Sympla reabre as portas em BH com aposta em novos formatos

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Sympla reabre as portas em BH com aposta em novos formatos
A Sympla reabriu as portas em Belo Horizonte, agora em uma nova sede, localizada no Sion | Crédito: Divulgação

Com o avanço da vacinação contra a Covid-19 no País – no momento já são mais de 130 milhões de pessoas imunizadas com a primeira dose e quase 60 milhões com o ciclo completo -, a realização de eventos presenciais já começa a ser novamente possível.

A liberação e os protocolos variam de localidade para localidade, já que desde a chegada da doença no País, em março do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) conferiu autonomia a prefeitos e governadores na condução do enfrentamento à pandemia.

Com a melhora dos índices, ainda em julho, o Comitê Extraordinário Covid-19, do governo do Estado, definiu as regras do programa Minas Consciente para a realização de grandes eventos em Minas Gerais. Assim como a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) também liberou as primeiras produções.

Como parte importante deste processo, a Sympla, maior plataforma de eventos do Brasil, reabriu as portas, na capital mineira, na última semana. Alocada uma nova sede, distribuída em cinco andares no Sion, região Centro-Sul da cidade, a empresa recebe os 210 colaboradores de forma híbrida e estrutura as novidades e tendências para o setor de eventos em todo o País. Mas as novidades da startup – que é uma das investidas da Movile, grupo que também reúne negócios como o iFood, as fintechs Zoop e Movile Pay, e as empresas de games Afterverse e PlayKids – não param por aí.

Quem revela é a nova CEO da Sympla, Tereza Santos. Formada em Publicidade e Propaganda, com especialização em Gestão de Relacionamento e MBA em Gestão Empresarial, Tereza Santos carrega mais de 7 anos de carreira no mercado de eventos. A executiva iniciou sua trajetória na Sympla como Diretora de Operações, função focada tanto na liderança de operações internas, quanto na garantia de excelente suporte e experiência ao cliente e está à frente da liderança da empresa desde maio.

“Assim como qualquer outra empresa, a pandemia trouxe um baque muito forte para a Sympla. E mesmo que já tivéssemos a inovação em nosso DNA, o presencial era o foco da nossa atuação. Além disso, decidimos desde o primeiro instante passar por este momento junto com nossos clientes. Por isso, continuamos inovando, inclusive, com o lançamento de duas linhas: Sympla Streaming para eventos on-line e o Sympla Play para conteúdos“, conta.

Nova CEO da Sympla, Tereza Santos, afirma que hoje em dia é preciso quebrar barreiras | Crédito: Divulgação

E para Tereza Santos os desafios impostos pelo novo momento quebraram barreiras antes impostas pelo modelo tradicional de eventos, incluindo local, data e horário. Com o Sympla Streaming a empresa conseguiu eliminar a barreira do local e com o Sympla Play a data e horário, uma vez que passaram a permitir o produtor configurar o evento no formato mais adequado ao seu público.

“E agora, com a retomada, estamos estudando e testando formatos múltiplos, nos quais os produtores vendem poucos ingressos e fazem uma sessão intimista, um meet & greet com o artista. E outros projetos, como por exemplo, transmissão sob diferentes ângulos em teatros, ou a possibilidade de quem comprar o ingresso presencial para um show assistir virtualmente a passagem de som. Estamos começando a criar e discutir essas experiências imersivas que no presencial o espectador não teria”, diz.

Sobre o desempenho, ela afirmou que já se aproxima da média mensal de 3 milhões de ingressos e conta com uma base de mais de 30 mil eventos simultâneos na plataforma (presencial e on-line). Além disso, de janeiro a julho, foram 78 mil eventos presenciais cadastrados na plataforma – muitos voltados para Réveillon e Carnaval. Ao todo, foram mais de 15 milhões de acessos nos últimos três meses e 21 mil produtores ativos.

Neste momento, ainda marcado pelos chamados eventos-teste, a empresa também tem participado das tomadas de decisões e direcionamentos de mercado. Neste sentido, a executiva avalia que no caso dos eventos corporativos, a tendência parece estar mais no digital. Segundo ela, há uma demanda reprimida no presencial, após um ano e meio sem eventos, o que despertou no comprador uma vontade muito grande de voltar ao ritmo anterior à pandemia.

“O presencial volta, mas volta diferente. O digital vai completar. Não vejo substituição, mas novas experiências. E no corporativo devemos ter uma mudança um pouco maior, até porque muitas empresas se adaptaram bem ao home office e estão optando pelo modelo híbrido. Não tem porque os eventos serem diferentes”, conclui.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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