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Centro de compras é considerado melhor para muitos por ser mais arejado e maior | Crédito: Maira Rolim

s vendas do comércio varejista cresceram 5,2% em julho, na comparação com junho, engatando a terceira alta mensal consecutiva, segundo dados recentes divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar de continuar em trajetória de recuperação, o setor ainda acumula queda de 1,8% no ano.

Porém, para alguns segmentos dentro do varejo, os nove primeiros meses de 2020 têm saldo positivo, mesmo sendo este um período marcado pela grave crise econômica que vem assolando o País por causa da pandemia de Covid-19: é o caso dos mercados populares municipais, especializados na venda de insumos básicos para a mesa do brasileiro.

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Os 50 lojistas do Mercado Distrital do Cruzeiro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, por exemplo, registraram crescimento médio de vendas na ordem de 45% entre janeiro e setembro. Quando os nove primeiros meses deste ano são comparados ao mesmo período de 2019, o aumento do faturamento chega a ser superior a 50%.

Segundo o empresário João Morais, membro do grupo administrador do mercado, o saldo positivo é explicado pelo fato de muitos consumidores terem passado a enxergar o tradicional centro de compras como uma melhor opção quando comparado aos supermercados, principalmente porque o espaço é mais arejado e maior, o que confere segurança, neste momento em que as aglomerações devem ser evitadas. “Pelo fato do poder público ter permitido apenas o funcionamento de supermercados e mercados no momento mais crítico da Covid-19, muitos clientes novos apareceram, se sentiram mais seguros aqui e mantiveram o hábito, ou seja, foram fidelizados”, explica.

Outro fator que Morais aponta como responsável por aumentar o interesse dos consumidores para as compras em mercados populares se deve a algumas especificidades do lugar. “Aqui no Mercado Distrital do Cruzeiro, por exemplo, os hortifrútis são negociados diariamente com a Centrais de Abastecimento de Minas Gerais (Ceasa Minas) e produtores orgânicos, o que garante a oferta de produtos frescos na casa do cliente todos os dias”, ressalta.

O delivery também tem participação relevante no crescimento das vendas. João Morais revela que ao longo destes nove meses o serviço fez com que o faturamento de 90% das lojas crescesse mais de 30%, sendo que o volume maior de pedidos fica por conta dos insumos básicos: hortifrútis, itens da cesta básica, carnes, mercearias e vinhos.




“Hoje, sem dúvida, ele [o delivery] é o nosso melhor canal de vendas. É inclusive mais significativo do que a compra presencial”, afirma acrescentando que enquanto o primeiro corresponde à 55% da receita mensal total do Mercado, a segunda abocanha 45% das transações. “Acredito que mesmo em um cenário pós-pandemia, o delivery vai permanecer, principalmente porque agregou comodidade para os clientes”.

O fortalecimento do serviço de vendas pelo WhatsApp do Mercado Distrital do Cruzeiro resultou também em novas contratações. Morais destaca que a loja da qual ele é proprietário, a Royal Mercearia, teve que admitir dois colaboradores para ajudar apenas na separação dos produtos que são enviados para a casa dos clientes, uma função que antes da pandemia praticamente não existia.

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