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Turismo prevê perdas no Carnaval com Ômicron

Impacto da Ômicron ainda não é notado

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Várias cidades brasileiras já anunciaram o cancelamento do Carnaval de rua por causa da doença | Crédito: Amanda Perobelli/Reuters

O avanço da variante Ômicron já começa a afetar o fluxo turístico no mundo com o anúncio de políticas mais restritivas de circulação. E, no Brasil, com o cancelamento do Carnaval de rua em destinos turísticos importantes.

Em relação ao turismo para o exterior, condições objetivas, como a desvalorização do real e a inflação são, por enquanto, fatores que pesam mais sobre a decisão de viajar ou não para fora do País do que a nova variante do vírus causador da Covid-19.

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De acordo com o diretor do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Alexandre Sampaio, embora não haja um balanço oficial sobre os impactos da Ômicron sobre o turismo no Brasil, é possível dizer que os fatores econômicos pesam mais do que o medo da pandemia.

“Com a população bastante vacinada continuamos tendo acesso aos principais destinos do mundo. Nenhum país impôs restrições específicas ou proibiu a entrada de brasileiros a partir do anúncio da Ômicron. Boa parte do público que deixou de fazer turismo internacional este ano tomou a decisão baseado nas condições econômicas. Uma parte vai migrar para o turismo interno, buscando destinos nacionais seguros”, explica Sampaio.

Também para o vice-presidente financeiro da Associação Brasileira de Agências de Viagem de Minas Gerais (Abav-Minas), Alexandre Brandão, os impactos da Ômicron, por enquanto, foram mínimos.

“Até o momento o impacto foi pequeno. O que mudou é que alguns países estão diminuindo o prazo exigido entre a realização do teste e a viagem e outros exigindo comprovante de vacina e teste, quando antes exigiam apenas um desses documentos. Como aqui no Brasil a maioria das pessoas já está vacinada e fazer o teste não é uma coisa tão complicada, o impacto não foi grande”, pontua Brandão.

Destinos nacionais acabam sendo mais seguros, diz Sampaio | Crédito: Divulgação / CNC CETUR

Carnaval




Já para o Carnaval, que viria para coroar a temporada de verão acontecendo no início de março, a situação é bem mais complicada. A expectativa do executivo da CNC é que haja uma queda de 30% na ocupação e no faturamento dos hotéis dos principais destinos de folia. Junte-se a isso a dificuldade com mão de obra por conta do grande número de infecções. Companhias aéreas, bares e restaurantes já relatam dificuldades desde as festas de fim de ano por esse motivo.

“Em termos de clientela, as praças carnavalescas – com a suspensão dos carnavais de rua – vão sofrer muito. Rio de Janeiro e São Paulo, que têm sambódromos, podem ter algum alívio, mas a maioria não tem o que fazer. Grande parte do público que havia feito reservas já está pedindo o cancelamento e o reembolso. Majoritariamente os contratos não são reembolsáveis, mas os hotéis estão com uma política de tolerância para transferir a viagem para outra data. Praças que não têm um Carnaval forte mas são bons destinos, estão sofrendo com falta de mão de obra. A velocidade da contaminação está aumentando muito rapidamente. Tudo isso promove um realinhamento de preços para baixo para não perder clientes, o que no longo prazo não é bom para a cadeia produtiva. A baixa temporada também não vai ser fácil porque as viagens corporativas não vão retornar como o esperado e os eventos vão sofrer por não cumprir a abertura que estava prevista”, completa o diretor do Cetur.

O OTMG aponta que Estado cresce mais que a média nacional e avança na geração de empregos ligadas à cadeia turística | Crédito: Acervo Setur-MG / Hermeson Manoel

Observatório aponta continuidade do crescimento do setor

Dados da edição de dezembro de 2021 do relatório “Panoramas e Tendências para o Turismo em Minas Gerais pós-Covid-19”, produzido pelo Observatório do Turismo de Minas Gerais (OTMG), apontam avanço do setor no Estado. A publicação é uma das iniciativas da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) para monitorar e acompanhar os rumos da cadeia do turismo no estado em função da crise causada pela pandemia do coronavírus.

Conforme o relatório, desde o lançamento do programa Reviva Turismo, em maio, mais de 27 mil novos empregos diretos no setor foram gerados até novembro de 2021, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

O resultado de novembro para o saldo de empregados no Turismo formal de Minas Gerais é o maior visto ao longo de todo o ano de 2021. Foram criados 5.969 postos de trabalho em novembro, em relação a outubro.

Para 2022, o relatório também aponta a intenção do brasileiro em viajar. Uma pesquisa feita pelo Instituto Locomotiva mostra que 65% dos entrevistados estão otimistas com o rumo que suas vidas devem seguir neste ano e viajar é o segundo desejo de consumo mais citado. Ao todo, 93% dos brasileiros afirmaram que é provável ou muito provável fazerem uma viagem nacional nos próximos 12 meses.




O novo relatório divulgado pelo Observatório do Turismo de Minas Gerais (OTMG) registra que, em novembro de 2021, mais de 2,6 milhões de viajantes circularam pelo Estado. Segundo dados da última Pesquisa de Demanda realizada pelo Estado, em 2016, visto que ainda não há uma medição mais atualizada deste viés até então, a média de gasto de um turista em Minas Gerais é de cerca de R$ 105 por dia. A média de permanência do viajante no Estado é de aproximadamente 6 dias, o que dá o valor R$ 630 por turista. Ao multiplicarmos 2,6 milhões de pessoas por R$ 630, chegamos ao montante de R$ 1,64 bilhão injetados na economia. Levando em conta o total do fluxo de turistas desde o lançamento do Reviva Turismo (13,7 milhões), o resultado de recursos chega a R$ 8,63 bilhões.

Segundo o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, uma das metas do programa Reviva Turismo é criar 100 mil empregos até o fim de 2022 e os dados do Observatório do Turismo apontam que o trabalho está no caminho feito, já atingindo 27% em sete meses.

“Neste ano lançaremos o Ano da Mineiridade, fundindo os programas Reviva Turismo e Descentra Cultura, criando novas políticas públicas para impulsionar ambos os setores e celebrar nosso jeito de ser, receber, falar, de cuidar das pessoas. Além disso, também vamos trabalhar a Via Liberdade, que será uma nova rota turística e cultural, conectando Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e a capital do país, Brasília, no Distrito Federal”, explicou Leônidas Oliveira.

A subsecretária de Turismo de Minas Gerais, Milena Pedrosa, ressalta que os números são resultados de ações estratégicas diversas no setor, como, por exemplo, o edital inédito no país, do Reviva Turismo, destinado a execução de ações de apoio à comercialização e promoção de destinos e produtos turísticos mineiros, que pagou cerca de R$ 3 milhões para os projetos contemplados no fim de 2021.

“Por meio dessas ações, conseguimos fomentar o Turismo em três etapas, sendo o Minas para Minas, Minas para o Brasil e agora o Minas para o Mundo, atraindo mais investimentos, projetos, turistas e, consequentemente, mais desenvolvimento para o estado e geração de emprego e renda para a população”, pontuou Milena.

Crescimento acima da média – O relatório do OTMG também indica que Minas Gerais cresceu quase o dobro acima da média nacional no Turismo. Dados do Índice de Atividades Turísticas mostram que, enquanto o volume brasileiro cresceu 1% entre setembro e outubro de 2021, o estado mineiro foi de 1,8%.

Além disso, a variação de receitas geradas pela atividade turística, considerando os ajustes sazonais, subiu 5,1% em Minas, enquanto a média nacional foi de 3,4% entre setembro e outubro.

Outro indicador positivo foi a taxa de ocupação hoteleira. Em Belo Horizonte, o índice foi de 56,9% em novembro, um crescimento de 2.5 pontos percentuais em relação a outubro e maior dos últimos dois anos.

O OTMG também destacou dados do fluxo de passageiros e aeronaves em novembro em Minas Gerais. O número foi o maior desde o início da pandemia, em março de 2020. Somando a movimentação de todos os aeroportos no Estado, foram 7.813 pousos e decolagens ao total no mês. O número significa um crescimento de 1,4% em relação a outubro e de 40,5% em relação a novembro de 2020. Já o fluxo de passageiros foi de 807.634 pessoas, o que corresponde a um aumento de 2,06% em relação a outubro e 42% em relação a novembro de 2020.

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