Sympla reabre as portas em BH com aposta em novos formatos

31 de agosto de 2021 às 0h26

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A Sympla reabriu as portas em Belo Horizonte, agora em uma nova sede, localizada no Sion | Crédito: Divulgação

Com o avanço da vacinação contra a Covid-19 no País – no momento já são mais de 130 milhões de pessoas imunizadas com a primeira dose e quase 60 milhões com o ciclo completo -, a realização de eventos presenciais já começa a ser novamente possível.

A liberação e os protocolos variam de localidade para localidade, já que desde a chegada da doença no País, em março do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) conferiu autonomia a prefeitos e governadores na condução do enfrentamento à pandemia.

Com a melhora dos índices, ainda em julho, o Comitê Extraordinário Covid-19, do governo do Estado, definiu as regras do programa Minas Consciente para a realização de grandes eventos em Minas Gerais. Assim como a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) também liberou as primeiras produções.

Como parte importante deste processo, a Sympla, maior plataforma de eventos do Brasil, reabriu as portas, na capital mineira, na última semana. Alocada uma nova sede, distribuída em cinco andares no Sion, região Centro-Sul da cidade, a empresa recebe os 210 colaboradores de forma híbrida e estrutura as novidades e tendências para o setor de eventos em todo o País. Mas as novidades da startup – que é uma das investidas da Movile, grupo que também reúne negócios como o iFood, as fintechs Zoop e Movile Pay, e as empresas de games Afterverse e PlayKids – não param por aí.

Quem revela é a nova CEO da Sympla, Tereza Santos. Formada em Publicidade e Propaganda, com especialização em Gestão de Relacionamento e MBA em Gestão Empresarial, Tereza Santos carrega mais de 7 anos de carreira no mercado de eventos. A executiva iniciou sua trajetória na Sympla como Diretora de Operações, função focada tanto na liderança de operações internas, quanto na garantia de excelente suporte e experiência ao cliente e está à frente da liderança da empresa desde maio.

“Assim como qualquer outra empresa, a pandemia trouxe um baque muito forte para a Sympla. E mesmo que já tivéssemos a inovação em nosso DNA, o presencial era o foco da nossa atuação. Além disso, decidimos desde o primeiro instante passar por este momento junto com nossos clientes. Por isso, continuamos inovando, inclusive, com o lançamento de duas linhas: Sympla Streaming para eventos on-line e o Sympla Play para conteúdos“, conta.

Nova CEO da Sympla, Tereza Santos, afirma que hoje em dia é preciso quebrar barreiras | Crédito: Divulgação

E para Tereza Santos os desafios impostos pelo novo momento quebraram barreiras antes impostas pelo modelo tradicional de eventos, incluindo local, data e horário. Com o Sympla Streaming a empresa conseguiu eliminar a barreira do local e com o Sympla Play a data e horário, uma vez que passaram a permitir o produtor configurar o evento no formato mais adequado ao seu público.

“E agora, com a retomada, estamos estudando e testando formatos múltiplos, nos quais os produtores vendem poucos ingressos e fazem uma sessão intimista, um meet & greet com o artista. E outros projetos, como por exemplo, transmissão sob diferentes ângulos em teatros, ou a possibilidade de quem comprar o ingresso presencial para um show assistir virtualmente a passagem de som. Estamos começando a criar e discutir essas experiências imersivas que no presencial o espectador não teria”, diz.

Sobre o desempenho, ela afirmou que já se aproxima da média mensal de 3 milhões de ingressos e conta com uma base de mais de 30 mil eventos simultâneos na plataforma (presencial e on-line). Além disso, de janeiro a julho, foram 78 mil eventos presenciais cadastrados na plataforma – muitos voltados para Réveillon e Carnaval. Ao todo, foram mais de 15 milhões de acessos nos últimos três meses e 21 mil produtores ativos.

Neste momento, ainda marcado pelos chamados eventos-teste, a empresa também tem participado das tomadas de decisões e direcionamentos de mercado. Neste sentido, a executiva avalia que no caso dos eventos corporativos, a tendência parece estar mais no digital. Segundo ela, há uma demanda reprimida no presencial, após um ano e meio sem eventos, o que despertou no comprador uma vontade muito grande de voltar ao ritmo anterior à pandemia. 

“O presencial volta, mas volta diferente. O digital vai completar. Não vejo substituição, mas novas experiências. E no corporativo devemos ter uma mudança um pouco maior, até porque muitas empresas se adaptaram bem ao home office e estão optando pelo modelo híbrido. Não tem porque os eventos serem diferentes”, conclui.

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