19% dos cargos da produção, ou seja, estima-se 69.920 funcionários empregados em todo o País.

“É muito claro perceber essa tendência no setor de panificação. As padarias modernas se preocupam em oferecer diversidade para o cliente, que volta todos os dias. Geralmente, o consumidor vai em busca do pão, e leva também o bolo, o biscoito, o docinho e outros itens para enriquecer a refeição. São alimentos que entraram para a rotina do brasileiro, e contribuem para o crescimento das confeitarias nas padarias”, garante José Batista de Oliveira, presidente da Abip. “Hoje, os profissionais da área de confeitaria são parte crucial para a panificação como um todo”, conclui.

Em pesquisa divulgada em 2017, o Sebrae Nacional constatou que a maioria das confeitarias (83%) trabalha por encomendas; 54% realiza entregas por conta própria e as vendas a varejo são as principais, com produtos voltados para o consumidor final: 91% dos negócios estão direcionados a eles. Com relação às encomendas, 53% das confeitarias atendem para eventos e 38% para produtos do dia a dia. 43% dos produtos são bolos artísticos e 25%, doces.

O setor de panificação é o 2º maior em alimentos prontos do Brasil e o único presente em todos os municípios brasileiros. Quem responde pelo setor é a Abip, que também assina o levantamento dos dados relacionados à panificação no País. A Abip representa, através de suas entidades, 70 mil padarias brasileiras, sendo 95% delas micro e pequenas empresas familiares, o que contribui para a dinamização da economia do País e a geração de emprego e renda.

Criatividade no Estado – O Confeitar Minas, congresso de confeitaria pioneiro em Minas Gerais, será realizado na próxima semana, nos dias 5, 6 e 7 de novembro, na sede do Sebrae Minas (avenida Barão Homem de Melo, 329 – Nova Granada), na região Oeste de Belo Horizonte.

Na quarta edição do evento, mais uma vez o público poderá conferir aulas com os melhores chefs confeiteiros e cake designers do Brasil com preços especiais, aulas gratuitas, palestras, estandes com vendas de produtos com preços especiais, degustações e muito mais. Além disso, a organização ampliou a área de exposição, dobrou o espaço de estandes em relação ao ano anterior e aumentou o período para um dia a mais de evento.

O Confeitar visa preparar o setor e atualizar profissionais com as tendências da área para épocas de grande volume de negócios como o Natal, aquecendo as vendas sazonais. Segundo dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), 66% dos empreendedores do setor de confeitarias e docerias indicaram que as festas de fim de ano são as que mais impulsionam as vendas deste negócio.

“Queremos propor o crescimento e a solidificação do trabalho de quem trabalha com confeitaria ou de quem deseja entrar para o setor. O que buscamos é incentivar e extrair o melhor de cada profissional e também despertar novos potenciais”, afirma a organizadora do evento, a confeiteira e administradora Danielle Neves, mais conhecida como Dani Formigueiro.

Esta edição trará temas que geram grandes oportunidades de negócios e tendências do setor para 2020, além de produtos clássicos em formatos de fácil conversão em vendas. Uma das presenças mais aguardadas é a da renomada cake designer e apresentadora dos programas BakeOff Brasil e Fábrica de Casamentos, Beca Milano, eleita a embaixadora da feira após uma participação de sucesso na edição de 2018.

Beca estará presente na abertura do Confeitar Minas 2019 onde apresentará a palestra “Empreendedorismo na Confeitaria”. “Quero compartilhar minha trajetória para que possa inspirar esses confeiteiros que estão ingressando na profissão. Essa palestra é um bate-papo onde divido minhas experiências positivas e negativas que serviram de aprendizado para alcançar meus objetivos”, afirma.

Para Beca, é um orgulho participar do evento e ver que a feira cresce a cada ano. “O Confeitar Minas mostra que a confeitaria está crescendo cada vez mais. Muita gente que antes tinha a confeitaria como uma geração de renda extra, hoje investe na capacitação profissional e vive exclusivamente da profissão. Temos um crescimento imenso de confeiteiros que estão empreendendo e se destacando no mercado. O nível dos profissionais no país é surpreendente”, atesta.

Perguntada sobre um conselho para que deseja empreender na área, Beca enumera a paciência, o planejamento, a disciplina, a dedicação e muito amor pela confeitaria. “Um dos principais conselhos que sempre falo em minhas palestras é sobre o planejamento para conseguir alcançar os objetivos”, diz. “Para quem já é empreendedor e deseja ampliar seus negócios, é preciso focar nos seus diferenciais pra se destacar no mercado e investir na fidelização do cliente”, acrescenta.

As expectativas em relação ao Confeitar Minas apontam para o crescimento. A organização espera receber cerca de 2 mil pessoas, de várias partes do País, durante os três dias. O evento deve movimentar R$ 200 mil em negócios, o dobro da edição anterior. (Da Redação)